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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Os sutis avisos divinos



Transcrevo reportagem da RIE novembro/2007 de Anselmo Ferreira Vasconcelos


A vida sempre nos proporciona sinais (situações) - assunto cujo qual desejamos refletir um pouco nesse esnsaio - sobre coisas que devemos fazer ou melhorar em nós próprios. Sejam nos relacionamentos que travamos; sejam nos desvios de conduta que ainda fazem parte da nossa personalidade; sejam nas reações intempestivas ou nos destemperos verbais que apresentamos ao lidarmos com o cotidiano; seja na nossa falta de religiosidade, que geralmente nos prende às ilusões da vida material; seja, enfim, na nossa fé claudicante, pois nem sempre o apego a uma religião nos dá a verdadeira compreensão, o fato é que precisamos sempre progredir.


De um modo geral, viver é participar de um amplo processo - dadas as forças que são mobilizadas para tal fim - que visa, essencialmente, o nosso crescimento interior. Aliás, a falta de um entendimento sobre a vida além túmulo não nos deixa perceber o esforço empreendido pelos que nos querem bem "do outro lado" para que reencarnemos e tenhamos uma jornada votoriosa.


Se a próproa natureza nos dá avisos quando a tempestade se avizinha, quando a estiagem está preste a se instalar, ou quando a floresta pede clemência à ganãncia humana, por que Deus, então, não nos avisaria quanto aos rumos mais adequados a ser tomados na existência? Portanto, é natural que o Criador nos forneça sempre que necessário, pistas, situações, intuições e inspirações, entre outras coisas, para que o nosso desempenho na encarnação em decurso seja otimizado.


De nossa parte, há que se ter sensibilidade e consciência para não deixarmos de percebê-las. Afinal, ao assistirmos um programa de TV, ou um filme, não devemos prestar atenção para entendermos a trama ou enredo que se desenrola? O mesmo esforço nos compete fazer para lidarmos com a complexidade de viver.


Irmão José nos dá algumas recomendações providenciais que merecem a nossa reflexão. O sábio mentor nos incita ao dever de considerarmoscada pedra do caminho como um degrau para a nossa ascensão. Pois, das duas uma: ou nos levantamos das quedas e extrímos a lição que nos competeaprender ou afundamos de vez. Por exemplo, tem gente que ao se separar de um casamento ou ao enfrentar uma adversidade segue a vida, enquanto outras mergulham no vício, na autopiedade, na depressão e, nos casos mais extremos , no suicídio. Se estivermos "apanhando da vida", não nos revoltemos... As cicatrizes da alma são luzes reluzentes perante a espiritualidade.


Orienta-nos também o referido amigo da espiritualidade a considerarmos cada obstáculo com o qual nos defrontamos como um sinal de advertência do mais alto. Por exemplo, a má vontade ou inveja que, não raro, deparamos cada obstáculo com o qual nos defrontamos como um sinal de advertânciado mais alto. Por exemplo, a má vontade ou inveja que, não raro, deparamos em nossa volta, nos enseja - sempre - a oportunidade de exercitarmos a paciência e a compaixão. A maldade de outros para conosco que nos dá a chance de revidarmos com o bem e a misericódia. Temos, aliás, um exemplo extraordinário de como isso se processa na história do cristianismo envolvendo Paulo - ainda não convertido - quando se dirigia à Damasco em perseguição de Ananias. Como se sabe, praticamente às portas da famosa cidade, Paulo fica temporariamente cego diante da visão esplendorosa do próprio mestre concitando-o à renovação interior. Ananias, por sua vez, na condição de perseguido, recupera, em nome de Jesus, a visão do ilustre membro do sinédrio.

O próprio Paulo enfrentou, vezes sem conta, o obstáculo da indiferença em suas pregações. Nos tempos atuais é comum o indivíduo se deparar com a falta de compaixão ou o preconceito de chefes ou de colegas de trabalho. Um caso que certamente merece a nossa reflexão, dada a sua amplitude , foi retratado pela revista Greater Good. Ou seja, um analista financeiro ao ser contratado para trabalhar num grande banco localizado na baía de São Francisco, surpreendeu-se com a falta de camaradagem assim que começou as suas atividades. A sua forma extrovertida de ser conflitava com o ambiente no qual estava.

Logo depois à sua admissão, um colega seu subitamente desencarnou num feriado. Para a sua surpresa, nenhuma explicação foi dada pelo supervisor ou qualquer outro companheiro para o fato daquele funcionário não mais estar lá. Finalmente, ele só veio a compreender o que havia acontecido quando, precisando de mais espaço para uma nova contratação, sugeriram-lhe que utilizasse aquele lugar que o referido funcionário desencarnado ocupava. Obviamente, tal episódio - levando-se em conta a cultura da organização - fê-lo questionar o coração (valores) da empresa. Claro que se trata de um caso extremo de frieza, mas coisas parecidas ocorrem aos borbotões na vida corporativa hodierna, isto é, obstáculos - absolutamente inesperados, às vezes - que temos de superar.

Irmão josé nos alerta que "De cada reincidência no mal um alerta para que te mantenhas mais vigilante." Aqui não se trata apenas de cometer um ato de natureza maligna, mas também de pensar o mal. Afinal, quantos mísseis impregnados de energias mentais altamente deletériasnão enviamos aos nossos desafetos? Podemos não chegar à vias de fato, mas, em contrapartida, o mal que lhes desejamos tem efeito similar. Segue daí, portanto, a sábia recomendaçãocristã de orarmos e vigiarmos sempre. Nós nunca sabemos quando seremos submetidos aos testes que exigirão extrema coerência de nossa parte. Ao nos sairmos mal, dependendo do momento em que a falha se der, podemos arruinar todo o esforço de uma encarnação.

O ínclito mentor nos concita a evitarmos os deslizes, pois, em todas as ocasiões nas quais eles se repetem, devemos nos lembrar da nossa enorme fragilidade. Tais experiências deveriam sempre nos levar a meditar sobre o imperativo da autocrítica permanente. Ou seja, de arrefecermos a nossa tendênciaatávica de axeltarmos nossas supostas vitórias e qualidades e de diminuirmos nossos erros e desacertos. Da obrigação de calarmos a bocaquando não nos achamos em condições de falar o bem.

Segundo o irmão José, as lágrimas nos ajudam a enxergar melhoro caminho. Aliás, as lágrimas têm efeito benéfico de nos ajudar a purificarmos a nossa alma. Trta-se de um processo catártico de alto significado espiritual.

Na sensata opinião do citado mentor, temos, nos sofrimentos que padecemos, incentivos concretos para que nos fortaleçamos na fé. Pos mais difícil que seja, compreendamos que "... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus...", conforme asseverou o apóstolo Paulo. Vejamos nos sofrimentos, já que se trata de algo inevitável, uma portunidade de quitação de nossas dívidas para com o mais alto. Ou como um teste no qualse medirá a robustez da nossa confiança em Deus. Ou como afirmou ainda Jesus "O sofrimento é benção que o PAI oferece aos seus eleitos, a fim de que não se percam..."

Pondera o instrutor do plano maior que nas mágoas recebidas podemos exercitar o esquecimento de nós mesmos. Afinal, ao nos esquecermos dos que nos prejudicam ou ferem, estamos colocando o nosso eu em segundo plano. Ao assim fazê-lo estamos bloqueando a causa de muitos males da Terra. Ademais, lembremos o adágio popular que diz "Quem com ferro fere, com ferro será ferido."

Observa ele ainda que as críticas são incentivos ao nosso auto-aperfeiçoamento. Infelizmente, lidamos muito mal com a crítica. Quase nunca temos a paciência e a humildade de pelo menos ouvir o que os outros têm a nos dizer, muito menos de fazermos um auto-exame. Levamos tudo para o lado pessoal. Estragamos relacionamentos. Fechamos portas.

Considera também o mentor que "De cada sentimento de culpa a valorização da virtude." O sentimento de culpa pu remorso é a consciência a nos cobrar. Ao nos cobrarmos estamos nos punindo por erros cometidos. Portanto, acatemos a recomendação divina: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso PAI que está nos céus". Ou como salientou o espírito de Françóis-Nicolas-Madeleine "Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto são qualidades do homem virtuoso".

Graças a Deus não estamos na vida abandonados à própria sorte. Portanto, abramos os nossos canais de recepção com a espiritualidade para não lamentarmos amanhã, injustamente, que não fomos avisados.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Há um Gandhi dentro de nós



Transcrevo reportagem da RIE de novembro de 2007 de autoria de Adilton Pugliese:


Ela nascera em 1926 e havia terminado a escola secundária na primavera de 1942, O seu sonho era obter treinamento como técnica de laboratório e, em seguida, ingressar na faculdade de medicina. Nascera e morara em Zurique, na Suiça. Seu pai, contudo, desejava que ela fosse secretaria-guarda livros. Mas outro seria o destino da Dra. Elisabeth Kübler-Ross, a famosa autora de On Death and Dying (Sobre a morte e o morrer) best-seller publicado em 1970, e de outras obras a exemplo de Morte - Estágio final da evolução, O Túnel e a Luz e Viver até dizer adeus.

Em seu livro autobiográfico, A roda da vida, a Dra. Elisabeth narra emocionante experiência quando logo após o término da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 07 de maio de 1945 se ditigiu a Varsóvia, na Polônia . Antes de sair de Estocolmo, trabalhou cortando feno e tirando leite das vacas de um fazendeiro, a fim de obter o dinheiro para a viagem.

Na estadia na Polônia visita o campo de concentração de Maidanek, "uma das tristemente famosas usinas de morte de Adolf Hitler. Ali, onde mais de trezentas mil pessoas haviam morrido, uma sua amiga polonesatambém perdera o marido e doze dos seus treze filhos". Tudo era vestígio de um sinistro passado.

Visitando os alojamentos, meditava "como a vida podia ser tão cruel?". Ela "queria compreender como seres humanos podem agir de forma tão criminos com relação a outros seres humanos , em especial crianças inocentes".

De repente, os seus pensamentos foram interrompidos por uma voz calma e segura de uma jovem chamada Golda:

- "Você também seria capaz de fazer isso, se tivesse sido criada na Alemanha nazista". Elisabeth reage, indignada, declarando que era uma pacifista e que tinha sido criada por uma boa família num país pacífico.

Golda, contudo, justifica a sua opinião. Nascida na Alemanha, aos doze anos a Gestapo levara o seu pai e ela nunca mais o viu. Depois toda a família foi deportada para Maidanek e forçada a entrar numa câmara de gás. Ela, Golda, tinha sido a última pessoa que os nazistas empurravam para fechar a porta do crematório. Por um milagre ou intervenção divina a porta não se fechava com ela lá dentro. A câmara estava cheia demais. Então os carrascos a puxaram e a lançaram para fora, ao ar livre. Como já estava na lista da morte, julgaram que estivesse morta e nunca mais chamaram seu nome. A sua vida foi poupada.

Mais tarde, ao fim da guerra, quando saiu de Maidanek, estava aflita pela "raiva e amargura que tomaram conta dela. Era inconcebível passar o resto de sua preciosa vida destilando ódio". Considerou, então, que "a única maneira de encontrar a paz é deixar que o passado fique para trás" e que se usasse a sua vida, que foi poupada, para plantar as sementes do ódio, ela não seria muito diferente de Hitler.

Golda transmite a Elisabeth o seu novo ânimo: "- Se eu puder mudar a vida de uma pessoa transformando seu ódio e seu desejo de vingança em amor e comiseração, mereci sobreviver".

A futura psiquiatra Kübler-Ross , que anos depois mudaria a percepção da morte, sente-se envolvida por aquela disposição de mudança e idealiza ali que o objetivo de sua vida seria procurar garantir que as gerações futuras não produzissem um novo Hitler. Antes de deixar a Polônia, contudo, viveria a marcante experiência fo prognóstico de Golda.

Tentando retornar à Suíça, ocorrem momentos perigosos e afligentes, caminhando por estradas de cascalho, suando de febre e rezando muito. A fome a domina e a enfraquece. De repente, tem a sensação de ver uma menina passando numa bicicleta e comendo um sanduíche. Por um instante considerou a possibilidade de roubar aquele sanduiche arrancando-o da mão da criança. Nesse impasse, no seu delírio, vê a imagem de Golda dizendo-lhe: "-Cuidado, há um Hitler dentro de nós!". Então se assusta, controla-se e compreende. A possibilidade era correta, só depende das circunstâncias, reflete. Porteriormente é conduzida a um hospital alemão "por uma mulher que estava a catar lenha" e, reconhecida como de origem suíça, é atendida e medicada.

Anos depois, após as suas famosas experiências trabalhando com pacientes terminais, promovendo concorridos seminários sobre a morte e o processo de morrer, na Universidade de Chicago, e mantendo os surpreendentes diálogos com os que reviveram depois da morte, ela escreveu, juntamente com o Dr. David Kessler, de Los Angeles, Califórnia, o livro Os Segredos da Vida, onde apresentam quatorze lições "combinando histórias comoventes com uma lição profunda".

Em sua mensagem de abertura do livro a Dra. Elisabeth, que desencarnou em 24 de agosto de 2004, aos 78 anos, considera que durante a vida todos temos lições a aprender, sobretudo junto àqueles que estão no limiar da morte, declarando que após as lições que aprendeu sobre a morte e o morrer estava aprendendo as "últimas lições", aquelas que contém as verdades essenciais a respeito da vida. Por isso, enfatiza que quis escrever nesse livro sobre a vida e o viver.

Lembrando-se, certamente, da jovem alemã Golda, afirma: "Cada um de nós tem dentro de si um Gandhi e um Hitler. O Gandhi corresponde ao que há de melhor em nós, nosso lado capaz de maiuor compaixão, enquanto o Hitler corresponde aos nossos aspectos negativos e mesquinhos. Nosso desafio é descobrir e desenvolver o que há de melhor em nós e nos outros. Aprender as lições capazes de curar nosso espírito - nossa alma - e de trazer à tona a pessoa que realmente somos".

Jesus, em momento comovente com os discipulos, sentenciou:"O Reino de Deus está dentro de vós".

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão 605, dialoga com as Entidades Codificadoras do Espiritismo, indagando-lhe se o homem não possuiria duas almas: a alma animal e a alma espírita, o que justificaria, assim, serem os bons e os maus instintos do homem efeito da prodominância de uma ou outra dessas almas.

O Mestre da Doutrina Espírita obtém como resposta que não, o homem não tem duas almas. Dupla no homem só é a natureza. Há nele a natureza animal e a natureza espiritual, dizem-lhe os espíritos. E na pergunta 742 irá se aprofundar na questão, buscando, como sempre, novas informações, novos contornos e ilações que lhe permitam desvendar o enigma dos implusos e transtornos humanos. Indaga, então: "- Que é o que impele o homem à guerra?". E os Benfeitores respondem: "- Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões".

Prosseguindo os seus revolucionários estudos psicológicos, questiona no item 743: "- Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?". E naqueles dias primordiais da Codificação Espírita o médium escreve a resposta dos Imortais: "- Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos".

"Vou dançar em todas as galáxias", teria dito a Dra. Kübler-Ross, ao perceberm no Arizona, que se aproximava o momento do retorno ao Mundo Maior. Depois de uma vida de exemplo e estudo, provavelmente experimenta momentos de encantamento, após a morte, o morrer e o sobreviver, vivendo, ao lado do Mahatma Gandhi e de outros que superaram os impulsos da matéria, a ventura dos justos e dos que dedicaram a sua vida em benefício da humanidade.

domingo, 11 de abril de 2010

Sorria!



Reproduzo trechos do livro "Pense sobre isso..." de Jacob Melo o qual recomendo a leitura por trazer lições fantásticas para a vida e a felicidade.

"Sorrir da vida, para a vida, pela vida e com a vida, todos conjugados, retrata um sentido amadurecido do humor. Quem sorri da vida sorri de tudo o que lhe acontece não se permitindo ficar preso ao lado negativo das coisas. Quem sorri para a vida está a lhe dizer que guarda disposição, ânimo e fé ante tudo o que é, o que foi e o que virá por seus favores. Quem sorri pela vida vive satisfeito, transporta-se nos veículos da alegria e seu ponto de parada é sempre um porto de felicidade. E com sorri com a vida desfruta a leveza do otimismo, fazendo-se sentir no céu, mesmo quando situações infernais pareçam querer cruzar seu caminho.

O sorriso de uma criança, de uma mulher, dde um idoso, consegue remover o cimento da sisudez de quem anda triste tanto quanto os traços e vincos de quem sofre uma mágoa. Ilumina sem ferir a retinado iluminado, clareia sem ofuscar o brilho do vidente, realça o belo por sombrear maldade.

Tensões originárias de problemas econômicos, financeiros, familiares, escolares, profissionais, sociais , amorosos, de saúde - ou sua falta - e de muitas outras fontes vivem perseguindo as criaturas. Só que essa perseguição não se dá no sentido destrutivo ou aniquilador, mas sob a forma de testar resistências, fazer despertar a criatividade, ensejar reflexões, propiciar recomeços, indicar providências diversas enfim. Só que nem todos percebem tais ocorrências sob esse enfoque. Qual a causa? A resposta é direta: a falta de senso de humor.

Dentro da linhagem dessa análise, o humor é deveras fundamental para que não fiquemos presos nas celas do desespero, no calabouço da loucura. O humor apurado faz com que enxerguemos na bagunça uma lógica; na desordem, uma ordem implícita; na maldade, um equívoco; na lágrima, uma expressão de múltiplas expressões; na dor, uma lição; na dura prova, um teste de admissão à vida superior; no erro, uma possibilidade de acerto, e assim por diante.

O senso de humor é sempre sábio, criativo, leve e aberto. Elimina a hipótese da irreflexão, até porque ele precisa ser refletido. O humor não move apenas os músculos, plexos e estruturas do corpo físico, sua atuação é de maior profundidade, gerando repercussões na essência, no espírito."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Fardo



Do Livro "Segue-me" de Emmanuel psicografia do nosso querido Chico Xavier:


Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho no grande roteiro.

Cada qual tolera a carga que lhe pertence.

Fardos existem de todos os tamanhos e feitios.

A reponsabilidade do legislador.

A tortura do sacerdote.

A expectativa do coração materno.

A indigência do enfermo desamparado.

O pavor da criança sem ninguém.

As chagas do corpo abatido.

Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes, para que não te suponhas vítima ou herói, num campo onde todos somos irmãos uns dos outros, mutuamente identificados pelas mesmas dificuldades, pelas mesmas dores e pelos mesmos sonhos.

Suporta com valor, o fardo de tuas obrigações, valorosamente e caminha.

Do acervo de pedra bruta, nasce o ouro puro.

Do cascalho pesado, emerge o diamante.

Do fardo que transpoortamos de boa vontade, procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.

Dirás, talvez impulsivamente: - "E o ímpio vitorioso, o mau coroado de respeito, e o gozador indiferente? Carregarão por ventura, alguma carga nos ombros?"

Responderemos, no entanto, que, provavelmente, viverão sob encargos mais pesadosque os nossos, de vez que a impunidade não existe.

Se o suor alaga-te a fronte, e se a lágrima visita-te o coração, é que a tua carga já se faz menos densa, convertendo-se, gradativamente, em luz para a tua ascensão.

Ainda que não possas marchar, livremente, com o teu fardo, avança com ele para frente, mesmo que seja um milímetro por dia...

Lembra-te do madeiro afrontoso que dobrou os ombros doridos do Mestre. Sob os braços duros no lenho infamante, jaziam ocultas asas divinas da ressureição para a divina imortalidade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nossa Casa Nosso Lar



Reportagem da revista RIE de março de 2010 de autoria de Édo Mariani




Um amigo muito estimado, usando o idioma italiano aprendido na convivência com os pais, disse-me certa vez em que trocávamos idéias sobre a família: "Casa mia, vita mia" (casa minha, vida minha)!


Concordamos perfeitamente com a definição do nosso amigo sobre a família. Nela está implicita muita sabedoria, pois é junto da família que vivemos o maior tempo de nossa vida.


Todavia, é sabido que há Casa e Lar, onde convivemos com os nossos familiares. A Casa nos resguarda das intempéries do tempo e o Lar nos proporciona motivos de aprendizado e convivência fraterna junto daqueles a quem amamos e que são o nosso próximo mais próximo.


Para a construção da nossa casa usamos uma série grande de materiais, como tijolo, pedra, areia, cimento, madeira e uma outra infinidade de itens dependendo do tipo de casa que se deseja construir. A casa pode ser simples ou rica de comodidades e até luxuosa, dependendo do poder aquisitivo do seu proprietário, mas tanto uma como a outra tem a mesma serventia, servir de moradia. Assim é a casa material.


Essa casa pode ser também um lar. Para tanto torna-se preciso outros materiais, mais difíceis de conquistar, muito mais valiosos. São muitos, mas podemos mencionar alguns, os mais importantes. Chamaremos eles de afeto, carinho, perdão, solidariedade, caridade, indulgência, tolerância, misericórdia, compreensão, alteridade e acima de todos eles o amor que abarca todos os demais.


Ensinam-nos os amigos espirituais superiores que o "Lar é o coração do organismo social"; "No Lar começa a nossa missão no mundo"; "O berço doméstico é a primeira escolae o primeiro templo da alma"; "O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas"; "A família é uma reunião espiritual no tempo, e, por isso mesmo, o lar´é um santuário".


Belíssimas definições de lar ditadas por espíritos amigos da humanidade, aqueles que já superaram os sentimentos chamados orgulho e egoísmo e são senhores dos sublimes ensinamentos ministrados por Jesus, a maior de todos os Mestres que por aqui passou.


Por aí deduzimos que os ensinamentos dos amigos espirituais são valiosos e merecedores da nossa atenção e análise para bem cumprirmos as tarefas programadas a desenvolver na presente existência. Assim torna-se necessário cuidados na constituição de um Lar e não apenas a contrução de uma Casa.


Se observarmos as contruções residenciais existentes nas grandes metrópoles ou pequenos lugarejos contataremos que poucas, bem poucas, se constituem de verdadeiros lares, onde os seus moradores se sintam num oásis de paz e alegria para se refazerem das forçlas físicas, mentais e espirituais depois de um dia de desgastes pelas lutas e dificuldades encontradas no desenvolvimento de suas atividades cotidianas.


É por falta de lares verdadeiros que a humanidade vem sofrendo com desequilíbrios comportamentais que levam à turbulência dos vícios que nos ensombram, gerando toda espécie de males que portamos na atualidade, os quais atingem especialmente jovens ainda imaturos.


Em O Livros doa Espíritos nas questões 166 a 170 os espíritos instrutores, inquiridos por Kardec, nos ensinam que a finalidade da reencarnação é a da expiação e melhoramento progressivo da humanidade; que em cada existência o Espírito dá um passo na estrada do progresso; que quando se despojar de todas as impurezas não mais necessitará das provas da vida corporal; que o número de reencarnações não é om mesmo para todos; que as reencarnações são semore numerosas , porque o progresso é quase infinito.


No livro já mencionado, nas questões 774 e 775, os espíritos nos ensinam que os laço sociais são necessários ao progresso e os de família tornam mais apertados os laços sociais; eis por que os laços de família são uma lei da natureza. Quis Deus, dessa forma, que os homens aprendessem a amar-se como irmãos e que o resultado do relaxamento dos laços de família seria uma recrudescência do egoísmo.


Para que a oportunidade da reencarnação seja bem aproveitada, em atendimento ao que nos ensinam os espíritos amigos, torna-se necessário a nossa atenção na constituição dos nossos lares. Que no âmbito doméstico sejamos unidos por laços de verdadeira amizade; que os pensamentos ali emitidos sejam equilibrados; que as palavras ali pronunciadas sejam de respeito e carinho com todos; as dificuldades sejam tratadas e resolvidas com diálogo fraterno entre todos.


Para que possamos constituir o verdadeiro Lar não esqueçamos de convidar Jesus para visitá-lo pelo menos uma vez por semana, no encontro da Família para o estudo do Espiritismo junto com o Evangelho de Jesus, num verdadeiro diálogo espírita em família.


O Espírito André Luiz, no livro "Os Mensageiros", psicografia do saudoso Chico xavier, ensina: "Toda vez que se ora num lat, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnática de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também um processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno".


Assim procedendo estaremos preparando nossos filhos para os tenporais que irão encontrar no ambiente social que frequentarão. Assumindo responsabilidade com Jesus, sentir-se-ão fortificados e resguardados dos temporais morais que tem assolado a humanidade na atualidade difícil. os ensinamentos de Jesus e do espiritismo representarão o guarda-chuva protetor, a livrá-los das intempéries da vida.

Façamos de nossos lares uma trincheira de segurança para a sociedade do futuro e assim estaremos colaborando com o advento do mundo de regeneração de há muito anunciado pelas potestades espirituais. Colaboremos com a nossa parte!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Tecnologia e a sua Utilização



Reportagem do Jornal O Clarim de março de 2010 de Francisco Rebouças:

É evidente que a tecnologia, dos dias da atualidade, nos confere inúmeras opportunidades de evidenciar nossas disposições de servir ao bem ou ao mal, segundo nossas tendências e segundo nosso livre-arbítrio. São variados os recursos colocados ao nosso dispor pela tecnologia, onde pela internet podemos receber e enviar as novidades a todas as partes do mundo, em tempo real.

Convém, porém, que tenhamos muito cuidado e que a utilizemos com muita cautela no envio de nossas notícias para os irmãos que em qualquer parte do nosso planeta irá ter contato com essa mensagem por nós veiculada.

É conveniente que nos pautemos nos princípios cristãos, e que nossa palavra seja sempre rechada de mensagens portadoras de simplicidade, humildade, otimismo, meiguice e fraternidade, na intenção positiva de levar bom ânimo a quem dela tomar conhecimento, por mais triste e incrédulo que esteja o nosso irmão em vista das incontáveis notícias de acontecimentos deploráveis e condenáveis que infestam a mídia, diariamente, através dos diversos meios de comunicação.

Se nada de positivo temos para dizer, é hora de calar, pois o silêncio nessas circinstâncias é o maior melhor benefício que podemos ofertar no momento de turbulência, em que sentimos que nossa palavra não terá efeito positivo em vista da dor e da revolta reinantes no ambiente em que nos encontramos.

Nessa hora, o silêncio que faremos não representará nosso pouco caso com os acontecimentos que infelicitam os vários envolvidos; mais que isso, significará nosso respeito pela dor do nosso próximo e a oportunidade de buscarmos o contato com os Imortais da Vida Maior, e, em prece, nascida no imo do nosso ser, realizar o maior bem que se pode realizar em momento tão delicado que é o pedido de socorro à Espiritualidade Amiga.

Como nos alerta Madre Tereza de Calcutá, "não basta apenas fazer o bem, é preciso ser bom", e ser bom é não acender fósforo em barril de pólvora, procurando o equilíbrio de nossas ações em cada acontecimento em que tomarmos parte, procurando fazer bom uso dos recursos que Deus permitiu nos chegasse ao conhecimento e através da tecnologia espalhar a paz e a concórdia em volta de nossos passos, ajudando na implantação do evangelho de Jesus nos corações em desespero, estendendo mão amiga no restabelecimento da paz, da alegria e da harmonia entre as criaturas.

Que Jesus nos sustente em sua paz, hoje e sempre!

domingo, 4 de abril de 2010

Vida e Obra de Chico Xavier - Chico Amor Xavier - Cisco Xavier

Exposição realizada no Recanto de Luz no dia 03/04/2010.

Francisco Cândido Xavier nasceu no dia 02 de abril de 1910 em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Se ainda estivesse encarnado completaria esse mês 100 anos dessa existência.

Chico teve uma infância dura, quase miserável, cheia de dificuldades e trabalho. Com apenas 5 anos de idade perdeu a mãe. O pai distribuiu os filhos entre amigos e parentes. Chico foi morar com dona Rita, sua madrinha, pessoa geniosa que surrava o menino todos os dias.

Sempre que a madrinha saía, ele corria para o fundo do quintal para chorar. Ali, teve a primeira experiência mediúnica: ao ouvir um barulho vindo das bananeiras, olhou naquela direção e viu a mãe que pediu-lhe apenas para ter paciência.

Eufórico, Chico foi contar à madrinha que, certa de que ele mentia, aplicou-lhe uma surra e pediu ao padre que ajudasse a corrigir o mentiroso. Chico foi obrigado a rezar mil ave-Marias e, nas procissões, carregar sobre a cabeça uma pedra enorme.

Ele ficou com a madrinha somente por dois anos. Seu pai casou-se novamente e a madrasta, uma boa mulher, recolheu os filhos do primeiro casamento e acabou de criá-los.

Sofreu todo tipo de agressão e preconceitos nas mãos da família, padres e vizinhos que viam nas suas manifestações mediúnicas apenas ‘coisa do diabo’. Para entender o que acontecia consigo mesmo, passou a estudar os livros do espiritismo.

Seu primeiro contato com um centro espírita foi através de um casal amigo da família que auxiliou quando sua irmã com 17 anos vítima de uma obsessão foi internada. O casal levou a família de Chico ao centro espírita e sua irmã recuperou-se. A partir daí, reduziu-se a pressão da família sobre a mediunidade de Chico.

Em 1931 teve o primeiro contato com seu guia espiritual Emmanuel.

Em 1932, com apenas o primário completo publicou seu primeiro livro: “Parnaso de Além-Túmulo” com 56 poemas de 14 autores diferentes, todos desencarnados.

Em 1937 publica “Crônicas de Além-Túmulo”, atribuído a Humberto de Campos, escritor morto três anos antes. A família do escritor levou Chico à justiça exigindo pagamento dos direitos autorais e pedindo a especialistas que estudassem os textos. Porém a própria mãe do autor declarou: “O estilo é o mesmo do meu filho. Não tenho dúvidas.” Em 1944 foi dado veredicto favorável a Chico que pôde prosseguir seus trabalho, mas preferiu não usar mais o nome do autor.

Chico nunca se defendeu de nenhuma acusação, ele dizia que seu defensor era Jesus. “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...”

Em 1943, surge outra entidade que, junto a Emmanuel acompanhou Chico, sendo responsável por 15 livros 11 deles pertencentes à série “Nosso Lar”, que relata a vida no mundo espiritual. Essa entidade jamais revelou seu nome, sendo conhecido apenas como André Luiz.

A partir daí, Chico passa a ter uma atuação mais pessoal na assistência social, criando centros de ajuda às vítimas do pênfigo e de amparo a idosos e crianças abandonadas e a ex-presidiários. Antes, já doava toda a renda de seus livros à entidades espíritas e de caridade.

Chico nunca pediu, nem esperou, nem reclamou nada das autoridades, através de todos os que tinham compaixão auxiliava os doentes, os carentes, os desequilibrados e sofredores.

Em janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba à procura de um clima mais saudável e condizente com seus vários problemas de saúde.

Na década de 70 houve a exibição de dois pinga-fogo, programas de entrevista com Chico, realizados pela TV Tupi, foi quando o povo pôde sentir a grandiosidade de sua alma.

Sua sinceridade deu credibilidade ao espiritismo, sendo um dos responsáveis pela solidificação da doutrina espírita no Brasil e no mundo com mais de 400 obras psicografadas e milhares de cartas que traziam consolo e conforto a inúmeras famílias.

Como médium, Chico tinha praticamente todos os tipos de mediunidade. Era médium 24 horas por dia, vivia entre os dois mundos.

Como ser humano, Chico era um homem simples, sempre em busca de conhecimento e paz. Afirmando sempre que ... o caminho passava pela humildade, o silêncio e a compreensão.

Sempre jovial, contava e gostava de ouvir causos. Era alegre. No dever era sério, silencioso, nunca faltou um dia ao trabalho. Era um espírito sábio que trazia muitos conhecimentos de vidas passadas.

Seus problemas de saúde não eram provações envolvendo resgate do passado, mas uma escolha pessoal. Os espíritos superiores, quando vêm à Terra, sempre pedem a companhia da dor, da dificuldade para não se desviarem de sua missão.

A grandeza de Chico não estava em seus dons mediúnicos, mas sim no que fazia deles. O seu mandato mediúnico, com disciplina e humildade, esclareceu, consolou, e orientou a vida das pessoas. Ele exerceu a verdadeira mediunidade com Jesus. Viveu tudo o que escreveu, caridade sem limites, o silêncio sobre o bem realizado, viveu o evangelho de Jesus. Foi fiel a Jesus e à doutrina

Exemplo da bondade personificada era chamado de Chico Amor Xavier. Porque sabia amar o amor que Jesus ensinou, o amor universal. Amor que emanava dele e envolvia a todos ao seu redor. “Amar sem esperar ser amado e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre.”

Certa vez foi procurado pelo jornalista Marcel Souto Maior que pretendia ‘desmascará-lo’, quando em sua presença, o jornalista não conseguiu emitir uma única palavra frente à grandeza do amor que emanava de Chico, apenas chorou. E mesmo não sendo espírita escreveu após isso a mais bela biografia de Chico Xavier que acaba de virar filme.

De outra vez, uma senhora retornou a Chico com uma mensagem escrita por ele reclamando que havia um erro em sua assinatura. Ele havia assinado Cisco Xavier. Chico esclareceu que não havia qualquer engano: “Eu represento aquilo que um pé de grama representa numa cancha de futebol. Um pé de grama desaparece, outro aparece. Eu me sinto como um cisco.” Um cisco diante da imensidão.

É impressionante a humildade desse espírito tão grandioso que se apequenou num corpo de carne para nos ensinar o amor, a caridade, a resignação, a fé. E nós que nos achamos tão grandes, na verdade, somos tão pequenos, infinitamente menores que um cisco. Infinitamente menores que um Chico amor Xavier, mas infinitamente gratos a Deus, a Jesus, a espiritualidade maior pela oportunidade de termos, um dia, recebido os ensinamentos de Chico, de seu exemplo de amor e vivência do evangelho, e peçamos a Deus, eternos pedintes que somos, que possamos um dia ser capazes de seguir seus passos.