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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ausência Presente



“Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais”
(Legião Urbana – Os bons morrem jovens)

            Toda vez que escuto essa música do legião fico com os olhos marejados. E me pergunto por que? Por que aqueles que amamos precisam ir pra longe de nós? É uma pergunta automática, da qual sei a resposta, mas a qual não consigo evitar mentalmente fazer.

           Apesar do conhecimento da doutrina, por que ainda é tão difícil lidar com a perda? Mesmo sabendo que não é uma perda, que a separação é temporária, apenas alguns viajam antes, para nos preparar o lugar para a volta ao lar, o verdadeiro, o espiritual.

           Mas mesmo assim ainda não conseguimos aceitar, verdadeiramente, ainda mais quando alguém muito querido se vai, mesmo que muitos anos se passem, o que parece é que a ausência está sempre ali presente. É uma ausência presente ou a presença da ausência, contraditório, mas real.

          Desapego... Ainda estamos longe de exercitá-lo, nos apegamos aos bens da terra, ao dinheiro, às posses, e principalmente às pessoas, como se posse nossa fossem. Esquecemos que cada um tem o seu tempo e terminado ele retornam ao Pai.

        E ficamos martelando a saudade, que às vezes nos traz alegrias e outras nos traz a presença da ausência. Ficam no ar as perguntas de onde estarão? Como estarão?
           
            É preciso confiar na bondade e misericórdia do Pai que acolhe os que amamos com um carinho e amor muito, muito maior que o nosso, confiar que os estamos entregando em boas mãos, na verdade nas melhores que existem. Dizer de coração: “Vai com os anjos! vai em paz... Até a próxima vez.”

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Não precisa ter Conta Sangüínea


“Família é quem você escolhe pra viver,
Família é quem você escolhe pra você,
Não precisa ter conta sanguínea

É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia” (O Rappa)


Hoje pela manhã dirigindo para o trabalho ouvia no rádio essa música e sempre que ouço esse trecho reflito sobre o Cap. XIV de o ESE:
“Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo entre parentes próximos, são, o mais freqüentemente, Espíritos simpáticos, unidos por relacionamentos anteriores, que se traduzem por sua afeição durante a vida terrestre; mas pode ocorrer também que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, divididos por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem da mesma forma por seu antagonismo na Terra, para lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, pois, os da consangüinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a sua encarnação. De onde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes, podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue; podem se atrair, se procurar, dar-se bem juntos, enquanto que dois irmãos consangüíneos podem se repelir, como se vê todos os dias”

         Quantas vezes vemos e até sentimos dentro da nossa família aqueles que, mesmo contendo os laços consangüíneos e dividindo o mesmo lar, não possuem afinidades e algumas vezes até possuem certa antipatia gratuita, aparentemente sem razão de ser.

         Dizemos aparentemente, pois o conhecimento da doutrina nos mostra que essa antipatia deriva de adversidades e situações vividas em encarnações anteriores e que devem ser reparadas nesta.

         Outras vezes vemos pessoas que não possuem nenhum laço de consangüinidade, viverem uma relação extremante fraterna, como se verdadeiramente irmão fossem.

         É aquela sensação de conversarmos pela primeira vez com alguém e termos a sensação de que já nos conhecemos há muito tempo. Quem já não passou por isso?

        Daí a relação entre família corporal e família espiritual, a família corporal nos une para que aprendamos a nos amarmos, acertemos as contas passadas e a transformemos em família espiritual, muitas vezes um desafio ao espírito, por isso vemos tantas tragédias em família, irmãos contra irmãos, pais contra filhos e vice-versa.

         Já a família espiritual são aqueles que já amamos, já convivemos em outras vidas, já estamos em sintonia. São aqueles amigos queridos que dividem conosco momentos reconfortantes de nossas vidas, recarregam nossas baterias para seguirmos nossas provas e expiações.


         Leva-me a refletir também sobre o tema adoção, muitos possuem certo preconceito com relação a ela. Alegam que adotar uma criança desconhecida seria uma risco, pois como saber qual a carga genética, quais a propensões que essa criança traz consigo?

         Mas a Doutrina espírita também nos explica neste mesmo capítulo  do ESE que "o corpo deriva do corpo, mas o espírito não procede do espírito”, portanto, certamente não teremos como saber quais as doenças físicas que essa criança poderá desenvolver no futuro, mas podemos fazer uma acompanhamento médico que amenizará qualquer conseqüência.

     Quanto à personalidade, caráter, sentimentos, esses o espírito traz consigo, não herda dos pais biológicos, é inerente ao seu espírito, à bagagem que traz de suas vidas anteriores. E mais, quem garante que este filho, não consangüíneo hoje, não nos é um espírito querido, há muito procurado, que retorna agora aos braços da família que um dia foi sua e que ainda o é pelos laços do espírito... pensemos sobre isso...


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Trabalho e Alegria!!


 "O trabalho em nome de Jesus fortalece sempre quem quer que seja, ocupa a mente, eleva a criatura e a coloca em sintonia com as forças sublimes que se irradiam pelo globo terrestre. O Evangelho ilumina, mas o trabalho eleva. A vigilãncia alerta, mas a caridade fortalece. A oração protege, mas o amor sublima." (O Sétimo Selo)

As fotos são referentes ao trabalho realizado pelo nosso grupo de estudos de quinta-feira "As Gralhas do Recanto". Com alguns percalços e tropeços, espero que com o carinho e o amor que o realizamos tenhamos conseguido transmitir aos
amigos presentes toda a alegria que sentimos ao dividir com eles os momentos de paz, tranquilidade, estudo, fé e carinho que vivenciamos no nosso Recanto de Luz.

Queridos amigos mais uma vez obrigada pela presença, pelo carinho e pela paciência conosco.


As gralhas cantantes


Elza na direção e sonorização do espetáculo












Boa noite amigo, obrigada

domingo, 20 de novembro de 2011

Melhoria para Todos

Cada um de nós, para que possamos evoluir, passamos por muitas reencarnações, nosso objetivo final é a perfeição, que só pode ser atingida através do nosso amadurecimento moral durante as vidas sucessivas.



No LE questão 132 Kardec pergunta aos espíritos: “Qual o objetivo da encarnação dos espíritos? Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição.”



Antes de cada uma das nossas reencarnações, ainda no mundo espiritual, somos auxiliados pela espiritualidade superior para efetuarmos a nossa programação reencarnatória.



E quando lá estamos, com um pouco mais de consciência dos nossos erros passados e ansiosos por repará-los, escolhemos nossas provas e também as expiações pelas quais passaremos para resgatar os débitos e evoluirmos. E, por diversas vezes, os amigos espirituais nos podam nas dificuldades que escolhemos, amenizando-as, pois em nossa ansiedade muitas vezes escolhemos provas que nos seriam muito difíceis de enfrentar. Preocupados com isso, eles nos propõe provas mais amenas, que tenhamos mais calma, pois muitas serão as oportunidades de resgate. E assim, com uma programação mais amena, compatível com as nossas forças, retornamos à vida física.



Mas quando aqui chegamos, esquecidos dos nossos erros passados e também das nossas próprias solicitações de dificuldades e percalços, reclamamos e nos revoltamos contra Deus, acreditando que ele está nos punindo injustamente com fardos maiores do que podemos carregar.



Falta-nos o exercício de uma virtude muito importante: a resignação, a aceitação de nossas dificuldades. Mas não falamos de uma aceitação passiva, de uma acomodação, mas de uma forma otimista de ver as dificuldades. Lutando e enfrentando os problemas com paciência, com alegria e fé que estamos sendo auxiliados em todos os momentos de nossas vidas, por mais difíceis que eles possam parecer. E que tudo o que nos acontece tem uma razão de ser, se não a encontramos nesta vida, certamente a razão do sofrimento está no nosso passado mais distante.



Deus, sendo infinitamente justo e bom, nunca nos dá um fardo maior do que podemos carregar, nunca nos dá dificuldades maiores do que podemos enfrentar. Tanto que nos concede o auxilio da espiritualidade superior na programação de nossa encarnação, bem como, nos concede o auxilio durante toda a nossa vida de um espírito amigo, o nosso guia, nosso guardião, que nos auxilia com os seus conselhos, mas muitas vezes envolvidos com os problemas do dia-a-dia não nos sintonizamos com ele, nos afastamos dele e de Deus, revoltados e queixosos.



No Evangelho em Matheus cap VII v. 7 a 11 nos diz: “Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porque todo aquele que pede recebe, quem procura acha. Qual é o homem entre vós que dá uma pedra ao filho quando lhe pede pão? Se, pois, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, como quanto mais forte razão vosso Pai, que está nos céus, dará os verdadeiros bens àqueles que lhes pedem.”



Quando somos pais, muitas vezes nossos filhos poderão nos pedir coisas como: ir aquela festa que não sabemos onde é e nem com quem, ou sabemos e julgamos não ser um bom local para irem; ou nos pedem para deixar de ir à escola porque não gostam de estudar, e o que fazemos nessa situação? Dizemos que não! Precisamos muitas vezes dizer não aos nossos filhos para o bem deles, porque sabemos que isso não será bom para eles.



Deus age da mesma forma conosco, quantas vezes pedimos a Deus aquilo que não será bom para nós. Pedimos o descanso ao invés de pedir o trabalho no bem, pedimos que modifique o parente difícil ao invés de pedirmos paciência para uma convivência harmoniosa com ele, e pedimos, quase sempre que nos livre dos nossos problemas quando deveríamos pedir força e coragem para enfrentá-los.



No ESE cap. XXIV item 19 Jesus nos diz: “Aquele que quer me seguir carregue a sua cruz.”



E carregarmos a nossa cruz não é nos acomodarmos com os problemas e achar que eles não têm solução, é enfrentá-los sem revolta com a nossa programação reencarnatória, que é necessária ao nosso progresso como espíritos imortais. É entendermos a nossa reencarnação atual como uma oportunidade impar de melhoria para todos, para que cada um de nós possamos voltar à nossa Pátria Espiritual melhores do que éramos, mais redimidos de nossos erros, mais experientes, mais próximos do amor universal ensinado por Jesus.



No livro Amor Sempre Amor Richard Simonetti nos conta a história de um homem muito esperto:

“Reclamando que o peso da cruz o incomodava, cortou um pedaço da base, ficou mais leve.
Após algum tempo de caminhada, começou a pesar novamente.
Não teve dúvida, cortou outro pedaço e seguiu tranqüilo.
Ao chegar ao fim da jornada, verificou algo que o deixou estarrecido: o acesso às regiões celestiais passava por um abismo profundo, com a largura de dois metros e meio, pouco menos que o cumprimento da cruz original, que deveria ser usada como ponte.
Ao reduzi-la, ficou sem acesso.”



A cruz dos nossos dissabores é sempre proporcional às nossas forças e sempre bem menor do que a que merecemos.



Se não nos parece ser assim é porque carregamos com os ombros nus e o atrito da madeira com a nossa pele vai nos ferindo e provocando grandes dores.



Ficará bem melhor se colocarmos sob os ombros algumas almofadinhas. Mas que almofadinhas seriam essas? As almofadinhas da compreensão, da paciência, da fé, da prece não apenas nos momentos difíceis, mas em todos os momentos de nossas vidas cmo uma ponte de acesso entre nós e a espiritualidade superior, a almofada do Evangelho no lar que protege a nossa família sintonizando o nosso lar com os amigos espirituais que nos guiarão e auxiliarão.

Mas principalmente a almofada do trabalho no bem, da caridade, do amor ao próximo. Já nos dizia o apóstolo Paulo que “O amor cobre a multidão dos pecados”.



Todo o bem que fazemos aos outros é um bem muito maior à nos mesmos, pois vamos abatendo os nossos erros, reparando-os através do amor e não da dor.



Certamente, utilizando essas almofadas, seguindo os ensinamentos do nosso Mestre Jesus, aceitando as dificuldades sem desânimo, sempre buscando a nossa felicidade, enfrentaremos a vida terrena e as dificuldades com mais alegria. E será mais fácil o caminho para cumprirmos nossa programação reencarnatória que deve ser de melhoria para todos.



sábado, 19 de novembro de 2011

Livre Arbítrio e Caridade

"Cada espírito vive sua experiência pessoal única e intransferível em sua trajetória rumo à evolução, e a ele, somente a ele compete levar a cruz dos encargos que atraiu para si mesmo em suas andanças e, por essa razão, sempre responderá por seus atos no exercício do livre arbítrio. Entretanto, como nos recomenda o Evangelho, a nós compete a mobilização dos recursos, a boa vontade e a mão estendida, aliviando sempre de alguma forma o sofrimento do próximo, estimulando, com palavras encorajadoras, sem ferir nem humilhar o irmão caído." (O Sétimo Selo)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NOSSO CLIMA

Quando pensamos na palavra clima o que nos vem primeiramente à mente? Normalmente fazemos a ligação com o tempo, com a temperatura, com meteorologia. E podemos utilizar essa análise para o nosso assunto, quanto ao tempo, temos algumas opções de como poderá ser o nosso dia, basicamente, três: chuvoso, nublado ou ensolarado.




Comparando conosco, com o nosso clima, concluímos, que existem dias em que estamos chuvosos, trovejando, irados. Em outros estamos nublados, tristes, abatidos, desanimados, como se nuvenzinhas cinzas estivessem sobre as nossas cabeças. Já em outros dias estamos ensolarados, radiantes, alegres, cheios de bons pensamentos.



Precisamos atentar para que este último estado seja mais constante que os demais, que o nosso clima seja na maior parte do tempo cheio de bons pensamentos, boas energias, boas vibrações.



Para isso precisamos verificar como andam os nossos pensamentos. O pensamento define tanto o nível evolutivo de espírito que somos quanto as companhias que atrairemos para nós. É a lei de sintonia, atraímos para perto de nós aqueles que estão na mesma faixa vibratória que nós.



Se tivermos bons pensamentos, focados no bem, no perdão, na alegria, na esperança, na fé atrairemos para nós boas companhias.



Mas se alimentarmos pensamentos negativos, de tristeza, de mágoa, de ressentimento, atrairemos para perto de nós aqueles que também estão tristes, magoados, ressentidos.



E mais ainda, se tivermos maus pensamentos, de raiva de ódio, de vingança atrairemos para perto de nós aqueles que também sentem raiva, ódio, desejo de vingança e isso irá aumentar os nossos sentimentos negativos e nos trazer muitos males.



Esta lei de sintonia não funciona apenas entre nós encarnados, mas também com os nossos irmãos desencarnados. Conforme a nossa sintonia atraímos as companhias espirituais que sintonizam com as energias que estamos emitindo.



No LE questão 459 Kardec pergunta: “Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações? Neste sentido a sua influencia é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem”.



A Terra sendo um planeta de provas e expiações, estamos rodeados muito mais pelo mal do que pelo bem, em virtude de nossas imperfeições temos muito mais facilidade de sintonizar com espíritos de baixo teor vibratório do que com os benfeitores espirituais.

Apesar de estarmos mais suscetíveis as más influencias, somos os únicos responsáveis pelas companhias que atraímos, temos o nosso livre arbítrio, a capacidade escolhermos que tipo de pensamentos queremos alimentar e consequentemente que tipo de energia, de vibração queremos emitir e atrair.



Os Benfeitores espirituais somente conseguem nos auxiliar se conseguirmos sintonizar com eles através dos bons pensamentos e das ações no bem. Muitos afirmam que somos como telefones fora do gancho, sempre dando sinal de ocupado. Estamos envoltos em nossas preocupações, nossos problemas e nessa correria deixamos de vigiar e orar como nos aconselhou o Mestre Jesus. Deixando de orar e de vigiar nossos pensamentos e atos, acabamos perdendo a sintonia com os benfeitores, nos tornamos realmente telefones ocupados e eles não conseguem nos atender por que não cooperamos.



Nós também somos os primeiros a sermos atingidos pelas energias que emitimos, tudo o que sai de nós passa primeiro por nós mesmos. O mal que sai de nós é nosso assim como o bem. Assim, podemos nos beneficiar ou nos prejudicarmos. Podemos nos envenenar de pensamentos negativos, tristes e enfermiços e acabarmos por adoecer o nosso corpo físico ou podemos nos inundar de boas vibrações e dessa forma manter o equilíbrio de nossa saúde espiritual e física.



Hammed no livro Renovando Atitudes nos diz “As causas das doenças somos nós sobre nós mesmos, e, para que tenhamos equilíbrio fisiológico, é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.”



Da mesma forma o nosso ambiente também fica saturado da energia que emitimos, seja o nosso ambiente de trabalho, mas principalmente o nosso lar. Quantas vezes ao adentrar determinados locais sentimos como se o ar estivesse pesado, sentimos um mal-estar, certamente o ambiente está saturado de energias de baixo teor vibratório e os responsáveis por isso são aqueles que habitam o local, então, se queremos manter o nosso lar em harmonia precisamos estar em harmonia, para que o nosso lar esteja inundado de boas vibrações precisamos emitir essas vibrações.



De que forma podemos fazer isso? Como sintonizar com os Benfeitores Espirituais? Seguindo um conselho que Jesus nos deu há muito tempo: ”orai e vigiai”. Orar quando sentirmos que os nossos pensamentos e sentimentos estão negativos, para nos desvencilharmos dessas sintonias e nos ligarmos com os nossos amigos espirituais. Praticar o evangelho no lar, protegendo o nosso lar e sintonizando-o com a espiritualidade superior.



Pensar o bem, fazer o bem, exercitar a paciência, o perdão, enfim buscarmos a nossa reforma íntima. Sabemos que trazemos uma bagagem espiritual herança de nossas vidas passadas e do que estamos fazendo de nossa atual encarnação, precisamos periodicamente fazermos uma análise do que estamos carregando nessa bagagem, pois é ela quem determina as vibrações que estamos emitindo e nossa mensagem final pode nos dar uma idéia de como exercitar essa reforma em nossa bagagem:



A BAGAGEM


Quando sua vida começa,
você tem apenas uma mala pequenina de mão.
Há medida em que os anos vão passando,
a bagagem vai aumentando
porque existem muitas coisas
que você recolhe pelo caminho,
porque pensa que são importantes .
A um determinado ponto do caminho
começa a ficar insuportável
carregar tantas coisas, pesa demais,
então você pode escolher :
Ficar sentado a beira do caminho,
esperando que alguém o ajude, o que é difícil,
pois todos que passarem por ali
já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando.
Ou você pode aliviar o peso,
esvaziar a mala.
Mas, o que tirar ?
Você começa tirando tudo para fora.
Veja o que tem dentro:
Amor, Amizade ... nossa!
Tem bastante, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado ... você faz força para tirar...
Era a Raiva - como ela pesa!
Aí você começa a tirar, tirar
E nesse momento, o Desânimo
quase te puxa pra dentro da mala.
Mas você puxa-o para fora com toda a força,
e no fundo da mala aparece um Sorriso,
que estava sufocado no fundo da sua bagagem.
Pula para fora outro sorriso e mais outro,
e aí sai a Felicidade!
Aí você coloca as mãos
dentro da mala de novo e
tira pra fora a Tristeza.
Agora, você vai ter que procurar
a Paciência dentro da mala,
pois vai precisar bastante.
Procure então o resto, a Força,
Esperança, Coragem,
e o Bom e Velho Humor.
Tire a Preocupação também.
Deixe de lado, depois
você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta
para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai
colocar lá dentro!
Agora é contigo.
E não esqueça de fazer isso mais vezes,
pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO ...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Desconfiemos de Nós

Baseado no livro Técnicas de Viver pelo espírito Kelvin Van Dine e psicografia de Waldo Vieira.

Kelvin hoje nos convida a conversarmos sobre um hábito que todos temos e que parece muito ingênuo, mas que pode causar muitos males, tanto para nós quanto para o nosso próximo.

O nosso cérebro é capaz de expedir dezenas de julgamentos, mesmo inconscientes, durante um único dia. Temos as fórmulas perfeitas, as soluções imediatas para todos os problemas da Terra e saímos a julgar todos que encontramos, seja nos noticiário, seja nossos companheiros da vida diária.

Passamos a maior parte do nosso tempo valorizando o mal, destacando as atitudes negativas dos outros, enxergando dificuldades e vícios e escondendo as virtudes, as conquistas individuais. Esquecemos que o foco no mal, amplia o mal.

E não apenas julgamos e guardamos esse julgamento para nós, temos o triste hábito de tecer comentários com os outros a respeito das imperfeições do nosso próximo. Esse ato tem o nome de maledicência, mas para amenizá-lo o chamamos de “pequeno comentário”, uma “fofoquinha” sem maldade alguma.

Richard Simonetti sobre a maledicência nos diz que “é mais terrível que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”

Temos o nosso livre-arbítrio, mas colhemos sempre os frutos daquilo que semeamos, enquanto não emitimos as palavras somos senhores delas, mas, quando a pronunciamos, passamos a ser escravos dela.

No texto de nossa exposição Kelvin nos diz: “A maior percentagem do mal que existe no mundo, vive e se derrama de nós mesmos.”

Isso nos lembra uma pequena historinha:

Conta-se que certa senhora todo dia olhava pela janela as roupas da vizinha e dizia:

- Nossa, como essa mulher lava mal essas roupas, estão todas sujas! Alguém precisa ensiná-la como fazer!

E assim passaram-se os dias, até que numa manhã ao olhar pela janela, admirou-se. Como estavam limpas as roupas no varal da vizinha, finalmente aprendeu a limpá-las! Comentou a mulher.

Foi quando o marido que estava a ler o jornal na sala retrucou:

- Não é nada disso, eu que limpei as vidraças essa manhã.

Precisamos estar atentos, pois quando nos incomodamos muito com determinadas atitudes do próximo, pode significar que esta mesma atitude encontre-se também nos nossos atos, no nosso modo de agir.

Não temos o direito de condenar ou julgar, pois falta-nos competência e autoridade para tanto, pois que somos também necessitados de indulgência, de perdão para os nossos erros, pois também os cometemos. Justiça absoluta, somente a Divina.

Condenamos toda espécie de roubo sem, ao menos, questionarmos as dificuldades daquele que delinqüiu. No entanto, estamos lidando de forma totalmente íntegra com os nossos impostos? Adquirimos sempre de forma legal CDs, DVDs e produtos eletrônicos?

Criticamos toda a forma de burlar a lei, sem verificarmos a situação individual de cada caso. No entanto, como lidamos com alguns de nossos atos diários como uma pequena contramão, o atender rapidinho o celular enquanto dirigimos, um jeitinho para escapar das multas?

Banimos toda a forma de violência, sem poupar críticas ao agressor, vendo-o como a pior criatura da sociedade. No entanto como lidamos com a violência silenciosa dentro de nossas casas ou no trabalho? Já conseguimos controlar o tom de voz para que o grito não intimide aqueles que amamos.

É claro que não estamos dizendo que devemos ser cúmplices dos erros alheios, acobertá-los, mas analisá-los para nós, analisarmos o erro e não o próximo, procurando aprender com o erro alheio evitando repeti-lo em nossos procedimentos.

Em alguns casos, é preciso avaliar a ação do nosso próximo para auxiliá-lo na correção dos seus desvios de conduta. Assim faz o pai em relação ao seu filho, o professor com o seu aluno, um amigo em relação ao outro. Mas lembremos que há imensa diferença entre avaliar para ajudar e julgar para condenar.

Joanna de Angelis no livro Lampadário Espírita nos diz que “Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando. Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escuta.”

Derrapamos num dos mais conhecidos ensinamentos do Cristo contido no ESE Cap X item 11: “Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros.”

Quando procuramos realizar a nossa reforma íntima, passamos a combater os nossos próprios defeitos e para isso procuramos exercitar a virtude que se opõe a este defeito. No caso da maledicência o hábito a ser adquirido é o de bendizer, o da indulgência, exaltando o lado bom do próximo.

No ESE Cap. X item 16 nos dizem os espíritos amigos; “A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que não se tornem conhecidos senão dela unicamente e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles.”

Elevar o pensamento, no momento em que pensarmos em comentar sobre o nosso próximo, refletir se desejamos para nós o que estamos prestes a falarmos do outro. Além de cuidarmos com o que falamos, é igualmente importante nos preocuparmos com aquilo que ouvimos.

Precisamos nos policiarmos e nos corrigirmos. Como? Vigiando os nossos pensamentos, ocupando nossas mentes com trabalho útil e pensamentos elevados. Não tocando em assuntos que não nos dizem respeito e não dar continuidade a conversações maledicentes. Não precisamos ser desagradáveis com quem tece o comentário, apenas com jeitinho sugerirmos a mudança de assunto.

Nosso olhar julgador deve estar em cima do nosso próprio comportamento de como estamos conduzindo nossa vida e não como os nossos semelhantes conduzem a deles.

Irmão X pela psicografia de Chico Xavier narra-nos uma pequena história chamada “Os três Crivos”:

Certa vez, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:

- Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave a dizer-te, em particular...

- Espera!... – juntou o sábio prudente. – Já passastes o que vais me dizer pelos três crivos?

- Três crivos? – perguntou o visitante espantado.

- Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro crivo é o da verdade. Guardas absoluta certeza quanto aquilo que pretendes comunicar?

- Bem... – ponderou o homem – assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer...

- Exato. Decerto peneirastes o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que me queres contar?

Hesitando, o homem replicou:

-Isso não... Muito pelo contrário...

-Ah! – tornou o sábio – Então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.

- Útil?!... – aduziu o visitante ainda agitado. – Útil não é...

- Bem – rematou o filósofo num sorriso -, se o que tens a dizer não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele.

Procuremos cada um de nós utilizarmos nas nossas conversações os três crivos de Sócrates, e se em algum momento nos ocorrer um mau pensamento e a vontade de tecermos um comentário sobre o nosso próximo, paremos antes de emitirmos qualquer som e lembremos do último ensinamento que nos transmite Kelvin nesta noite:

“Se temos algo a desconfiar, desconfiemos de nós.”