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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lei de Liberdade

   "Toda vez que o exercício da liberdade fere a lei do amor, o indivíduo entra em desequilíbrio consigo mesmo e com o universo. Quando insiste em seu comportamento confirmando tendências e hábitos, e muitas vezes construindo vícios na alma, aciona mecanismos automáticos e naturais de reequilíbrio perante a lei divina, que está inscrita em sua consciência." Andrei Moreira - Homossexualidade sob a ótica do Espírito Imortal.

   Quando pensamos em liberdade, qual o primeiro pensamento que nos ocorre? Total despreocupação, liberdade de ação,  sem amarras, sem responsabilidades, sem consequências?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu Sou Doador

Não conheço a autoria do texto a seguir, mas ele reflete meus pensamentos, minhas convicções e meus mais sinceros desejos, por isso compartilho:

"Quando chegar minha hora de partir e, eu
não precisar mais deste corpo,
Não chamem o meu falecimento de leito da
morte, mas de leito da vida.
Dêem minha visão ao homem que jamais viu
o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o
amor nos olhos de uma mulher.
...
Dêem meu coração a uma pessoa cujo
coração apenas experimentou dias
infindáveis de dor.
Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado
dos destroços de seu carro, para que ele
possa viver para ver os seus netos brincarem.
Dêem os meus rins às pessoas que precisam
de uma máquina para viver de semana em
semana.
Retirem meus ossos, cada músculo, cada fibra
e nervo do meu corpo e encontrem um meio
para fazer uma criança inválida caminhar.
Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem
minhas células, se necessário, e deixem-nas
crescerem para que, um dia, um menino
mudo possa gritar em um momento de
felicidade ou uma menina surda possa ouvir
o barulho da chuva de encontro à sua janela.
Queimem o que restar de mim e espalhem as
cinzas ao vento, para ajudarem as flores
brotarem.
Se tiverem que enterrar algo, que sejam meus
erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz
aos meus semelhantes.
Se, por acaso, desejarem lembrar-se de mim,
façam-no com ação ou palavra amiga a
alguém que precise de vocês.
Se fizerem tudo o que pedi, estarei vivo para
sempre."

sábado, 1 de setembro de 2012

O Bem Comum e o Personalismo

   "Espíritas, lembrai-vos de que todos os ódios, todos os rancores, todas as inimizades devem desaparecer diante de vossos deveres. Instruir os ignorantes, assistir os fracos, ter compaixão dos aflitos, defender os inocentes, lamentar os que estão em erro, perdoar os inimigos. Todas essas virtudes devem crescer em abundância no vosso campo, e deveis implantá-las nos vossos irmãos." Revista Espírita 1866 pag. 188

   Seres imperfeitos, movidos ainda, por egoísmos, vaidades e personalismos, tantas são as vezes em que as discórdias, dissenções e diferenças se fazem presentes em nossos agrupamentos, sejam eles familiares, de trabalho e até mesmo dentro da casa Espírita.

   Imagino as dificuldade que passa a espiritualidade superior que necessita de criaturas assim tão imperfeitas para a elaboração das tarefas que se fazem necessárias nesse planeta de provas e expiações. Haja paciência dos nossos queridos benfeitores para tantas picuinhas que nós somos capazes de gerar.

   Fiquemos atentos, em qualquer agrupamento que deva convergir para um objetivo maior: o trabalho no bem, devemos deixar nosso personalismo, nosso egoísmo, nossa vaidade do lado de fora e pensarmos no bem comum, naquilo que melhor atenderá as necessidades dos que serão beneficiados e no bem de todos.

   Sem criarmos embaraços, rancores, mágoas, tratemos  dos assuntos com paciência, tolerância e procuremos não fazer-nos ouvir demais a própria voz. Alguns de nós possuímos esse hábito, gostamos tanto da própria voz (resquícios de nossa vaidade ainda não reformada) que a impomos aos demais sem perceber o quão desagradáveis nos tornamos.

   Guardemos nossas vaidades e orgulhos e trabalhemos pela nossa causa e pela nossa casa, seja ela qual for, visando o bem-estar comum, o amor ao próximo e a caridade. Caridade até mesmo com os nossos irmãos de ideal que ainda não conseguem exercitar esse ensinamento do nosso insigne codificador.

   Somos ainda crianças espirituais, na procura da evolução, caminhemos lado a lado, minimizando discórdias e dissenções e procurando compreender-nos uns aos outros em nossas dificuldades.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quando entrar Setembro...

Sol de Primavera


Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sempre oportuno, o Codificador

"Enquanto a oportunidade  se apresenta, revesti-vos do manto branco, abafai as discórdias, pois que as discórdias pertencem ao reino do mal, que vai ter fim. Seja-vos possível fundir-vos em uma única e mesma família e dar-vos mutuamente, do fundo do coração e sem pensamento premeditado, o nome de irmãos. Se, entre vós há dissidências, causas de antagonismos, se os grupos que devem todos marchar para um objetivo comum, estiverem divididos, eu o lamento, sem me preocupar com as causas, sem examinar quem cometeu os primeiros erros, e me coloco, sem hesitar, ao lado daquele que tiver mais caridade, isto é, mais abnegação e verdadeira humildade, pois aquele a quem falta a caridade está sempre errado, assistido embora por qualquer espécie de razão, pois Deus maldiz quem diz ao seu irmão: Raca!" Allan Kardec - Viagem Espírita de 1862


sábado, 25 de agosto de 2012

Um para ele, Três para mim


   “Os críticos são especialistas em detectar e resolver os problemas que não lhes dizem respeito, mas, contrariamente, possuem uma grave dificuldade em aceitar a sua própria problemática existencial.”

   O Criador, Pai amantíssimo, em sua infinita sabedoria, em momento algum da criação cometeu qualquer deslize, pelo contrário, para o observador mais atento todo e qualquer detalhe é motivo de novo aprendizado, basta que se tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir.

   Possuímos hábito nada salutar de apontarmos os erros do outro. Julgamos, condenamos, sentenciamos. Mas até nesse momento podemos observar a sabedoria infinita do Pai. Quando de dedo em riste o apontamos para o próximo observemos a posição de nossa própria mão é um dedo que aponta em direção do outro, mas outros três que apontam em nossa própria direção.

   O que desejaria o Pai nos ensinar?

   Que quando julgamos o outro devemos analisar a nós mesmos, pois certamente o erro visto com tamanha clareza naquele que está a nossa frente esteja encravado em nosso íntimo e não o identificamos à primeira vista;

   Até onde vai nosso direito de julgar o outro se sequer conhecemos a nós mesmos, nossas mazelas e imperfeições;

   Nossa consciência, a grande juíza com a qual nos encontraremos após a desencarnação e que será a única a julgar nossa conduta será tão implacável conosco como fomos com o nosso próximo.

   "Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós." (Mateus, VII: 1-2). ESE Cap. X item 11

   “Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros os que nos desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.” ESE Cap. X item 13

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Amor e Perdão


E Madalena fora ao túmulo querido
Entre pedras de extremo desconforto...
Levava flores para o Mestre morto,
Tinha o peito magoado e enternecido.

O Sol reaparecia, resplendente,
A névoa da manhã fundia-se no ar,
Na dourada invasão das flamas do Nascente,
Maria estava ali, unicamente,
A fim de estar a sós, recolher-se e chorar.

A desfazer-se em pranto, ela argüía:
- “Por que, por que Senhor?
Tanta saudade e tanta dor?!...
Toda a felicidade que eu sentia
Jaz aqui sepultada...
Transformou-se-me a vida em sombra e nada
No ermo deste pouso derradeiro...”

Nisso, ela viu alguém... Seria um jardineiro?
Um zelador daquele campo santo?
Mas tomada de espanto,
Viu-se à frente do Mestre Nazareno,
O excelso benfeitor ressuscitado,
A envolver-lhe de paz o coração cansado...
Ela gritou: “Senhor!”
Ele disse: “Maria!”

Ela era a expressão da perfeita alegria,
Ele, o perfeito amor.
Madalena ajoelhou-se e quis beijar-lhe os pés...
- “Maria, por quem és” – explicou-se
“Não me toques, porquanto
não te esperava aqui neste recanto,
e ainda não fui ao Pai revestir-me de luz...”
Maria, surpreendida,
indagou em seguida:
- “Senhor, onde estiveste?
Em que jardim celeste
Encontraste o descanso necessário,

Que vem de Deus, nos dons da paz completa?
Perdoa-me, Senhor, a pergunta indiscreta,
Dói-me, porém, pensar na angústia do Calvário,
Revolto-me, padeço, mas não venço
A mágoa de lembrar-te o sacrifício imenso”
Mas Jesus respondeu:
- “Não, Maria, não fui ainda ao Alto,
Nem me elevei sequer um palmo à luz do firmamento,

Quem ama não consegue achar o Céu de um salto...
Ao invés de subir aos Altos Resplendores,
Desci, mas desci muito aos reinos inferiores...
Despertando no túmulo, escutei
Os gritos da aflição de alguém que muito amei
E que muito amo ainda...
Embora visse Além, a Luz sempre mais linda,
Sentia nesse alguém um amado companheiro,

Em crises de tristeza e de loucura...
Fui à sombra abismal para a grande procura
E ao reencontra-lo amargurado e louco,
A ponto de não mais me conhecer,
Demorei-me a afaga-lo e, pouco a pouco,
Consegui que ele, enfim, pudesse adormecer...”
- “Senhor” – interrogou a Madalena
“Quem é o amigo que te fez descer,

Antes de procurar a luz do Pai?”
Mas Jesus replicou, em voz clara e serena:
- “Maria,
um amigo não esquece a dor de outro amigo que cai...

Antes de me altear à Celeste Alegria,
Ao sol do mesmo amor a Deus, em que te enlevas,
Vali-me, após a cruz, das grandes horas mudas,
E desci para as trevas,
A fim de aliviar a imensa dor de Judas”.


Coração e Vida - Chico Xavier - Espírito Maria Dolores