Nova postagem no blog próximo sábado

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dependurada

   Nossos amigos espirituais utilizam conosco uma expressão engraçada para quando tivermos algum problema  que "puxemos a cordinha" e logo eles virão em nosso socorro.

   Há pouco passava por um momento de aflição, e por isso novo sumiço do blog, lembrava o tempo todo dessa expressão e orava solicitando a ajuda dos benfeitores. Graças aos auxílios recebidos tudo não passou de um susto, talvez para que eu aprenda a cuidar melhor do que realmente tem valor.

   E ontem após acalmada a tempestade, quando um belo arco-iris descobria-se no céu azul de minhas pré-ocupações parei para pensar no trabalho desses amigos socorristas, que estão sempre a cuidar de nós e de nossos descasos. Pois somos nós mesmos quem plantamos nossas dores e depois aflitos, imploramos aos céus que nos ajudem a resolver os enroscos que nós mesmos fizemos.

   Me perguntei se não vivo a incomodar os amigos, sempre tão solícitos, e conclui que nos momentos de aflição, não apenas "puxo a cordinha", mas literalmente me penduro nela, confiante de que tudo dará certo no final e que se não der certo é porque não chegou ainda o final.

   Por mais que estudemos, procuremos compreender, nunca estamos preparados realmente para a dor. Dor que nos burila e aperfeiçoa, mas quem de nós quer essa mestra ao seu lado? 

   Nos dizem os amigos que é possível também aprender pelo amor, e por isso peço a oportunidade sempre de utilizar esse caminho, e que se em algum momento o caminho da Mestra implacável me for a medida certa, que os amigos me amparem...

   "Tem dias em que Deus caminha a meu lado... tem outros dias em que ele me carrega em seus braços".


domingo, 15 de julho de 2012

Na Presença do Cristo


Exposição baseada no capítulo do Livros da Esperança do espírito Emmanuel psicografia de Chico Xavier.

Quem de nós não gostaria de nos encontrarmos um dia, nem que fosse por um mísero minuto na presença de Jesus, vê-lo, ouvir a sua voz, sentir sua mão amiga?

A maioria de nós deve conhecer a história de Zaqueu. Zaqueu era o chefe dos publicanos que eram os cobradores de impostos na época de Jesus e que trabalhavam para os romanos e na maior parte das vezes enriqueciam extorquindo o povo. A riqueza de Zaqueu vinha da extorsão e da opressão dos pobres. Mas Zaqueu havia ouvido falar de Jesus e de certa forma sentia-se cansado do mal, e fez todo o possível para ver Jesus quando este passou pela cidade. No meio da multidão subiu numa árvore para poder enxergá-lo e Jesus vendo-o disse-lhe que naquela noite ficaria em sua casa. Mas Zaque sabia que não era digno de estar na presença do Cristo, mas a partir daquele momento tudo fez para tornar-se digno.

Da mesma forma que Zaqueu nós também não nos acreditamos dignos de estar na presença do Cristo, podemos não ganhar nosso pão de cada dia através da extorsão como ele fazia, mas temos centenas, milhares de outras falhas de caráter, defeitos que nos tornam a nossos olhos indignos dele.

Mas Jesus nunca disse que aqueles que o seguiam e que queriam estar na presença dele precisavam naquele momento ser perfeitos, mas buscar a perfeição.

E em muitos trechos do Evangelho Jesus nos disse como poderíamos nos encontrar com ele, estarmos na sua presença.

No livro Saúde Mental o espírito Dr. Inácio Ferreira nos diz o seguinte: “Jesus não se oculta de quem, verdadeiramente, o procura. Se o homem, porém, não o encontra, é porque não sabe localizar o seu paradeiro. Ao longo dos séculos, todos aqueles que buscaram o Divino Mestre sempre com ele se depararam nos caminhos dos quais jamais se arredou... É evidente que o Cristo não se demora onde dele não precisam ou mesmo não queiram sua presença. Inútil, pois, tentar achá-lo apenas e tão-somente nos livros que lhes resguardam as palavra ou ainda nos diversos templos que lhe reverenciam a memória. Quando ele esteve entre os homens, quais eram os seus lugares preferidos?”

Quais eram os lugares onde se encontrava Jesus a sua época?
Ao lado dos mais pobres e mais simples, pescadores humildes, mas puros de coração e nós temos procurado estas companhias para nós aqueles que nos afinizamos pelos sentimentos e pelo coração ou preferimos a companhia daqueles que podem nos dar status social?

Jesus estava ao lado da mulher pecadora, dos pecadores orientando-os para que não agissem mais no mal, mostrando-lhes o caminho do bem através do perdão, do não julgamento e de uma nova oportunidade e nós o que fazemos com aqueles que conosco agem de forma errada? Julgamos, condenamos, não perdoamos, buscamos a distância ou cultivamos a mágoa e o resentimento sem a menor possibilidade de conceder-lhes uma nova oportunidade ou uma orientação no caminho do bem.

Jesus estava ao lado dos doentes, daqueles que sofriam e que eram relegados pela sociedade, dos que tinham fome e frio. E nós o que fazemos com estes nossos irmãos? Passamos ao lado indiferentes, fechamos nossa porta ao pedinte, ao órfão, àquele que tem fome de comida e de afeto, de uma palavra amiga. Esquecemos ou protelamos indefinidamente a visita ao parente enfermo ou idoso, pois seria entediante ouvi-lo queixar-se de suas dores ou contar aqueles mesmas histórias novamente pois a idade não permite que ele se lembre de que é a 100º vez que nos conta sobre quando veio de Portugal para o Brasil.

Quantos encontraram Jesus junto aos sofredores? Madre Tereza de Calcutá ao banhar os leprosos e alimentar os famintos estava na presença do Cristo. Chico Xavier ao fazer a sopa e distribuir o pão aos que tinham fome ou as cartas de consolo às mães devassadas pela perda dos filhos estava na presença do Cristo e tantos outros...

No ESE Cap. XXIV item 11 nos contam os espíritos amigos que: “Jesus, estando à mesa na casa de Mateus, aí vieram muito publicanos e pessoas de má vida que se assentaram à mesa com Jesus e seus discípulos; o que os fariseus tendo visto, disseram aos seus discípulos: Por que o vosso mestre come com os publicanos e as pessoas de má vida? Mas Jesus, os tendo ouvido, disse-lhes: Os sãos não tem necessidade de médico, mas os doentes.”

Não precisamos ser Madre Tereza ou Chico Xavier para estarmos na presença do Cristo, mas estaremos na presença dele toda vez que exercitarmos a paciência no lar, toda vez que instruirmos nossos filhos com carinho e compreensão, toda vez que tivermos paciência com o parente enfermo, toda vez que doarmos não apenas um pedaço de pão ao necessitado, mas também uma palavra amiga ou um simples sorriso ou um gesto de gentileza.

Estaremos na presença do Cristo quando exercitarmos não apenas a caridade material doando aquilo que não nos fará falta, mas também a caridade moral, dedicando um pouco de nós para os carentes de afeto, um pouco do nosso tempo para aquele que sofre e que pode estar a um passo de um ato impensado porque não escutou uma palavra amiga.

Estaremos na presença do Cristo sempre que orarmos de coração e não pedirmos apenas por nós, mas por aqueles que necessitam mais do que nós.

No ESE Cap XV item 1 nos contam os benfeitores: “Então Jesus dirá aqueles que estão a sua direita: Vinde vós que fostes benditos por meu Pai, porque eu tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber; tive necessidade de alojamento e me alojastes; estive nu e  me vestistes; estive doente e me visitastes; estive na prisão e viestes me ver.
Então os justos lhe responderão: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E ele lhes responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um destes mais pequenos de meus irmãos , foi a mim mesmo que o fizestes.”

É aí que Jesus sempre esteve e sempre estará e nenhum de nós precisa ser perfeito para estar com ele ao lado do nosso próximo.

E Emmanuel encerra o capítulo com a seguinte frase com a qual gostaríamos de também encerrar esta nossa exposição: “Companheiro da Terra, quando estendes uma palavra consoladora ou um abraço fraterno, uma gota de bálsamo ou uma concha de sopa, aliviando os que choram, estás diante deles, na presença do Cristo.”

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Calculando as 100 pombas...

    "Se vosso irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão. Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." ESE Cap. X item 3

   Caríssima amiga Maria Lúcia, professora de matemática, sempre apaixonada pelos números, diz-me seguidamente que na vida tudo é uma perfeita matemática, que a matemática está em tudo.

   E lendo o evangelho deparei-me com essa operação aparentemente simples, ensinada pelo sábio e sublime Mestre, repare bem, meu amigo, eu digo aparentemente simples...

   Era costume da época que se perdoasse ao próximo sete vezes, Pedro logo inquiriu ao Mestre sobre o costume e se o mesmo deveria ser seguido, obtendo a resposta do Mestre de que o perdão deveria ser muito maior do que sete vezes, deveria ser aplicado em grau infinito.

   Logo, setenta vezes sete é diferente de 490, pois a equação tende ao infinito... perdoem-me as professoras de matemática...

   Percebemos que a equação não é assim tão simples, o que me faz lembrar de uma charada que meu pai fazia conosco e que até hoje não descobrimos a resposta, lembro-me que começava com "Adeus minhas 100 pombas... lembro de passar tardes de lápis e borracha em punho tentando calcular as pombas... nunca cheguei a uma solução concreta!

   E quanto a equação do Mestre? Quantas vezes o amigo leitor já se pegou de lápis e borracha em punho tentando resolvê-la, confesso que meu lápis já está no toco de tanto ser apontado e a borracha está bem gasta, logo precisarei trocá-los, mas confesso que ainda não consegui chegar a uma unidade que seja dessa equação...

   Mas não desistirei jamais, não desista também meu amigo, o Pai infinitamente justo e bom tem a solução da equação e portanto a aplica o tempo todos conosco nos concedendo sempre mais uma oportunidade e mais uma e mais uma, essa equação também tende ao infinito...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Primeira Pedra

   "Condenaremos no próximo as dificuldades que trazemos dentro de nós, muitas vezes em níveis inconscientes." Andrei Moreira

   Já havia escrito em postagem mais antiga denominada "juízes da consciência alheia" o quanto temos o hábito de apontar o erro do outro.

   Basta que uma notícia circule em jornais, mídias, redes sociais para que imediatamente emitamos nossa opinião a respeito, normalmente condenando de maneira implacável aquele que como muitos de nós cometeu um erro.

   Somos implacáveis!!! Juízes supremos.... esquecemos aquela voz suave, melodiosa, doce, pura, mas também vibrante e enérgica que um dia em um desses nossos momentos de poderosos juízes nos convidou a que atirasse a primeira pedra aquele que nunca houvesse pecado... lentamente nos retiramos um a um envergonhados de nós mesmos.

   Mas passado algum tempo, esquecidos da lição, voltamos às velhas práticas...

   Julgamos o colega de trabalho preguiçoso, quando também temos nossos momentos de desleixo...

   Julgamos as agressões físicas e agredimos aqueles nos cercam com palavras duras e até mesmo com a nossa indiferença...

   Julgamos o motorista que nos fecha no trânsito ou que provoca um acidente, mas pegamos nosso carro depois de um copinho de cerveja, poque somos experientes e só um copinho não altera os nossos reflexos, mas somos os primeiros a desconfiar da embriaguez do motorista do acidente...

   Quando aprenderemos tuas lições Pai? Quantas vezes voltaremos a atirar a primeira pedra? Já se passaram mais de 2000 anos... e ainda engatinhamos....

   E com a mesma ferocidade com que julgamos, um dia seremos julgados pela nossa própria consciência, e que a misericórdia divina se compadeça de todos nós...


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sigamos...

   "Quando fores surpreendido por atrações e apelos, olha para o teu mundo interior com piedade. Sem dar asas a mentalizações inferiores, procura a posição mental do observador imparcial e atento, imbuído de respeito e compaixão para com teu homem velho. Essa postura é a atitude da mente alerta em direção à consciência lúcida." Ermance Dufaux

   Longa é a estrada que nos leva a perfeição, muitos os caminhos, muitas as direções...

   Muitos também serão os tropeços, os tombos, os arranhões que sofreremos no caminho. Cabe-nos ter paciência conosco mesmos, como o Pai misericordioso o tem.

   Somos seres recém despertos para a realidade espiritual, seres que por muito tempo erramos pelo caminho do mal. Os nossos instintos inferiores encontram-se latentes em nós, mais adormecidos em uns, mais despertos em outros.

   É a sombra com a qual vivemos em constante combate, por vezes ela nos vencerá uma batalha, é inevitável que por vezes isso ocorra. Mas cabe-nos olhar a nós mesmos após esses momentos com a mesma compaixão com a qual olhamos para nossos irmãos caídos, porque caídos também o somos... ainda.

   Não alimentemos a culpa e o desespero com nossos atos equivocados, procuremos juntar o que sobrou, reparar o mal realizado, ressarcir aqueles que foram feridos por nosso ato impensado, ter humildade para pedir desculpas, pedir perdão.

   Levantemos a cabeça e sigamos em frente, conscientes de que erraremos ainda, mas que já estamos mais preparados para lidar com esses momentos, que já os percebemos e somos capazes de admitir nossos erros, o orgulho já não mais nos domina por completo.

   Sigamos pelo caminho exemplificado pelo Mestre amado procurando combater o mal que existe em nós através do serviço edificante em favor do próximo, pois o amor cobre a multidão dos pecados. Ouçamos sua voz ainda ecoando em nossas mentes: "Sedes perfeitos", mas que procuremos a perfeição de mãos ativas, pois ninguém precisa ser perfeito para fazer o bem.

   A fórmula é exatamente o contrário é necessário fazer o bem para que um dia sejamos perfeitos... 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ninguém irá ao Pai se não for por Mim?

   "Quando afirmou que ninguém iria ao Pai se não fosse por Ele, Jesus não desejou excluir budistas, hindus ou muçulmanos. Quis fazer entender que o caminho para Deus seria conquistado por atitudes com as quais Ele exemplificou: sacrifícios, doação, perdão, coragem, fé e todas as demais virtudes. E esta possibilidade está aberta a todos os indivíduos e não-somente a um grupo qualquer de privilegiados escolhidos. " Czerski - Espiritismo Visão Panorâmica

   "Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?", os Espíritos responderam simplesmente: "— Vede Jesus". Questão 625 Livro dos Espíritos

   Jesus foi o maior modelo de moral e bondade enviado a Terra para guiar os homens. Mas Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu diversos outros espíritos também evoluídos, em grau um pouco menor, para que nos servissem igualmente de  modelo.

   Sempre perguntei-me porque apenas através de Jesus encontraríamos o caminho para o Pai? Como aqueles que não tiveram a oportunidade e o acesso aos seus ensinamentos encontrariam o caminho?

   O problema é interpretarmos suas palavras ao pé da letra, sem análise. Jesus disse que ninguém iria ao Pai se não seguisse seu exemplo de bondade, de amor, de caridade, exemplo que em menor grau foi ensinado por tantos outros.

   Não há escolhidos, não há privilegiados, ninguém será salvo porque pertence a determinados grupo seja ele católico, protestante, hindu, evangélico, muçulmano, espírita, ateu, ou seja lá o que for.

   Jesus nunca pregou religião alguma, apenas mostrou o caminho através do amor ao próximo e a Deus. Qualquer um que siga este exemplo, mesmo sem nunca ter ouvido falar de Jesus, qualquer um que faça ao próximo aquilo que gostaria que lhe fosse feito, está no caminho exemplificado por Jesus.

   O ateu que estende a mão aquele que precisa de auxilio, que dá sem ostentação, pelo simples prazer e dever de auxiliar os aflitos e necessitados é mais bem visto aos olhos do Pai do que aquele religioso, espirita, que frequenta o templo ou a casa espírita e ao sair dali vira as costas, passa indiferente aqueles que lhe batem a porta em busca de auxilio.

   Ninguém irá ao Pai se não for por mim? Ninguém irá ao Pai se não seguir meu exemplo de amor ao próximo, ninguém irá ao Pai se não amar, se não estender a mão ao seu semelhante, se não exercer a compreensão, a paciência, o perdão, a caridade, a humildade.....

   Vários são os caminhos, mas o destino é o mesmo: o progresso, a evolução como espíritos imortais.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O que tem feito de suas oportunidades?

   "A família terrena tem, então, importância enorme no processo da reencarnação de cada espírito. Nela este encontrará o que lhe seja necessário para podar os males do caráter, quanto para conquistar as virtudes que lhe faltam, transformando-se de pedra bruta em gema preciosa e rutilante, caso a sua maturidade lhe permita visualizar e entender tudo isso. Caso não consiga perceber essa função divina do grupo familiar, o reencarnado poderá complicar-se mais, fazendo-se devedor dessa benesse que lhe foi concedida pela vontade amorosa de Deus, do qual não fez bom uso." - Raul Teixeira - Desafios da Vida Familiar

   Cada um de nós encontra-se localizado junto ao grupo familiar que me melhor se adéqua as nossas necessidades evolutivas. Seja entre aqueles com os quais construímos laços de afeto, caso nossa necessidade seja refazer as energia, seja entre aqueles com os quais nos comprometemos em passado remoto e que precisamos resgatar débitos, seja entre espíritos que nos são desconhecidos e com os quais precisamos criar laços para aprender novas culturas, experiências e aumentar nossa família espiritual.

   Seja como for o Pai sempre nos coloca entre aqueles que irão, de alguma forma, contribuir para o nosso progresso como espíritos imortais.

   Porém, observamos diariamente problemas familiares sérios, criaturas revoltadas e cheias de traumas, discórdia, agressões e desentendimentos sérios entre aqueles que deveriam construir entre si laços de amor. 

   Nos encontramos em grau evolutivo ainda bastante atrasado, muitos de nós não compreendemos ainda a benesse da reencarnação, da oportunidade que nos é concedida para a nossa evolução, para o nosso melhoramento íntimo, muitos de nós não compreendemos nem mesmo que retornamos centenas de vezes a este cadinho terrestre.

   E vamos estrada a fora desperdiçando nossa oportunidade, em lugar de laços de afeto vamos construindo as algemas do ódio, da mágoa, que nos aprisionam uns aos outros e às zonas inferiores da espiritualidade. mas cabe a cada um de nós procurar o conhecimento da verdade da vida, ela está a nossa disposição, nos ensinamentos do Mestre incansável.

   "Conhecerás a verdade e a verdade vos libertará" Cabe-nos buscar a nossa verdade, a verdade de cada um que o levará ao encontro de si mesmo como espírito imortal e em evolução constante. Os caminhos são muitos, alguns mais espinhosos e tortuosos, outros cobertos de flores, as escolhas são nossas, a cada um segundo as suas obras. A cada um será dado segundo o aproveitamento que faz das oportunidades que lhe são concedidas, e o Pai em sua infinita misericórdia nos concederá quantas forem necessárias até que acordemos de nosso sono letárgico para a realidade da vida, de que somos todos necessitados uns dos outros, somos todos partes de uma única família universal.

   Pensemos a respeito: o que temos feito de nossas oportunidades?