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sábado, 22 de junho de 2013

Chaga

     "O amor é para o ser humano o que a água é para as plantas. Em regiões desérticas, a falta de água faz com que os vegetais substituam as folhas por espinhos e se tornem volumosas para armazenar o pouco de água que conseguem extrair do solo árido. Assim também, as criaturas que preferem seguir pelos desertos da vida, tornam-se espinhosas e inchadas de egoísmo. Guardam avidamente para si o pouco que conseguem extrair do mundo." Mancini -Conforto nas Dores da Alma

     O egoísmo é, ainda, a grande chaga da humanidade. Todos estamos a caminho da evolução, é o nosso destino certo, nosso trajeto verdadeiro, evidente, determinado, mas não inadiável...

     Por quanto tempo andaremos nós percorrendo esse caminho evolutivo através dos desvios da porta larga, trazemos os pés cansados e as chagas abertas na alma por rancores, mágoas, ressentimentos e dores diversas.

     Todas essa dores causadas por nossa própria insanidade, porque a todo momento estamos fazendo a escolha errada, a todo momento optamos pela forma mais difícil de evolução: a dor.

     Podemos evoluir através do amor ou da dor. Quantos exemplos vivos presenciamos daqueles que optaram pela evolução através do amor: Madre Teresa, Chico Xavier, Bezerra de Menezes e tantos outros que como nós carregavam e sofriam as tormentas deste mundo de provas e expiações, mas mantinham o coração sintonizado com a espiritualidade superior.

     Eles já haviam descoberto o caminho do amor, da caridade, do amar ao próximos. Já eram capazes de estender a mão ao caído sem julgamento e sem censuras. Escolheram o melhor caminho e não carregavam em si as tormentas do egoísmo.

     A maioria de nós ainda traz o espirito atormentado porque não conseguimos abrir mãos de nosso orgulho, porque não sabemos cultivar o amor. Plantamos espinhos por onde andamos sem meditar que passaremos novamente pelos mesmos caminhos e colheremos aquilo que semeamos.

     Cabe refletir, repensar e olhar os passos que nos trouxeram até aqui pelo menos nesta encarnação, observar nossos erros, admiti-los e procurar corrigi-los, procurar semear o amor, o bem, a caridade. Todo o bem que fizermos nos será atenuante dos males que consciente ou inconscientemente provocamos.

     Pequenos gestos que podemos começar hoje, transformar-se-ão em grandes realizações futuras, muitos benfeitores passaram e passam anônimos, mas deixam atrás de si um rastro de infinita luz. 

     O oposto do egoísmo é o amor, cultivemos o amor, o olhar o outro com compaixão, fazer ao outro que gostaríamos que nos fosse feito.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sobre os Protestos

     Gostaria de aproveitar o espaço de blog para  falar a respeito dos diversos protestos que vem ocorrendo em nosso país: sou totalmente favorável ao protesto sem violência, mas com barulho e voz. Chega do silêncio dos bons frente às atitudes absurdas dos maus.

     É preciso que vozes se levantem e que novas lideranças, novas idéias, novos ideais surjam e que transformem realmente esta nação na Pátria do Mundo, o coração do evangelho. 

     São lindas as imagens dos jovens protestando e gritando pacificamente por um país melhor e são tantos os motivos de protesto, com certeza não são apenas R$0,20:
- Corrupção;
- Saúde em frangalhos; 
- Educação abandonada;
- Povo recebendo esmola em lugar de trabalho;
- A comissão de direitos humanos presidida por um insano;
...
e muitos mais.

     Mas gostaria também de deixar uma reflexão: é preciso exigir sim, é preciso protestar sim, é preciso tomar a casa que é nossa e expulsar os vendilhões do templo sim!

     Porém é preciso fazermos também a nossa parte por um mundo melhor: 
- Abrir a nossa porta e o nosso coração a quem nos pede socorro;
- Colaborar com instituições necessitadas e que estejam ao nosso alcance;
- Oferecer a mão amiga, o ombro amigo, o abraço amigo...

     Espero que uma mudança leve a outra e que essa seja apenas a ponta do iceberg em busca de um mundo melhor, mais justo, mas principalmente mais humano, mais solidário e mais fraterno!

sábado, 15 de junho de 2013

Quem Sou Eu?

     "A sua dor e a sua alegria não são minhas, assim como as minhas não são suas. Podemos (e devemos) nos preocupar com os outros, ser solidários e ter compaixão sem perder os nossos limites." David Kundtz - A Essencial Arte de Parar

     É muito comum, quando vivemos e dividimos nossas vidas com alguém por muito tempo, que chegue um momento em que percebemos que perdemos o limite de onde termina o nosso eu e onde começa o outro.

     Na ânsia de agradar e se fazer presente na vida do outro, na ânsia de nos sentirmos amados e aceitos pelo outro, deixamos para traz grande parte de nós, alguns anseios, desejos e sonhos e passamos a realizar aqueles que a principio pareciam comuns... mas que ao longo do tempo percebemos que não eram.

     Conviver, compartilhar com o outro não significa absorvermos o eu do outro. Nunca nos sentiremos amados por completo dessa forma. É preciso recuperar o nosso eu, resgatar aquele ser que ficou trancado no sótão, seus desejos, seus sonhos, suas verdadeiras virtudes e seus defeitos encobertos por tanto tempo.

     É preciso deixar esse eu vir a tona, é preciso fazer coisas que se tenha vontade de fazer e que nos tragam um verdadeiro sentido, uma felicidade, uma alegria de viver. Mas e o outro? vai continuar a nos amar da mesma forma e talvez até nos descubra ainda mais belos, ainda mais virtuosos. O outro vai se sentir liberto das amarras que por tanto tempo o prendemos e poderá igualmente fazer suas escolhas...

     Conviver, compartilhar não é mergulhar no universo do outro, mas viver o meu universo permitindo que o outro faça parte dele ou apenas o contemple e permitir que o outro tenha seu próprio universo e escolhermos fazer parte dele ou apenas contemplá-lo.

     Podemos e devemos nos alegrar com as conquistas e alegrias do outro e afagá-lo, consolá-lo, abraçá-lo e compreendê-lo em suas dores e dificuldades, mas essas alegrias e essas dores não são nossas, pertencem ao outro. Assim como podemos partilhar com o outro nossas alegrias, chorar nossas dores, mas elas serão unicamente nossas, parte da nossa bagagem única e intransferível.

     Porque um dia seguiremos sós, nesta ou numa próxima dimensão, e o outro seguirá seu caminho. Como aceitar isso se fizermos do outro o nosso universo, a nossa bengala? Somos únicos, individuais, completos, necessitamos sim uns dos outros para a troca de aprendizado, para o amor e a evolução, mas precisamos sempre compreender a nossa individualidade. E isso não é egoísmo, é amor próprio. Jesus nos disse 'ama o teu próximo como a ti mesmo' e não mais do que a ti mesmo. Será que temos amado a nós mesmos?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um Santo Remédio... Gratuito!


 "O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?
Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?
Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.
Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.
Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.
Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.
É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.
O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.
O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.
Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.
E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
*   *   *
Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!
Eis uma proposta nobre: abraçar mais.
O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.
abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.
Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.
Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
Assim, convidamos você a abraçar mais.
Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.
Pense nisso! Abrace mais você também."
Redação do Momento Espírita, com base em palestras de
 Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31 
de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada. 
 Em 07.06.2010.

domingo, 9 de junho de 2013

Agora que Estou Vivo


     "Prefiro que esteja comigo uns poucos minutos agora que estou vivo, do que uma noite quando eu morrer.
     Prefiro que segure suavemente a minha mão agora que estou vivo, e não apoie o teu corpo sobre mim quando eu morrer.
     Prefiro que me dê uma pequena flor agora que estou vivo, e não me traga um enorme ramo quando eu morrer.
     Prefiro que façamos uma oração ao Mestre agora que estou vivo, do que um culto cantado e celebrado quando eu morrer.
     Prefiro que me diga umas palavras de alento agora que estou vivo, do que um discurso quando eu morrer.
     Prefiro escutar um único acorde de guitarra agora que estou vivo, do que uma seleção triste de musicas quando morrer.
     Prefiro que me dedique umas palavras amigas e sinceras agora que estou vivo, do que um epitáfio na minha tumba quando morrer.
     Prefiro desfrutar de mais detalhes agora que estou vivo, do que grandes manifestações quando morrer.
     Prefiro escutar-te um pouco nervoso dizendo o que sente por mim agora que estou vivo, do que um grande lamento por não ter dito a tempo.
     Aproveitemos os nossos queridos e os nossos amigos, agora que estão entre nós.
     Valorize as pessoas que estão ao teu redor.
     Ame-as, Respeite-as, junte-se a elas… enquanto estão vivas, porque depois da morte tudo é desnecessário." Autor Desconhecido

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sobre o Ressentimento

   "Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento [...] os indivíduos que te foram cruéis - familiares, conhecidos, mestres - na infância e durante a vida, não tinham nem tem dimensão do que fizeram ou estão a fazer. Nem seque se aperceberam dos seus desmando e incoerências em relação a ti. A seu turno, sofreram as mesmas agressões, quando crianças, e apenas reagem conforme haviam feito outros em relação a eles.

   O teu primeiro passo será compreendê-los, considerando-os sem responsabilidade nem esclarecimento, sem má intenção em relação a ti.     Mediante tal recurso, os compreenderás e os perdoarás posteriormente, libertando-te.

   Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertarás de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-te em relação às outras pessoas com quem antipatizavas ou das quais te mantinhas em guarda.

   Ademais, o mal que te façam, somente te perturbará se o permitires, acolhendo-o. Em caso contrário, tornará à sua origem.

   Vive, pois, sem mágoas.

   Depura-te. Ressentimento, nunca." - Viva Mais - Izaías Claro

sábado, 1 de junho de 2013

Ternura

"Judas viajava com Jesus e os outros apóstolos. De repente Judas pergunta a Jesus:
- Senhor, porque os demais amigos não gostam de mim? Por que apresentam determinadas mágoas? Jesus olhou para o companheiro, triste, e silenciou. Continuaram andando.
Fazia muito sol e a poeira da estrada levantava com a brisa morna quando, de repente, à sombra de uma árvore, viram um poço cuja água vinha cristalina até a borda. Judas que estava muito atormentado, correu, dobrou-se sobre o poço, bateu as mãos e começou a refrescar-se.
À medida que ele se refrescava, as ondas sucessivas iam até o fundo e levantavam lodo.
Minutos após a água estava toldada.
Quando os companheiros chegaram com Jesus, ele disse:
- Ah! Senhor! Desculpe-me. Olha o que fiz! - Jesus sorriu melancólico e disse:
- Pois é, Judas. Há poucos instantes me perguntastes por que os companheiros não são muito simpáticos contigo e às vezes são agressivos. Neste poço, tu tens a resposta. Todo poço de água cristalina tem água no fundo. Todo mundo tem no coração um pouco de sujidade. Quando nos acercamos de alguém, devemos tratar esse alguém com muita ternura, para não lhe revolver a lama que está dentro. Se tu sorvesse a água com delicadeza, todos poderíamos beneficiar-nos, mas tua precipitação fez com que a água movimentasse a sujeira que estava em repouso e que ela viesse à tona." Conversando com Divaldo Pereira Franco II

     Em nosso egoísmo nato, mergulhados nas preocupações com o nosso eu, esquecemos, deixamos de lado o amor ao próximo, deixamos de nos preocuparmos com o próximo.

     Falta-nos empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, compreender suas necessidades, sentimentos e angústias, dores, imperfeições.

     Procuremos compreender os ensinamentos do Mestre Amigo que sabia compreender sem julgar, aceitar e amparar.Tratemos a todos com ternura e compreensão, pois somos todos ainda errantes no caminho da perfeição.

      Trazemos no âmago de nós o melhor e o pior que podemos ser, mostremos o nosso melhor ao próximo, procurando despertar nele o que há em si de melhor também.

     O Mestre a todos tratava com ternura, mesmo frente aos algozes teve um gesto e uma palavra de amizade e compreensão. Se ainda não pudermos exercitar a ternura por aqueles que não nos querem bem, o façamos com os que dividem conosco o dia-a-dia. Inundemos de ternura as palavras e os gestos entre aqueles que dividem conosco o lar.

     Com algumas doses de ternura toda convivência se torna mais amena, suave, feliz.

     "A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura." Lya Luft