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sábado, 29 de dezembro de 2012

Deixar Partir...

     "Quem ama, ama sempre, e de tal modo que, ainda mesmo quando os corações amados se distanciam, o coração que ama prossegue amando-os e abençoando-os, sabendo conscientemente que, pelas forças do espírito, jamais deles se afastará." Emmanuel - Calma

     Como é difícil o deixar partir, permitir que aqueles que amamos por algum motivo se afastem de nossos olhos físicos...

     Seja pela morte do corpo físico, pela partida de um ente querido que vai morar longe, ou que vai sair de casa, pior ainda quando tomam caminhos que em nosso ponto de vista lhes trarão dor e arrependimento é sempre difícil permitir que o outro, aquele que nos é caro ao coração siga o seu caminho sem a nossa mão  a segurar a sua.

     Filhos, irmãos, cônjuges, pais, amigos queridos dividem conosco parte de sua jornada. Por um determinado período de tempo caminham a nosso lado, é um período necessário a evolução de todos, necessitamos uns dos outros para nos auxiliarmos em nossa senda evolutiva, mas chega o momento de partir e de deixar partir...

     Chega um momento em que cada um deve seguir o seu caminho, pois necessários se fazem novos e diferentes aprendizados por caminhos diferentes...

     Aqueles que verdadeiramente se amam, mesmo que a distância física os separe e mesmo que um dos corações se perca pelos caminhos do erro, estarão sempre velando um pelo outro, sempre um dos corações estará em prece pedindo ao Mestre que como bom pastor resgate a ovelha que se perdeu de seu rebanho.

     Outras vezes apenas seguem para novas experiencias e seguem amando e cuidando uns dos outros a distância. 

     Por vezes nossa família espiritual nos acompanha na encarnação e ficamos determinado tempo juntos adquirindo experiências nesse hospital-escola chamado Terra, outras vezes voltamos ao mundo físico, mas aqueles que amamos velam por nós na espiritualidade.

     Difícil é a lição do desapego, do compreender que apesar de necessitarmos uns dos outros para a nossa evolução não temos o direito de algemar nossos bem amados, há que se partir e deixar partir... um dia todos nos reencontraremos, mais maduros, mais iluminados e todos os sentimentos que nos uniram um dia aquecerão ainda nossos corações e os elos de amor que um dia construímos estarão ainda mais fortes e mais presentes.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Música

"Você é uma bela canção composta por Deus.
Em sua alma, todas as notas musicais são executadas pelo seu coração.
A partitura pode ser mudada a cada dia. É a você que cabe esse canto, essa melodia.
Mesmo nos piores momentos de sua vida, não perca a alegria de viver.
Se você se torna triste, quem irá compor a nova canção dos seus sonhos?
Mesmo desafinado, não deixe de cantar o amor que lhe vai à alma. 
Em qualquer adversidade, não esqueça: foi Deus quem compôs você." Adeilson Salles - PSIU!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Eu Prometo...


Lendo uma mensagem postado por uma amiga blogueira, me emocionei com o texto que ela compartilhou e que dizia assim:
"Me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém"
Me fez lembrar minha infância, nos dias em que faltava energia elétrica, mas precisamente nas noites em que isso acontecia. Não havia mais a televisão, a novela e o telejornal para nos roubar os pais.
A atenção era para nós, a mãe contando histórias do tempo do vô e do biso, de quando se morava na chácara e se dormia e acordava com as galinhas, porque não havia energia elétrica.
O pai aproveitava a luz da vela e com as mãos criava bichos engraçados que se desenhavam na parede, e alguns monstros também. Lembro as risadas, as brincadeiras e as histórias até cairmos no sono.
Essas são umas das melhores lembranças da minha infância. Mas até isso nos tiraram hoje. Criaram notebooks, I pads, I pods, I sei lá o que mais com bateriais intermináveis....
Você pode não ter energia elétrica, mas continua conectado no mundo... no mundo lá fora, no mundo frio de máquinas e sentimentos postiços...
E quem está ao seu lado? Quanto tempo faz que não conversam? Quanto tempo faz que não riem juntos? Você se lembra a última vez que sentou pra brincar com o seu filho? A última vez que lhe contou uma história sentado ao seu lado na beira da cama?
Ah! Você anda sem tempo.... Seu filho pode ouvir as histórias no computador, afinal esta é a companhia mais presente na vida dele ultimamente...
Estamos próximos do mundo, da notícia, da informação, do que acontece na China, mas não sabemos por que o companheiro chora na sala ao lado... não percebemos nem que ele chora...
Não ouvimos quando muitas vezes ele fala por horas, e para que ele não pense que não estamos nem aí, a cada 20 ou 30 minutos respondemos um sonoro “aham” como se estivéssemos a ouvi-lo atentamente. Não estamos! Nossa atenção está no vídeo do you tube, no e-mail, no frívolo assunto do facebook...
Não acredito que até as quedas de energia me tiraram...
Eu ainda posso curtir em minha memória as lembranças das noites à luz bruxuleante daquela vela... e os meus filhos? Que lembranças eles terão?
Eu vou me esforçar para que não seja a de pais ausentes, eternamente conectados e desconectados de seus problemas. Eu vou sentar e brincar de bonecas com ela ou de carrinho com ele, vamos jogar futebol e eu vou sentar na beirada da sua cama para lhe contar histórias e vou lhe apresentar mundos encantados em livros de papel... Vou perguntar a ele como vai à escola e sentar com ele para fazer a lição de casa... Vou levá-lo na pracinha e ensinar a pular amarelinha... Vamos passear lado a lado olhando o mar e eu vou perguntar a ele sobre as meninas de sua escola e vou emprestar meu ombro a ele quando aquela menina bonita partir seu coração... Eu vou segurar a mão dele quando ele chorar e vou colocar um band-aid em seu machucado... mas os machucados que eu não puder curar com band-aid tentarei  fazê-lo com um abraço... eu prometo!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Inaudita Mestra

"De cada vez que o anjo da dor me tocou com a sua asa, senti agitarem-se em mim potências desconhecidas, ouvi vozes interiores entoarem o cântico eterno da vida e da luz; agora, depois de ter compartilhado de todos os males de meus companheiros de viagem, bendigo o sofrimento. Foi ele que amoldou meu ser, que me fez obter um critério mais seguro, um sentimento mais exato das altas verdades eternas. Minha vida foi mais de uma vez sacudida pela desgraça, como o carvalho pela tempestade; mas nenhuma prova deixou de me ensinar a conhecer-me um pouco mais, a tomar maior posse de mim." León Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sobre o Natal...


     Natal  é uma época de consumismo desenfreado muitos o dizem e é impossível negar. Mas é também um período de paz, de reavivar as esperanças.
     Sempre penso nessa época como a imagem de um menino com uma pequena vela na mão que vem reacender nossas esperanças já tão bruxuleantes em meio ao desespero do dia a dia violento.
     Vejo as pessoas mais suaves, num clima mais ameno, mais tranquilo, reina uma paz momentânea no ar, com prazo de validade é certo. Mas se ainda estamos tão longe da paz verdadeira que deve começar dentro de cada um de nós, aproveitemos esse refrigério que esse menino nos concede, como a nos dizer que nada está perdido, que há muitas moradas na casa do pai e que nenhuma ovelha de seu rebanho se perderá.  Aproveitemos essa paz...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tua Obra

"Tua obra mais bela é tu mesmo. Com teus esforços constantes podes fazer de tua inteligência, de tua consciência, uma obra admirável, de que gozarás indefinidamente. Cada uma de tuas vidas é um cadinho fecundo do qual deves sair apto para tarefas, para missões cada vez mais altas, apropriadas às tuas forças e cada uma das quais será tua recompensa e tua alegria." León Denis - O Problema do Ser do Destino e da Dor.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Os Percalços de Cada Um

   "A criatura generosa é alguém que aprendeu a auxiliar os outros sem se ver obrigada a tomar para si os infortúnios que não lhe pertencem". Hammed - Os Prazeres da Alma

   Vivemos num mundo de provas e expiações, estamos todos nós sujeitos às intempéries desse mundo. E se cá estamos é por merecimento nosso, ou falta de merecimento de alçarmos mundos mais felizes. Logo, todos temos dores a colher, espinhos a resgatar, problemas a resolver, relacionamentos a transformar... 

   E isso é tarefa individual, cada um resgata aquilo que está em sua programação, aquilo que outrora plantou com suas iniquidades e sua irresponsabilidade. Porém aqui estamos, também, para auxiliarmos uns aos outros. Devemos por compromisso de caridade auxiliar a amenizar a dor do outro que sofre a nosso redor o máximos que pudermos.

   Porém há que se ter muito cuidado em relação a esse máximo que pudermos. Principalmente em relação aos nossos entes queridos: filhos, pais, irmãos, cônjuges etc... aqueles que estão mais proximamente ligados ao nosso coração nos causam maior comoção a sua dor. Muitas vezes preferiríamos sofrer em seu lugar, tomar para nós seus fardos e carregá-los, subtrair suas dores e sofrer em seu lugar.

   Mas isso não é possível, nem mesmo correto... É certo que estamos ao seu lado para ampará-los, socorre-los, amenizar suas dores com o nosso abraço amigo, sorriso franco, mão amiga e até mesmo materialmente, é dever nosso, dever que sequer nos pesa na maior parte das vezes, que fazemos com alegria.

   Porém a dor de cada um é de cada um. Aquele que nos é tão chegado ao coração precisa também aprender a lidar com os próprios problemas, a andar com as próprias pernas, a amadurecer com os percalços que a vida lhe trará. Caso contrário, se a qualquer contrariedade estiverem acostumados a correr para os nossos braços, pois sempre lhes solucionamos todas as adversidades, seremos em suas vidas eternas muletas... e eles não aprenderão, quando não estivermos por perto, como lidarão com os próprios problemas?  a nossa consciência como ficará depois vendo que por nosso causa aqueles que amamos não tem força para lutar por suas próprias vitórias, sempre esperando por nós para qualquer decisão, para seguir seu próprio caminho?

   Pensemos sobre isso... auxiliemos na medida do possível, mas procuremos não tomar as rédeas que não nos pertencem, deixemos que aqueles que amamos tomem as rédeas do próprio destino!