Nova postagem no blog próximo sábado

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Simpatia...


"Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. 
Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. 
Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo." (A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak)

Li outro dia no Livro "A Menina que Roubava Livros" esse trecho e me identifiquei muito. Todos nós temos nossas qualidades que certamente são inúmeras, já comentei sobre isso em um post anterior... Mas também temos nossas imperfeições e qualidades que ainda não conseguimos desenvolver que dificultam nossa convivência, e em alguns momentos, situações, ocasiões de nossas vidas isso fica explícito. Não adianta procurar uma desculpa, uma razão externa, o cerne da questão está dentro de cada um de nós...

Temos aí mais uma tarefa árdua, mais uma virtude a desenvolver, só me pergunto quantas vidas serão necessárias? Por enquanto não me exijo aquilo de que ainda não sou capaz... porque, definitivamente, simpatia não tem nada a ver comigo...

Plantando Dá


   Todos nós queremos ser felizes, ninguém se ergue da cama pela manhã na intenção de ser infeliz, muito pelo contrário, buscamos o bem-estar, a alegria de viver.


   Na antiguidade o filósofo Sócrates afirmava que somos escravos do hábito, ficamos presos aos comportamentos que praticamos repetidamente


   E nós criamos alguns hábitos que impedem a felicidade que buscamos. Nos habituamos a lamentar os mínimos problemas e desafios que a vida nos apresenta, e essa repetição negativa passa a ser nosso comportamento padrão, a nossa marca pessoal e sem perceber nos tornamos pessoas mau humoradas, difíceis de tratar e de conviver.


   Argumentamos que reclamamos para desabafar os problemas, mas se observarmos nosso estado emocional, verificamos que nada mudou, não nos sentimos melhor com isso, e o pior contaminamos o ambiente e as pessoas ao nosso redor com as nossas energias pesadas.


   Divulgar o mal, as nossas queixas é como voltar a revivê-las e voltar a sofrer, como se tirássemos as cascas de uma ferida que dizemos querer ver sarar.


   No Livro Nosso Lar o Benfeitor Clarêncio que atendia André Luiz assim se expressa quando o socorrido começa a lamentar a sua situação de sofrimentos morais, as saudades da esposa, dos filhos e do lar que haviam ficado na Terra. Primeiro ele indaga a André se ele desejava de fato a cura espiritual. A um gesto afirmativo, assim se pronuncia Clarêncio: ‘Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios.’


   Cada espírito encarnado encontra-se no melhor local e na melhor situação para enfrentar seus problemas, fomos nós mesmos que com a ajuda dos amigos espirituais escolhemos as provas e expiações que deveríamos passar aqui na Terra para que possamos evoluir.


   Não podemos nos esquecer da infinita misericórdia de Deus que nos proporciona vivenciarmos os períodos de acertos de contas no momento certo, quando estamos realmente preparados, em plenas condições de passarmos pelo que precisamos passar, garantindo, assim, que tenhamos forças para sermos vitoriosos.


   Se entendêssemos o ensinamento de Jesus no ESE cap. V item 18 “Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos; o fardo é proporcional às forças”, com certeza evitaríamos muitos dissabores que são provocados pela nossa inconformação e por jogarmos a culpa de nossas dores nos outros, que nada tem com isso.


   Nossos problemas não serão resolvidos com a nossa indignação, com raiva, com reclamações, pelo contrário, isso só faz com que tomem dimensões maiores, aumentando nossas dores.


   Muitas vezes, reagimos aos problemas dizendo que não aguentamos mais a vida, porém, o que não aguentamos mais não é a vida, mas nossa postura diante dela.


   Outro ponto importante é o que diz a questão 459 do LE: “os espíritos influem em nossos pensamentos e atos muito mais do que imaginamos, a tal ponto que, de ordinário, são eles que nos dirigem.”


   Sabendo disso, e também da lei de sintonia em que os iguais atraem-se, ficarmos cultivando pensamentos tristes e queixas, atrairá para perto de nós aqueles que também estão tristes e queixosos, o que aumentará nosso estado de angústia.


   Romper esse hábito depois de instalado em nós é difícil e leva tempo, o melhor é não permitirmos que ele se instale, mas uma vez verificado esse hábito, comecemos a mudança lentamente, analisando se o que vamos dizer é realmente útil, se reclamar vai resolver o problema, senão, melhor calarmos a reclamação e utilizar a terapia anti-queixa.


   A melhor terapia anti-queixa é a resignação e o trabalho.


   É resignado quem não lamenta a sua sorte, não se revolta contra Deus, pois reconhece justiça nas suas aflições, porque entende que se não existem causas atuais para elas, certamente existem causas anteriores. Procura resolver os problemas, sim, mas com serenidade, com fé e confiança de que Deus nunca nos desampara, de que os amigos espirituais estão sempre conosco, nos mostrando o caminho, basta que nos sintonizemos com eles.


   O Dr. Inácio Ferreira médico psiquiatra quando encarnado, após desencarnar continuou sua tarefa no plano espiritual e ao atender pacientes tanto num como noutro plano receitava aos mais queixosos uma terapia eficientíssima que denominava terapia da vassoura, colocava o paciente para trabalhar em prol do próximo. E como ele identificava a eficiência dessa técnica? Visitando os pacientes ao passar certo tempo, perguntava como andava, se os problemas continuavam e a resposta que mais ouvia era a de que os problemas haviam desaparecidos ou tornado-se mínimos frente aos problemas daqueles aos quais os antigos queixosos estavam agora auxiliando. Mãos operosos, mente ocupada!


   O trabalho no bem auxiliando aqueles que necessitam, mesmo que através de pequenos gestos como uma conversa amiga, um conselho, nos leva a perceber que as nossas dores não são nem as únicas, nem as maiores do mundo, que talvez o próximo carregue dores muito mais atrozes sem lamúrias e queixas.
Aliviar a cruz do próximo suaviza o peso da nossa, o bem que fazemos é um bem muito maior a nós mesmos, nos torna menos egoístas e, conseqüentemente, mais felizes. 


   No Livro Nascer e Renascer Emmanuel nos diz: “Bem-aventurados os aflitos – disse Jesus. Os aflitos bem-aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir com o Cristo, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.”


   Podemos dividir nossas dores com o ombro amigo do Mestre através da prece, ele certamente não carregará a nossa cruz por nós, mas nos dará serenidade para entendê-la, aliviando o peso mesmo que seja por alguns momentos.


   Agindo dessa maneira, entenderemos que os problemas têm uma causa e uma finalidade, a evolução, e cultivaremos no campo da nossa existência as sementes da alegria de viver, valorizando as pessoas ao nosso redor e cada momento como um momento especial, colheremos otimismo, gratidão, esperança, basta semear, porque plantando dá...


   Para finalizarmos trouxemos uma pequena estorinha:


“Há muito tempo havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Havia, porém, um súdito que em toda situação dizia:
- Meu rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é perfeito. Ele não erra.
Um dia foram caçar e uma fera atacou o rei. O súdito conseguiu salvá-lo, mas não pôde evitar que ele perdesse um dedo da mão.
Queixoso, furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o rei disse:
- Deus é bom? Se ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido um dedo.
O servo apenas respondeu:
- Meu rei, apesar de tudo só posso lhe dizer que Deus é bom e que mesmo perdendo o dedo, foi para o seu bem. O que Deus faz é perfeito, ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito.
Tempos depois saiu o rei para outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, pronto para o sacrifício, os selvagens percebem que lhe faltava um dedo. Então, soltam-no pois ele não era perfeito e não poderia ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, o rei mandou soltar o súdito e o recebeu carinhosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo. Escapei de ser sacrificado justamente por não ter um dedo. Mas tenho uma dúvida: Se Deus é realmente bom, por que permitiu que você, que tanto O defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu não estivesse preso, iria com o senhor para a caçada e como não me falta dedo algum teria sido sacrificado. Tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra. Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas ruins que nos acontecem. Esquecemos que tudo tem um propósito.”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Imperfeitos

   "Emmanuel afirma que: 'A roseira espinhosa produz essências puras' referindo-se às imperfeições que possuímos, contudo, que não devem impedir de reconhecermos o perfume que sempre existe. Basta crer nisso. Tudo tem seu tempo e não podemos exigir de nós o que ainda não estamos prontos a oferecer." Terapia Anti-Queixa - Roosevelt.

   Imperfeitos... simplesmente esta palavra define a mim e a todos nós que aqui nos encontramos neste planeta de provas e expiações. Canso de ouvir que não "pareço espírita". Mas o que é parecer espírita?

   Seria andar cabisbaixo, aceitar todas as coisas e situações sem manifestar uma opinião formada? Seria obrigar-se a vivenciar situações para as quais ainda não estamos preparados?

   Somos todos imperfeitos neste mundo, com algumas variações nos graus evolutivos, mas variações extremamente pequenas, tirando raras e honrosas exceções. De resto... imperfeitos! Se assim não o fosse, não nos encontraríamos neste mundo de provas e expiações, mas em mundo mais avançados, mais felizes.

   Mas, apesar de nossa imperfeição, todos possuímos inúmeras qualidades, basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, mas nós normalmente focamos nosso olhar para o argueiro no olho do outro, sem nos apercebemos da trave que se encontra no nosso.

   Imperfeitos... Buscando a perfeição, tropeçando, caindo, levantando, tropeçando novamente e voltando a cair em erros que de tão antigos acreditávamos superados... que nada lá estamos nós caídos novamente! Mas devemos sempre nos erguer confiantes, pois por piores que sejam os julgamentos dos outros, estamos todos no mesmo barco... imperfeitos...

   E quem teve o direito e toda capacidade moral para nos julgar, nunca o fez. Pelo contrário, Ele dizia que veio para os caídos e lá estava e ainda está ao lado deles, erguendo-os a cada tropeço. Ele sempre soube esperar o tempo de cada um, nunca exigiu de ninguém um esforço maior do que as forças permitiam. Quantos trabalhadores fiéis dispensou como fez com Joana de Cusa, que ao oferecer-se como fiel seguidora, foi liberada pelo Mestre, pois ainda não havia chegado a sua hora...

   Respeitemos a hora de cada um, como fazia o Mestre, sem exigir do outro aquilo de que nem mesmo nós somos capazes ainda.

   "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações". (Allan Kardec, E.S.E., XVII, 4).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pessoa

   Admiro muitas pessoas, e dentre elas, admiro profundamente Pessoa, Fernando Pessoa:

   "Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

   Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você se lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

   Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

   Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

   Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

   Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si,  mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

   Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

   Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar 'eu errei'. É ter ousadia para dizer 'me perdoe'. É ter sensibilidade para expressar 'eu preciso de você'. É ter capacidade de dizer 'eu te amo'. É ter a humildade da receptividade.

   Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
   Usar as perdas para refinar a paciência.
   Usar as falhas para lapidar o prazer.
   Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

   Jamais desista de si mesmo.
   Jamais desista das pessoas que você ama.
   Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

   Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo."
                                                                                         Fernando Pessoa

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Corrente do Bem (2)


   "Quando caminhamos e sorrimos para a vida ela sorri também, como resultado do mesmo processo natural encontrado. E quando fazemos cara feia ao que ela nos oferece, sem mudar a oferta, ela age da mesma forma." Terapia Anti-Queixa - Roosevelt

   A vida responde às nossas atitudes, o dia que teremos depende de cada um de nós, a alegria começa dentro de nós, na nossa capacidade de enxergar o lado bom. A serenidade, a tranquilidade, a paz do mundo começa dentro de cada um de nós... com simples atitudes como um sorriso, um bom dia, um obrigado....

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Terapia Anti-Queixa

   Estou lendo um livro fantástico intitulado "Terapia Anti-Queixa", o autor é Roosevelt. Cada página, uma bofetada! Um livro bem humorado para aprender a não reclamar da vida... 

   Vou precisar reler, pelo menos, a cada seis meses. Toda vez que  reclamo, lembro do livro.

   Recomendo a leitura, pelo menos uma vez por ano, para aprendermos a nos livrar desse vício, desse mau hábito que é a queixa.

   E mesmo assim hoje já reclamei do vento, já reclamei do calor, ao menos me dou conta da reclamação e tento controlar! E juro que só por hoje não reclamei da secretária, o que diminui em 50% as minhas queixas diárias hehehehehe

   Preciso continuar lendo... e reler... e reler... e reler...

   Àqueles que irão se aventurar uma boa leitura e aos que não se interessarem que depois não se queixem!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

União a Dois

Hoje compartilho uma mensagem de Emmanuel que me chegou por e-mail:


"Quem disse, porém, que a concretização do matrimônio é felicidade estruturada a toques de figurino, não atingiu a realidade.

A união a dois, no culto da afinidade ou na execução de tarefas mais amplas da família, é um encargo honroso, qual sucede a tantas obrigações dignas. Nem por isso deixa de ser trabalho por efetuar. E trabalho tão importante que, não sendo possível a um coração apenas, foi preciso reunir dois para realizá-lo.

Quando um companheiro delibera empreender certa pesquisa, ou se outro abraça determinada profissão, não nos aventuramos a iludi-los com visões de felicidade imaginária. Ao invés disso, reconhecemos que escolheram laborioso caminho de serviço em que lhes auguramos o êxito desejado.

De igual modo, o casamento não é construção sem bases, espécie de palácio feito sob medida para os moradores.

Entre os cônjuges é imperioso que um aprenda a compreender o outro, de maneira a desenvolver as qualidades nobres que o outro possua, transformando-lhe consequentemente as possíveis tendências menos felizes em aspirações à vida melhor.

Claramente, todos temos vinculações profundas, idiossincrasias, frustrações e dificuldades. A reencarnação nos informa com segurança quanto a isso, indicando para que lados gravitam em família, segundo os mecanismos da vida que a experiência terrestre nos induz a reajustar.

Em razão disso, todo par e toda organização doméstica revelam regiões nevrálgicas entretecidas de problemas que é preciso saber contornar, a fim de que o futuro nos traga as soluções da harmonia irreversível.

Se te encontras ao lado de alguém, sob regime de compromisso afetivo, não exijas de imediato a esse alguém a apresentação dos recursos de que ainda necessite para ser aos teus olhos a companhia perfeita que esperavas encontrar entre as paredes domésticas. Nem queiras que esse alguém raciocine com os teus pensamentos, porquanto a ninguém é lícito reclamar de outrem aquilo que ainda não consegue fazer.

Se não desejas receber nos próprios ombros a cabeça de quem abraçou contigo as responsabilidades da união a dois, é mais que natural não possas impor a própria cabeça aos ombros da criatura a quem prometeste carinho e dedicação.

Todos somos filhos de Deus.

O matrimônio é obrigação que os interessados assumem livremente e de que prestarão justa conta um ao outro. Conquanto isso, o casamento não funde as pessoas que o integram. Por isto mesmo a união a dois, além da complementação realizada, recorda a lavoura e a construção: cada cônjuge colhe o que plantou, tanto quanto dispõe do que fez."

   Bela mensagem que nos faz refletir sobre a importância da compreensão, da tolerância e da aceitação do outro com suas virtudes e seus defeitos, pois nós também temos os nossos. Nenhum de nós, aqui neste planeta de provas e expiações, somos perfeitos, se o fôssemos não mais estaríamos aqui, mas em mundos mais evoluídos.

   Por mais que estejamos unidos a alguém a quem amamos, somos todos individualidades, e não deixaremos de ser, a ideia não é encontrarmos alguém que nos complete, pois somos completos, mas alguém com quem possamos partilhar, aprender, ensinar, pois imperfeitos, aprendemos uns com os outros diariamente.

   E por mais que estudemos e busquemos nos melhorarmos, são muitas as vezes em que tropeçamos e voltamos a cair em erros antigos, todos nós. Não nos cabe, portanto, exigir do outro aquilo para o qual ainda não se encontra preparado e muitas vezes nem nós mesmos estamos, nos cabe apenas entender o outro e suas dificuldades procurando observar-lhe mais as virtudes que assim como os defeitos, também são inúmeras...