Nova postagem no blog próximo sábado

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sigamos...

   "Quando fores surpreendido por atrações e apelos, olha para o teu mundo interior com piedade. Sem dar asas a mentalizações inferiores, procura a posição mental do observador imparcial e atento, imbuído de respeito e compaixão para com teu homem velho. Essa postura é a atitude da mente alerta em direção à consciência lúcida." Ermance Dufaux

   Longa é a estrada que nos leva a perfeição, muitos os caminhos, muitas as direções...

   Muitos também serão os tropeços, os tombos, os arranhões que sofreremos no caminho. Cabe-nos ter paciência conosco mesmos, como o Pai misericordioso o tem.

   Somos seres recém despertos para a realidade espiritual, seres que por muito tempo erramos pelo caminho do mal. Os nossos instintos inferiores encontram-se latentes em nós, mais adormecidos em uns, mais despertos em outros.

   É a sombra com a qual vivemos em constante combate, por vezes ela nos vencerá uma batalha, é inevitável que por vezes isso ocorra. Mas cabe-nos olhar a nós mesmos após esses momentos com a mesma compaixão com a qual olhamos para nossos irmãos caídos, porque caídos também o somos... ainda.

   Não alimentemos a culpa e o desespero com nossos atos equivocados, procuremos juntar o que sobrou, reparar o mal realizado, ressarcir aqueles que foram feridos por nosso ato impensado, ter humildade para pedir desculpas, pedir perdão.

   Levantemos a cabeça e sigamos em frente, conscientes de que erraremos ainda, mas que já estamos mais preparados para lidar com esses momentos, que já os percebemos e somos capazes de admitir nossos erros, o orgulho já não mais nos domina por completo.

   Sigamos pelo caminho exemplificado pelo Mestre amado procurando combater o mal que existe em nós através do serviço edificante em favor do próximo, pois o amor cobre a multidão dos pecados. Ouçamos sua voz ainda ecoando em nossas mentes: "Sedes perfeitos", mas que procuremos a perfeição de mãos ativas, pois ninguém precisa ser perfeito para fazer o bem.

   A fórmula é exatamente o contrário é necessário fazer o bem para que um dia sejamos perfeitos... 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ninguém irá ao Pai se não for por Mim?

   "Quando afirmou que ninguém iria ao Pai se não fosse por Ele, Jesus não desejou excluir budistas, hindus ou muçulmanos. Quis fazer entender que o caminho para Deus seria conquistado por atitudes com as quais Ele exemplificou: sacrifícios, doação, perdão, coragem, fé e todas as demais virtudes. E esta possibilidade está aberta a todos os indivíduos e não-somente a um grupo qualquer de privilegiados escolhidos. " Czerski - Espiritismo Visão Panorâmica

   "Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?", os Espíritos responderam simplesmente: "— Vede Jesus". Questão 625 Livro dos Espíritos

   Jesus foi o maior modelo de moral e bondade enviado a Terra para guiar os homens. Mas Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu diversos outros espíritos também evoluídos, em grau um pouco menor, para que nos servissem igualmente de  modelo.

   Sempre perguntei-me porque apenas através de Jesus encontraríamos o caminho para o Pai? Como aqueles que não tiveram a oportunidade e o acesso aos seus ensinamentos encontrariam o caminho?

   O problema é interpretarmos suas palavras ao pé da letra, sem análise. Jesus disse que ninguém iria ao Pai se não seguisse seu exemplo de bondade, de amor, de caridade, exemplo que em menor grau foi ensinado por tantos outros.

   Não há escolhidos, não há privilegiados, ninguém será salvo porque pertence a determinados grupo seja ele católico, protestante, hindu, evangélico, muçulmano, espírita, ateu, ou seja lá o que for.

   Jesus nunca pregou religião alguma, apenas mostrou o caminho através do amor ao próximo e a Deus. Qualquer um que siga este exemplo, mesmo sem nunca ter ouvido falar de Jesus, qualquer um que faça ao próximo aquilo que gostaria que lhe fosse feito, está no caminho exemplificado por Jesus.

   O ateu que estende a mão aquele que precisa de auxilio, que dá sem ostentação, pelo simples prazer e dever de auxiliar os aflitos e necessitados é mais bem visto aos olhos do Pai do que aquele religioso, espirita, que frequenta o templo ou a casa espírita e ao sair dali vira as costas, passa indiferente aqueles que lhe batem a porta em busca de auxilio.

   Ninguém irá ao Pai se não for por mim? Ninguém irá ao Pai se não seguir meu exemplo de amor ao próximo, ninguém irá ao Pai se não amar, se não estender a mão ao seu semelhante, se não exercer a compreensão, a paciência, o perdão, a caridade, a humildade.....

   Vários são os caminhos, mas o destino é o mesmo: o progresso, a evolução como espíritos imortais.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O que tem feito de suas oportunidades?

   "A família terrena tem, então, importância enorme no processo da reencarnação de cada espírito. Nela este encontrará o que lhe seja necessário para podar os males do caráter, quanto para conquistar as virtudes que lhe faltam, transformando-se de pedra bruta em gema preciosa e rutilante, caso a sua maturidade lhe permita visualizar e entender tudo isso. Caso não consiga perceber essa função divina do grupo familiar, o reencarnado poderá complicar-se mais, fazendo-se devedor dessa benesse que lhe foi concedida pela vontade amorosa de Deus, do qual não fez bom uso." - Raul Teixeira - Desafios da Vida Familiar

   Cada um de nós encontra-se localizado junto ao grupo familiar que me melhor se adéqua as nossas necessidades evolutivas. Seja entre aqueles com os quais construímos laços de afeto, caso nossa necessidade seja refazer as energia, seja entre aqueles com os quais nos comprometemos em passado remoto e que precisamos resgatar débitos, seja entre espíritos que nos são desconhecidos e com os quais precisamos criar laços para aprender novas culturas, experiências e aumentar nossa família espiritual.

   Seja como for o Pai sempre nos coloca entre aqueles que irão, de alguma forma, contribuir para o nosso progresso como espíritos imortais.

   Porém, observamos diariamente problemas familiares sérios, criaturas revoltadas e cheias de traumas, discórdia, agressões e desentendimentos sérios entre aqueles que deveriam construir entre si laços de amor. 

   Nos encontramos em grau evolutivo ainda bastante atrasado, muitos de nós não compreendemos ainda a benesse da reencarnação, da oportunidade que nos é concedida para a nossa evolução, para o nosso melhoramento íntimo, muitos de nós não compreendemos nem mesmo que retornamos centenas de vezes a este cadinho terrestre.

   E vamos estrada a fora desperdiçando nossa oportunidade, em lugar de laços de afeto vamos construindo as algemas do ódio, da mágoa, que nos aprisionam uns aos outros e às zonas inferiores da espiritualidade. mas cabe a cada um de nós procurar o conhecimento da verdade da vida, ela está a nossa disposição, nos ensinamentos do Mestre incansável.

   "Conhecerás a verdade e a verdade vos libertará" Cabe-nos buscar a nossa verdade, a verdade de cada um que o levará ao encontro de si mesmo como espírito imortal e em evolução constante. Os caminhos são muitos, alguns mais espinhosos e tortuosos, outros cobertos de flores, as escolhas são nossas, a cada um segundo as suas obras. A cada um será dado segundo o aproveitamento que faz das oportunidades que lhe são concedidas, e o Pai em sua infinita misericórdia nos concederá quantas forem necessárias até que acordemos de nosso sono letárgico para a realidade da vida, de que somos todos necessitados uns dos outros, somos todos partes de uma única família universal.

   Pensemos a respeito: o que temos feito de nossas oportunidades?

domingo, 1 de julho de 2012

Linha Tênue

   "Para atingirmos a vivência do amor em plenitude, não podemos passar insensíveis em determinados fatos tristes da vida. A insensibilidade como nos aprisiona em um espesso bloco de gelo impedindo-nos o crescimento dos sentimentos. São compreensíveis as lágrimas pela partida de estimados companheiros." Forni - Sempre Existirá Esperança

   Comumente escutamos no meio espírita que não devemos chorar a partida para o mundo espiritual daqueles que nos são queridos. Concordo em parte com este conceito, acredito que não devemos chorar desesperadamente a morte de nossos queridos, para não transmitir a eles o nosso desespero, o que os atrapalha em seu momento de transição.

   Mas não chorar a adiantada saudade daqueles cujo contato físico não mais teremos, a voz, a mão amiga, o sorriso. Ainda somos muito apegados a esse contato material com aqueles que amamos, apesar de termos o conhecimento de que a morte não existe e de que nossos entes queridos apenas mudaram de plano e nos aguardam no plano espiritual para um reencontro futuro.

   Porém alguns dizem que ainda não somos espíritas se sofremos a dor da despedida temporária. Se ser espírita é não sofrer a dor de ver partir nossos queridos, que me perdoem Kardec, Leon Denis, Chico Xavier, e outros, pois estou ainda muito longe de ser espírita.

   Sempre considerei o controle excessivo dos sentimentos como insensibilidade. Creio que alguns chegam ao ponto de tal controle que beira o não sentir, ultrapassam a linha tênue entre o controle e a frieza. Alguns são capazes de dormir placidamente ouvindo alguém que chora ao seu lado.

   Onde a linha tênue? Onde o limite do controle dos próprios sentimentos e a frieza de um coração que de tanto controle desaprendeu a amar? De tanto desapego beira a indiferença? Onde esta linha tênue? 

   Não quero ultrapassá-la, não é meu objetivo o não sentir, pelo contrário gosto de sentimentos, mesmo que me levem por vezes ao mais profundo do meu ser, mesmo que me exponha todas as fragilidades humanas, ainda assim prefiro sentir, prefiro sofrer, prefiro demonstrar, prefiro a certeza do amor, do ódio, do alegria, da tristeza que a dúvida da indiferença, da frieza.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fora da Caridade não há Salvação...

Mensagem que recebi de minha amiga Carla e compartilho com os leitores


"...Fora do Cristo não há solução... 
O mundo está repleto de ouro... 
Ouro no solo. 
Ouro no mar. 
Ouro nos cofres. 
Mas o ouro não resolve o problema da miséria. 
O mundo está repleto de espaço...
Espaço nos continentes.
Espaço nas cidades.
Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.
O mundo está repleto de cultura...
Cultura no ensino.
Cultura na técnica.
Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O mundo está repleto de teorias.
Teorias nas escolas filosóficas.
Teoria nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.
O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas.
Organizações econômicas.
Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.
Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria;
para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão;
para extinguir o monstro do egoísmo que promove a guerra;
para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.
Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que desentranha da letra, na construção da Humanidade nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: "Fora do Cristo não há solução"."

"Bezerra de Menezes" Psicografia de Chico Xavier"


Fora da caridade não há salvação.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Minha Bandeira

   Outro dia fazendo meu diário evangelho no lar, li um trecho que achei um dos mais belos do Evangelho e gostaria de compartilhar com todos:

   Evangelho segundo o Espiritismo Cap. XIII item 13:

   "Chamo-me caridade e sou a rota principal que conduz a Deus; segui-me, porque sou o objetivo a que todos deveis visar.

   Fiz esta manhã minha caminhada habitual e, coração angustiado, venho vos dizer: Oh! meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto tendes a fazer para secá-las todas. Inutilmente, procuro consolar as pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! Há bons corações que velam sobre vós; não sereis abandonadas; paciência! Deus está aí ; sois suas amadas, sois suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e voltavam para o meu lado grandes olhos ansiosos; eu lia sobre seus pobres rostos que seu corpo, esse tirano do espírito, tinha fome, e que se minhas palavras lhes serenavam um pouco o coração, não enchiam seu estômago. Eu repetia ainda: Coragem! Coragem! Então uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a me pedir para proteger esse pobre e pequeno ser que não tomava num seio estéril senão um alimento insuficiente. 

   Alhures, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e cedo sem asilo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados da sua miséria, não ousando, eles que jamais mendigaram, ir implorar a piedade dos transeuntes. Coração cheio de compaixão, eu que nada tenho, me fiz mendiga por eles, e vou por todo lado estimular a beneficência, insuflar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Por isso venho a vós, meus amigos, e vos digo: lá embaixo há infelizes cuja mesa está sem pão, a lareira sem fogo e o leito sem cobertor. Não vos digo o que deveis fazer; deixo essa iniciativa aos vossos bons corações; se vos ditasse a vossa linha de conduta, não teríeis o mérito de vossa boa ação; eu vos digo somente: Sou a caridade, e vos estendo a mão pelos vossos irmãos sofredores.

   Mas se peço, também dou e dou muito; convido-vos para um grande banquete, e vos forneço a árvore onde vos saciareis. Vede como é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, apanhai todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência. Em lugar dos ramos que houverdes tirado, fixarei todas as boas ações que fizerdes e levarei essa árvore a Deus para que a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável. Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que vos conte entre os que se alistam sob a minha bandeira; sede corajosos; eu vos conduzirei no caminho da salvação, porque eu sou a Caridade."

domingo, 24 de junho de 2012

Singelo Carinho ao Amigo Querido

   O meu amigo Filoca tinha (e ainda tem) um coração enorme. Um coração que não mais cabia em seu peito, expandia-se em amor ao próximo.

   O coração do meu amigo mesmo abatido pela dor, não buscou a revolta nem o desespero. Ao contrário, como o filho pródigo, buscou o regaço do Pai.

   O coração do meu amigo encontrou o consolo, a esperança, a força e a coragem. O coração do meu amigo aprendeu a olhar o outro como irmão e, tocado pela dor, a sentir a dor do outro.

   Quantas vezes, Pai, o coração do meu amigo consolou tantas dores: as dores daqueles que tinham fome e frio e que ele desdobrava-se a saciar-lhes as necessidades primeiras? Mas o coração do meu amigo não distribuia apenas o pão do corpo, mas principalmente o pão do espírito com o seu sorriso largo, com a sua mão amiga a segurar forte as nossas, com a palavra amiga e enérgica e o abraço apertado.

   O coração do meu amigo, Pai, abraçou com ardor com a nossa Doutrina, a nossa causa e principalmente a nossa Casa, fez-se presente e presença irradiante no nosso Recanto.

   Cuida do meu amigo Pai, que agora retorna para casa, para os teus braços. O corpo físico dele não mais estará conosco no trabalho que juntos engendramos. Mas o seu espírito, assim que restabelecido, e isso será breve, ombreará conosco em nossa Casa Espírita, incansável como sempre. Sentiremos cada um de nós a sua presença, mesmo que a maioria de nós não possa mais enxergar com os olhos do corpo o seu sorriso largo.

   Aos amigos que agora lêem esta mensagem, me perdoem se o chamo meu amigo e não nosso, mas quando a dor assim nos invade, o egoísmo nos toma de assalto o coração.

   Pai, me perdoa as lágrimas que rolaram, as que nesse momento não consigo controlar, e aquelas que ainda rolarão pelo meu rosto. Elas não são lágrimas de desespero, nem de revolta contra a Tua Vontade, que é sempre a mais acertada. São lágrimas de uma saudade que já dói, de tristeza pela separação momentânea, e de emoção pela certeza de que o amigo agora descansa em braços queridos e que assim que for possível, estará conosco. 

   Porque sabemos, Pai, que na tua infinita bondade e misericórdia, aqueles que verdadeiramente se amam permanecem unidos por laços eternos.