Nova postagem no blog próximo sábado

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pessoa

   Admiro muitas pessoas, e dentre elas, admiro profundamente Pessoa, Fernando Pessoa:

   "Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

   Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você se lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

   Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

   Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

   Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

   Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si,  mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

   Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

   Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar 'eu errei'. É ter ousadia para dizer 'me perdoe'. É ter sensibilidade para expressar 'eu preciso de você'. É ter capacidade de dizer 'eu te amo'. É ter a humildade da receptividade.

   Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
   Usar as perdas para refinar a paciência.
   Usar as falhas para lapidar o prazer.
   Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

   Jamais desista de si mesmo.
   Jamais desista das pessoas que você ama.
   Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

   Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo."
                                                                                         Fernando Pessoa

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Corrente do Bem (2)


   "Quando caminhamos e sorrimos para a vida ela sorri também, como resultado do mesmo processo natural encontrado. E quando fazemos cara feia ao que ela nos oferece, sem mudar a oferta, ela age da mesma forma." Terapia Anti-Queixa - Roosevelt

   A vida responde às nossas atitudes, o dia que teremos depende de cada um de nós, a alegria começa dentro de nós, na nossa capacidade de enxergar o lado bom. A serenidade, a tranquilidade, a paz do mundo começa dentro de cada um de nós... com simples atitudes como um sorriso, um bom dia, um obrigado....

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Terapia Anti-Queixa

   Estou lendo um livro fantástico intitulado "Terapia Anti-Queixa", o autor é Roosevelt. Cada página, uma bofetada! Um livro bem humorado para aprender a não reclamar da vida... 

   Vou precisar reler, pelo menos, a cada seis meses. Toda vez que  reclamo, lembro do livro.

   Recomendo a leitura, pelo menos uma vez por ano, para aprendermos a nos livrar desse vício, desse mau hábito que é a queixa.

   E mesmo assim hoje já reclamei do vento, já reclamei do calor, ao menos me dou conta da reclamação e tento controlar! E juro que só por hoje não reclamei da secretária, o que diminui em 50% as minhas queixas diárias hehehehehe

   Preciso continuar lendo... e reler... e reler... e reler...

   Àqueles que irão se aventurar uma boa leitura e aos que não se interessarem que depois não se queixem!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

União a Dois

Hoje compartilho uma mensagem de Emmanuel que me chegou por e-mail:


"Quem disse, porém, que a concretização do matrimônio é felicidade estruturada a toques de figurino, não atingiu a realidade.

A união a dois, no culto da afinidade ou na execução de tarefas mais amplas da família, é um encargo honroso, qual sucede a tantas obrigações dignas. Nem por isso deixa de ser trabalho por efetuar. E trabalho tão importante que, não sendo possível a um coração apenas, foi preciso reunir dois para realizá-lo.

Quando um companheiro delibera empreender certa pesquisa, ou se outro abraça determinada profissão, não nos aventuramos a iludi-los com visões de felicidade imaginária. Ao invés disso, reconhecemos que escolheram laborioso caminho de serviço em que lhes auguramos o êxito desejado.

De igual modo, o casamento não é construção sem bases, espécie de palácio feito sob medida para os moradores.

Entre os cônjuges é imperioso que um aprenda a compreender o outro, de maneira a desenvolver as qualidades nobres que o outro possua, transformando-lhe consequentemente as possíveis tendências menos felizes em aspirações à vida melhor.

Claramente, todos temos vinculações profundas, idiossincrasias, frustrações e dificuldades. A reencarnação nos informa com segurança quanto a isso, indicando para que lados gravitam em família, segundo os mecanismos da vida que a experiência terrestre nos induz a reajustar.

Em razão disso, todo par e toda organização doméstica revelam regiões nevrálgicas entretecidas de problemas que é preciso saber contornar, a fim de que o futuro nos traga as soluções da harmonia irreversível.

Se te encontras ao lado de alguém, sob regime de compromisso afetivo, não exijas de imediato a esse alguém a apresentação dos recursos de que ainda necessite para ser aos teus olhos a companhia perfeita que esperavas encontrar entre as paredes domésticas. Nem queiras que esse alguém raciocine com os teus pensamentos, porquanto a ninguém é lícito reclamar de outrem aquilo que ainda não consegue fazer.

Se não desejas receber nos próprios ombros a cabeça de quem abraçou contigo as responsabilidades da união a dois, é mais que natural não possas impor a própria cabeça aos ombros da criatura a quem prometeste carinho e dedicação.

Todos somos filhos de Deus.

O matrimônio é obrigação que os interessados assumem livremente e de que prestarão justa conta um ao outro. Conquanto isso, o casamento não funde as pessoas que o integram. Por isto mesmo a união a dois, além da complementação realizada, recorda a lavoura e a construção: cada cônjuge colhe o que plantou, tanto quanto dispõe do que fez."

   Bela mensagem que nos faz refletir sobre a importância da compreensão, da tolerância e da aceitação do outro com suas virtudes e seus defeitos, pois nós também temos os nossos. Nenhum de nós, aqui neste planeta de provas e expiações, somos perfeitos, se o fôssemos não mais estaríamos aqui, mas em mundos mais evoluídos.

   Por mais que estejamos unidos a alguém a quem amamos, somos todos individualidades, e não deixaremos de ser, a ideia não é encontrarmos alguém que nos complete, pois somos completos, mas alguém com quem possamos partilhar, aprender, ensinar, pois imperfeitos, aprendemos uns com os outros diariamente.

   E por mais que estudemos e busquemos nos melhorarmos, são muitas as vezes em que tropeçamos e voltamos a cair em erros antigos, todos nós. Não nos cabe, portanto, exigir do outro aquilo para o qual ainda não se encontra preparado e muitas vezes nem nós mesmos estamos, nos cabe apenas entender o outro e suas dificuldades procurando observar-lhe mais as virtudes que assim como os defeitos, também são inúmeras...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem corre por gosto não cansa...


Corro... porque gosto!!

Um dos meus mais recentes hobbies é correr, hoje posso dizer que corro porque gosto, gosto de sentir o vento no rosto, o contato com a natureza, a respiração acelerada, o sangue pulsando, o corpo funcionando... é sentir-se vivo e também parte do ambiente.
Hoje participei de uma belíssima prova do Navio Altair aos Molhes da Barra, tendo o mar e a natureza ao seu entorno como companhia e como paisagem, nada mais gratificante. 

A colocação, a competição, tudo isso fica em segundo plano frente à imensa beleza da nossa praia do Cassino e à companhia dos amigos praticantes desse esporte. 
Percebo que sou apenas um grão de areia na infinita beleza da criação.


"A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito"

sábado, 7 de janeiro de 2012

Toda a forma de amor

   Ontem, lendo o livro "Quando a Vida Responde" de J. Raul Teixeira, livro este composto por diversas perguntas, uma delas me chamou bastante a atenção, talvez por vir ao encontro do que eu penso a respeito do assunto. Decidi, por isso, compartilhá-la aqui no blog.

   "Como você vê a oficialização do casamento entre homossexuais e a adoção de filhos por parte deles?
   Consideramos que qualquer oficialização que se estabelece no mundo corresponde à formalização de situações que já existem ou que precisam ser normatizadas para evitar distorções nos julgamentos de diversificadas situações, em respeito ao conceito formal de justiça. Assim, se se fala de oficialização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é que essas pessoas já estão se unindo, apesar de qualquer formalização, deparando-se a partir disso, com problemas cujas soluções exigem um pronunciamento da lei que regulamenta a vida de uma sociedade.
   Independentemente do nome que se deseje dar a essas uniões, a realidade é que tais uniões existem. Seus parceiros podem conviver pouco ou muito tempo juntos; podem fazer aquisições de variadas índoles em nome da dupla ou durante o período em que estão juntos . Como ficará, perante a sociedade organizada, a situação de um e de outro parceiro? Em caso de falecimento de um deles, há ou não direitos a pensões e outros benefícios, após uma vida passada em comum? Todos os quadros com os quais nos defrontamos e que tomam corpo na sociedade precisam ser estudados e disciplinados pela legislação.
   Não há como fazer vistas grossas e fazer de conta que tal fato não existe. Logo, não há como fugir dessa oficialização em nome de qualquer tradição ou preconceito, uma vez que os fatos aí estão, afrontando os tempo e exigindo um posicionamento oficial da autoridades, pois não há lei que possa impedir de fato que duas pessoas do mesmo sexo tenham vida em comum, que se entendam, que se cuidem e que se amem.
   No que respeita à adoção de filhos, estamos diante de uma questão de bom-senso. O que será melhor para uma criança: viver ao relento, ao abandono, sujeita a todos os perigos que inundam as ruas; em instituições que, por mais respeitáveis que sejam, não conseguem converter-se num lar para nenhuma criança abandonada, ou ser amparada pela generosidade e pelo carinho de duas pessoas do mesmo sexo e que vivem juntas? 
   O amor em si mesmo, não tem sexo, e é muito valorosa a atitude de quem quer que seja que se decida por adotar uma criança. Somente a hipocrisia ou a indiferença para com a criança órfã ou abandonada pode criar impedimentos para tal adoção."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Foi de Coração...


   Assistia há pouco ao Jornal Hoje, quando uma reportagem me comoveu muito. Falava de um transplante de coração ocorrido entre um bebê de 1 ano e 9 meses que desencarnou no Rio de Janeiro para uma bebezinha de 1 ano e 8 meses de Brasília.

   Admirável o ato de amor ao próximo dessa família, mas principalmente dessa mãe, que em meio a dor de perder seu filhotinho, teve a compaixão com todas as outras mães que sofrem vendo seus filhos sofrerem.

  Por isso dizem que toda mãe tem um pouco de Maria, cujo coração não cabe apenas o Filho Amado mas que divide seu coração e amor de mãe com toda a Humanidade!!

   É preciso uma alta dose de altruísmo, solidariedade e generosa caridade cristã para transferir a própria vida, por nossa vontade, após nos despirmos das prisões da carne, ou consentir que um ente querido venha a compartilhar o dom da vida com alguém após um infortúnio.

   (...) Os transplantes, ligados intimamente que estão ao ato supremo das doações, surgiram como que para testar nossas virtudes de solidariedade humana, nosso altruísmo, nossa generosidade, nossa piedade, nossa compaixão, nossa filantropia, nossa benevolência, nossa bondade, nosso amor ao próximo, nosso espírito humanitário, nossa indulgência, nossa excelência moral, nossa grandeza de alma, nossa misericórdia, nosso espírito de socorro, amparo e auxílio e, sobretudo, a virtude mais decantada nos Evangelhos: o amor e a caridade”. (Folha de S.Paulo, A3, “Opinião”, 15 de maio de 2001).