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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Teu Trabalho

Trabalho é exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa. Ocupação em alguma obra ou ministério.

Na questão 674 do LE Kardec pergunta: “A necessidade do trabalho é uma lei da natureza? O trabalho é uma lei natural, por isso mesmo é uma necessidade e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres.

Existem basicamente dois tipos de trabalho: o trabalho material e o trabalho moral.

O trabalho material é aquele que desempenhamos como profissionais e através do qual provemos o nosso sustento e o de nossas famílias. Ele também coopera para o nosso progresso intelectual como indivíduos e como sociedade.

Além disso no local de trabalho temos a oportunidade de conviver com pessoas diferentes de nós, com outra educação, outro entendimento da vida, e muitas delas com visões completamente diferentes das nossas, dos nossos valores e isso é uma ferramenta para o nosso progresso, pois necessitamos dos outros para evoluirmos, estamos sempre em processo de aprendizagem.

Algumas vezes as nossas imperfeições nos fazem cometer algumas escolhas erradas quanto ao nosso trabalho material como quando optamos por profissões visando apenas o retorno material sem considerarmos nossas verdadeiras aptidões. Assim nos tornamos profissionais frustrados quando poderíamos ter optado por aquela profissão que nos traria menor retorno mas nos tornaria mais felizes.

Alguns se dedicam à ociosidade, habituam-se ao descanso excessivo, às atividades fúteis e que não nos acrescentam nada, dedicando na elas horas e horas de seus dias, quando poderiam ocupá-las com atividades edificantes como uma leitura, uma visita a um enfermo, o auxilio aos filhos com o dever de casa, o culto do evangelho no lar e dessa forma exercer o trabalho moral. O descanso é necessário e merecido, mas deve ser dosado.

Outros, ao contrário, passam a viver para o trabalho, dedicando a este quase todas as horas de seu dia esquecendo-se de todo o restante: família, amigos, lazer, os necessitados que precisam de nossa atenção. Chegam um momento em que se tornam pessoas solitárias e sem um sentido na vida, pois a vida era o trabalho.

O trabalho deve ser parte, parte importante da nossa vida, mas não a nossa vida, pois dessa forma deixamos de lado o nosso trabalho moral como pais, filhos, cônjuges, como seres humanos, como espíritos em busca da evolução que é o que realmente somos.

O trabalho moral é o nosso objetivo nessa encarnação, estamos aqui para evoluirmos não apenas intelectualmente, mas principalmente moralmente. Pode ser realizado através da caridade, do auxílio ao próximo necessitado em instituições de auxílio ou até mesmo dentro de nossas casas, exercendo bem nossas funções de pais, filhos, cônjuges. Sendo tolerantes com os parentes difíceis, com os erros alheios, pois nós também erramos, exercendo como já nos foi dito diversas vezes não apenas a caridade material, mas principalmente a caridade moral.

Chegamos à Terra com uma bagagem de conhecimento que é nossa herança espiritual que nós mesmos construímos e da qual somos os herdeiros, se nada de novo fizermos ou aprendermos, voltaremos à espiritualidade sem nada acrescentar.

Cairbar Schutel nos diz o seguinte: “Felizes os que ao saírem desta vida, ao chegarem à Outra, puderem dizer: - trabalhei e lutei, não para encher as arcas de um tesouro aparente, fictício, mas para melhorar o mundo em que vivi, engrandecer as almas que comigo caminharam, aperfeiçoar a minha individualidade a fim de prepará-la para a posse da imortalidade.”

Muitos de nós nos dizemos despreparados para o trabalho no bem e vamos adiando e deixando passar as oportunidades que nos surgem no caminho.

Não precisamos esperar sermos perfeitos para realizar um trabalho no bem, se fosse assim não teríamos ninguém trabalhando em associações de caridade, centros espíritas, hospitais ou qualquer outro trabalho em prol do próximo, pois todos somos ainda imperfeitos. Precisamos ser verdadeiros e determinados na luta contra nossas más tendências.

No livro Nosso Lar pelo espírito André Luiz O Ministro Genésio faz a seguinte colocação: “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece.”

Nenhuma oportunidade é dada àquele que ainda não dispõe de instruções armazenadas para desenvolver as tarefas, se a oportunidade surgiu é porque estamos preparados, só precisamos de comprometimento. Pois quando começa,os um trabalho no bem existe toda um equipe no plano espiritual que está contando conosco para a realização daquela tarefa, o trabalho existe em ambos os planos da vida e por isso devemos estar comprometidos com o trabalho a realizar.

Estamos às vésperas de um novo ano, é o momento de renovarmos propostas intimas onde a desculpa para assumirmos tarefas no campo do bem abra espaço para o compromisso com o trabalho para o nosso próprio bem.

Não adiemos indefinidamente o tempo de começar o trabalho. Nossos dias podem terminar, nunca sabemos quando a espiritualidade nos chamará para o outro lado da vida e podemos perder a grande oportunidade que a reencarnação nos ofereceu.

Emmanuel no livro Convivência nos diz: “A vida não nos pede o impossível para que nos integremos nos mecanismos da caridade, extinguindo as provações que atormentam a Terra, mas, para que o mal desapareça, espera de cada um de nós essa ou aquela migalha do bem.”

Não precisamos realizar grandes obras, mas pequenos trabalhos no bem, se não for possível auxiliar aos necessitados, auxiliemos àquele próximos mais próximo que está dividindo conosco o lar através da tolerância, do carinho, do diálogo, da compreensão.

No ESE cap. XXV item 4 os espíritos nos dizem o seguinte: “Caminha e chegarás. Encontrarás pedras sob os teus passos: olha, e tira-as tu mesmo; nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar."

Para encerrarmos gostaríamos de falar sobre uma publicação que certa vez vimos e que era formada por três quadrinhos:

No primeiro havia um jovem sentado junto a uma escrivaninha. Atrás dele, com as mãos em seus ombros, estava Jesus, convidando-o para cuidar, também, da bagagem espiritual, porque a viagem para a outra dimensão da vida, cedo ou tarde, é fatal... Ele respondia a Jesus que estava iniciando sua carreira e não tinha tempo para mais nada, talvez amanhã...

No segundo mostrava um homem de meia-idade. Ele era forte e bem vestido, e sua grande escrivaninha estava repleta de papéis, documentos e relatórios. Novamente, Jesus estava de pé, com as mãos em seus ombros, fazendo o mesmo convite, porém ele respondia: “Não tenho tempo estou ocupado, talvez amanhã...”

O último quadrinho mostrava um idoso de cabelos brancos junto à escrivaninha. Segurando em seus ombros não estava mais Jesus, mas a figura da morte que declarava: “Venho para você!” O homem de negócios com olhos medrosos respondia: “Vá embora morte, não a chamei.” Sem apelos o homem foi conduzido à outra dimensão da vida sem nada levar, pois para essa viagem apenas se leva a bagagem espiritual.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Eu era apenas mais um daqueles que sentem o vazio da existência e buscam saber os porquês da vida. Embora me parecesse algo tão efêmero e desprovido de beleza, eu me perguntava se a vida era simplesmente isso que se vive, neste breve instante na Terra; e o espiritismo me mostrou que não...
Já não mais podia passar pela vida em brancas nuvens como já disse o poeta. A vida escondia um sentido maior, e eu vivia agora não mais do que um átimo dessa longa estrada que se chama eternidade...
Dou palestras porque, quando ouvi os outros, aproveitei as lições para mudar a minha vida. Seria ingrato se não dividisse com mais pessoas as alegrias que tive e não desse a elas a oportunidade que a mim foi dada, quando bati, e a porta se me abriu." Octávio Serrano

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tua Vida

O tema Tua Vida nos convida a uma reflexão sobre o que estamos fazendo de nossas vidas? Como estamos aproveitando a oportunidade desta encarnação para evoluirmos? Estaremos cumprindo com a programação que fizemos no mundo espiritual antes de reencarnarmos?

Vida o espírito tem apenas uma, esteja encarnado ou desencarnado, a vida prossegue infinitamente, ela tem começo mas nunca um fim. Existência, o espírito tem muitas. Cada reencarnação representa uma existência no plano físico.

Na questão 132 do LE Kardec pergunta: “Qual o objetivo da encarnação dos espíritos? A resposta dos espíritos é: Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição.”

A finalidade de nossa existência na Terra é para que nosso espírito realize o seu progresso intelectual e moral. É uma oportunidade dada pelo Plano Superior para que possamos solucionar nossas imperfeições através das provas e expiações, às vezes dolorosas, mas extremamente necessárias para chegarmos ao nosso destino que é a felicidade. Esse destino pode ser apressado ou retardado, dependendo de nossa disposição de crescer, amar e servir.

A todo instante a vida nos proporciona sinais sobre o que devemos melhorar em nós. Assim como a natureza nos dá avisos quando uma tempestade se aproxima, Deus nos fornece pistas quando algo não vai bem em nossa existência, quando nos desviamos da nossa programação. O que precisamos é de sensibilidade para perceber essas pistas.

Na questão 919 do LE Kardec pergunta: “Qual o meio mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir ao arrastamento do mal? Um sábio da antiguidade vos disse: conhece-te a ti mesmo.”

Conhecer a nós mesmos significa vasculharmos o nosso íntimo, o que é uma tarefa bem difícil e que exige muita coragem. Coragem de colocarmos uma lupa nas nossas intenções e sentimentos mais escondidos pelo véu do orgulho. Coragem de revelar a nós mesmos o que existe de pior em nós, a nossa faceta mais feia.

No livro Obras Póstumas Kardec nos diz que: “Os males da humanidade provém da imperfeição dos homens; pelos seus vícios é que eles se prejudicam uns aos outros. Enquanto forem viciosos, serão infelizes, porque a luta dos interesses gerará constantes misérias.”

Se nas nossas imperfeições se encontra a causa dos males, a felicidade aumentará na mesma proporção em que as nossas imperfeições diminuírem.

Mas quando tratamos das nossas imperfeições temos o hábito de querer achar um culpado, que nunca somos nós, transferindo nossas culpas, quando a culpa é sempre de cada um no uso do seu livre-arbítrio. Se há obsessores nos influenciando é porque os prejudicamos, em outros tempos, e, hoje, cobra o que julgam ser seu direito. Se passamos por situação difícil é porque nossas atitudes imprudentes desta ou de outras existências nos levaram à situação atual. Somos sempre herdeiros de nós mesmos.

Todos os recursos que necessitamos para enfrentar os desafios da existência encontram-se dentro de nós, a responsabilidade de encontrá-los é só nossa. O caminho da perfeição está dentro de nós, as leis divinas estão impressas na nossa consciência. Precisamos nos conhecermos para fazer uso desse potencial.

Somos livres para escolhermos nossos destinos. Fomos criados simples e ignorantes das leis que regem os mundos, mas cresce a nossa responsabilidade de escolha na medida que adquirimos o conhecimento e sabemos distinguir o certo do errado.

A reforma íntima é a chave do nosso sucesso reencarnatório, é através dela que encontramos a felicidade.

Está no ESE cap XVII item 4 “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações.”

Jesus nos convida a tomarmos nossa cruz e segui-lo. Isso significa combatermos o egoísmo e o orgulho em nossos corações. Não nos revoltarmos com nossa programação reencarnatória, cujas provas são necessárias ao nosso progresso espiritual e à reparação dos débitos anteriores. Lidarmos sem raiva e impaciência com o parente difícil. Não desejar o mal. Entender que todo efeito tem uma causa. E que Deus nunca dá um fardo maior do que o que os nossos ombros possam carregar.

Benfeitores espirituais nos inspiram constantemente, passando-nos bons pensamentos para optarmos pelo caminho do bem. Ninguém se encontra esquecido ou abandonado. Todos estamos ligados a uma cidade espiritual de luz, que acompanha a nossa programação da presente vida física, buscando nos guiar. A expectativa é de que cumpramos a programação para a nossa felicidade relativa aqui e para voltarmos ao outro plano um pouco melhor do que quando viemos.

Somente somos felizes quando agimos de acordo com a lei divina. Se a infringirmos, sofremos as conseqüências de nossos atos.

Seríamos mais felizes se não nos desgastássemos na conquista de coisas menos importantes, muitas vezes deixando de lado nossa família, sentimentos, valores em busca de sonhos, e não nos damos conta que, na maioria das vezes, não são sonhos, são pesadelos.

Todos nós experimentamos em diversas fases de nossas vidas, momentos quando nossos sonhos de consumo se realizam, ou quando conquistamos posições financeiras , e após o entusiasmo e o prazer da conquista, voltamos ao mesmo estágio anterior de felicidade assinalado em nossas mentes. Se já éramos felizes, esses objetivos ou aquisições pouco acrescentam ao nosso mundo íntimo e se éramos infelizes retornamos ao estado de insatisfação anterior.

Não estamos preparados para sermos felizes pelo simples motivo de procurarmos a felicidade onde ela não está. Procuramos do lado de fora, quando ela mora dentro de cada um de nós.

Para encerrarmos vamos deixar para que possamos refletir uma mensagem de autor desconhecido e que se intitula: Olhe.

Olhe para trás!
Veja os obstáculos que já superou. Veja o quanto já aprendeu nesta vida e quanto já cresceu.
Olhe para frente!
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair. Estabeleça metas, tenha planos e prossiga com firmeza.
Olhe para dentro!
Conheça seu coração. Mantenha puros os seus sentimentos. Não deixe que o orgulho e a vaidade dominem seus pensamentos.
Olhe para o lado!
Socorra quem precisa. Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles que o cercam.
Olhe para baixo!
Não pise em ninguém... Perceba o valor das pequenas coisas.
Olhe para cima!
Há um Deus maior do que qualquer dificuldade. Ele te ama e sempre faz o que é melhor para o teu aperfeiçoamento.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Teus Alimentos

Em cada uma de nossas reencarnações recebemos um corpo material que será a casa do nosso espírito durante um certo tempo para que possamos passar por experiências que auxiliarão na nossa evolução.


Precisamos, por isso, cuidar dessa nossa casa para que possamos aproveitar com saúde essas experiências que a vida física nos proporciona.

No LE questão 718 Kardec pergunta aos espíritos: “A lei de conservação obriga o homem a prover as necessidades do corpo? Sim, sem força e saúde o trabalho é impossível.”

É permitido ao homem alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. Mas nós abusamos, exageramos à mesa com alimentos gordurosos ou nos infligimos regimes alimentares muito rigorosos e prejudicamos a nossa saúde.

Na questão 716 do LE Kardec pergunta: “A natureza não traçou o limite de nossas necessidades em nossa estrutura orgânica? Sim, mas o homem é insaciável. A natureza traçou o limite às suas necessidades no seu próprio organismo, mas os vícios lhe alteraram a constituição e criaram necessidades que não são reais.”

E na questão 715 “Como o homem pode conhecer o limite do necessário? Aquele que é sensato conhece pela intuição, muitos o conhecem pela experiência e à própria custa.”

A própria doutrina nos mostra que a falta de sensatez à mesa, o exagero ou o excesso de controle pode levar o homem a adoecer e dessa forma aprender através da dor nossa tão conhecida mestra na Terra.

Sobre isso nos diz Emannuel no livro Fonte Viva psicografia de Chico Xavier que o corpo físico nem sempre é tratado como um templo sagrado. Maltrata-se a delicada máquina orgânica. Os exageros à mesa ou a alimentação inadequada geram o excesso ou o baixo peso corporal que vão produzindo danos nos órgãos internos como coração, artérias, estomago que podem até levar ao desencarne prematuro.”

Mas Ayrtes não nos fala apenas dos alimentos físicos necessários ao nosso corpo físico, ele nos fala fala também de um outro tipo de alimento do qual nos esquecemos de nos nutrir e que é de extrema importância tanto para o nosso corpo físico, como para o nosso espírito. Esse alimento chama-se alegria.

Quando passamos por um momento de grande alegria parece que recarregamos nossas baterias e isso reflete no nosso corpo físico, nossos olhos têm outro brilho, o sorriso nos ilumina o rosto, até a nossa postura se modifica, é o espírito nutrindo-se e refletindo no corpo físico.

Muitos estudos científicos relacionam o aparecimento de doenças graves como o câncer com estados de depressão, stress e baixa auto-estima, ou seja com a falta de alegria.

Também existem trabalhos que procuram auxiliar tratamentos médicos através da alegria. Um exemplo são os doutores da alegria que são atores profissionais que visitam crianças e jovens hospitalizados e fazem brincadeiras relacionadas aos procedimentos médicos, os resultados são impressionantes e no mínimo aumentam a cooperação dos pacientes com o tratamento e principalmente a esperança.

O riso e o bom humor estão relacionados com o reforço do nosso sistema imunológico que protege o nosso organismo contra as doenças.

Quando exercitamos a alegria verificamos que as dificuldades na nossa vida têm como função despertar a criatividade, a reflexão, os recomeços.

Quando nos habituamos a nos lamentar das mínimas dificuldades, essa atitude passa a ser um padrão em nossas vidas e passamos ao mau humor, à raiva, estouramos por qualquer motivo e afastamos as pessoas.

Precisamos entender que a alegria é uma conquista de cada um e não reside nas coisas materiais.

Quando nos alimentamos de alegria, valorizamos as pessoas à nossa volta, e cada momento como um evento especial, nos enchemos de otimismo e esse sentimento se expande a tinge aos que estão ao nosso redor.

A alegria é contagiante, quando aqueles que estão a nossa volta estão alegres nós somos contagiados, sentimos crescer a esperança de que melhores momentos também chegarão nas nossas estradas.

Existem várias maneiras de proporcionarmos alegria e para isso não existem receitas. Se nos apoiarmos na doutrina espírita ela nos oferece um caminho através da caridade que proporciona alegria tanto a quem recebe quanto a quem oferta.

Nos relacionamentos em família, no trabalho: um sorriso, uma palavra de incentivo, sermos mais afáveis, comunicativos, atenciosos com os que nos cercam.

Observar as belezas naturais ao nosso redor, o calor e a luz do sol a aquecer e clarear nossos caminhos, a natureza a nos ofertar plantas, frutas, flores, pássaros, a nossa praia, a primavera que em breve chegará com toda a sua beleza, o dia que nasce após cada noite escura é Deus a nos dizer que está ao nosso lado, guiando nossos passos, nos erguendo quando caímos, segurando nossas mãos, e que nunca estamos sós, que somos protegidos por amigos espirituais que auxiliam na nossa evolução e isso tudo é mais do que motivo para que sejamos infinitamente alegres.

Para finalizarmos uma mensagem de Meimei psicografada por Chico Xavier:



Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.


Em toda parte, desabrochando flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com musica de ninar.


A água da fonte é carinho liquefeito no coração da Terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.


Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.


Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.


Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.


A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente em festa de amor e luz.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tua Família



No dicionário Aurélio família é definida como: todas as pessoas do mesmo sangue, como filhos, irmãos, sobrinhos etc. / Grupo de seres ou coisas que apresentam características comuns: família espiritual.
A família para a doutrina espírita é um laboratório onde os espíritos que têm algo a justar entre si tem um longo período de convivência que os possibilite isto. Nelas renascerão espíritos que são desafetos de outras existências. Assim como renascerão espíritos amigos para auxiliar as reconciliações.
Joanna de Angelis nos diz que “A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.”
As obras da codificação falam sobre a família em diversos trechos, entre eles, citamos:
ESE cap. XIV itens 8 e 9;
ESE cap. IV itens 18 e 19;
LE questões 773 a 775.
As famílias são de dois tipos: corporais e espirituais. As famílias corporais formam-se pela necessidade que temos de encarnar, são os laços consangüíneos e esta pode e deve transformar-se em família espiritual.
As famílias espirituais estão ligadas pelas afinidades, simpatias entre os espíritos que nem sempre ocorrem na família corporal. Quando encarnados os de nossa família espiritual podem nos acompanhar na encarnação e os reconhecemos pela imensa alegria que sentimos em sua presença, pela afinidade que nos liga mesmo quando não existem laços consangüíneos. Ou podem nos acompanhar no mundo espiritual velando por nós.
Com relação à nossa família corporal na qual convivemos tanto com afetos quanto desafetos anteriores devemos considerar que muitas vezes a convivência diária, a rotina, o dia-a-dia acaba por diminuir distancias que o respeito impõe. Ou seja, no lar mostramos o que há de melhor e pior em nós e muitas vezes com a desculpa do cansaço, do stress, do excesso de trabalho nos julgamos no direito de agredir, maltratar, humilhar.
Ao invés de pensarmos no que devemos oferecer aos familiares, pensamos no que eles nos devem dar. Lembramos sempre seus deveres em relação a eles e em função disso nos irritamos quando não correspondem às nossas expectativas.
Sobre isso nos diz André Luiz:
“A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos amigos”.
Esta em voga neste momento, a discussão sobre a lei da palmada que proíbe os pais de baterem em seus filhos. Façamos uma reflexão: muitos de nós acreditamos que palmada educa, que se apenas dialogarmos nossos filhos perderão o respeito. Isto porque confundimos respeito com medo. Quando usamos qualquer forma de agressão com nossos filhos isso inclui palmadas, gritos, agressão verbal eles terão medo e não respeito.
Respeito não se impõe, se conquista e se conquista através do diálogo e principalmente do exemplo. É pelo exemplo que ensinamos o certo e o errado. A agressão, a violência só gera e ensina violência. A criança se submeterá enquanto for mais fraca, quando adolescente verificar que sua força física é equivalente a dos pais irá revidar, irá agredir, pois foi agressão que aprendeu.
Quando agredimos os hematomas externos podem durar um ou alguns dias, mas os internos (os da alma) podem durar a vida toda.

No nosso lar e na vida em geral quando estivermos a ponto de explodir, respiremos. O ar invadindo os pulmões nos dá serenidade.
E pensemos: ‘Se o outro deixasse de existir, como seria a nossa vida?’ Se a resposta for um pouco mais vazia é a certeza de que podemos agir de forma diferente. Tolerar mais, ouvir mais, perdoar mais. E porque não é um inimigo que está a nossa frente. É um espírito em busca da perfeição tanto quanto nós. Precisamos uns dos outros para evoluirmos, precisamos nos apoiar mutuamente.
Evitemos estabelecer com os familiares elos de ódio, porque a vida nos unirá novamente para que refaçamos esses laços transformando-os em afeto.
Para uma melhor convivência no lar precisamos começar mudando a nós mesmos combatendo o orgulho e o egoísmo para ter humildade de compreender que muitas vezes também somos motivo, que nem sempre são os outros os culpados pelos desentendimentos.
Utilizando o dialogo diário para compreender as dificuldades dos outros e buscar soluções.
Cultivando a simpatia, sermos menos carrancudos para que os outros tenham coragem e liberdade para dialogar conosco.
Esquecendo maus sentimentos como mágoas e rancores de nossos familiares que erraram conosco, porque nós também erramos e muito.
Respeitando o espaço dos outros, nós não somos donos da verdade e nem de ninguém.
Aceitando as diferenças, ninguém é igual, aceitando defeitos e estimulando qualidades.
Diálogo e perdão são virtudes que ajudam a resolver conflitos para um dia-a-dia familiar mais feliz.
Costumamos não dizer que amamos as pessoas que convivem conosco porque creditamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos. Mesmo que saiba é bom e faz bem à alma recordar nosso amor ao próximo. Quando sentirmos vontade de externar esse sentimento pela palavra ou por um gesto de carinho, um abraço ou um beijo não reprimamos.
É também essencial o exercício da fé. Compartilharmos com nossa família a nossa fé. Como espíritas devemos realizar, pelo menos uma vez por semana, o Evangelho no Lar com todos aqueles que compartilham o nosso lar. Através das leituras e preces irradiamos vibrações positivas.
André Luiz nos diz em Os Mensageiros que “Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do evangelho no lar não é tão só um curso de iluminação interior, mas também um processo avançado de defesa exterior pelas claridades espirituais que acende em torno”.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Convite à Sementeira


“Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores pra sempre”

Estamos sempre esperando, ansiando, pedindo a Deus por dias melhores, dias em que nós seremos melhores, é a nossa sede de evolução. Evolução para a qual todos estamos destinados.
A questão é: como estamos esperando por estes dias melhores? Podemos esperar de braços cruzados, esperando que caiam do céu. E podemos esperar arregaçando as mangas e trabalhando, buscando, plantando, semeando.
Este é o convite que Joanna nos faz na noite de hoje, o convite è sementeira, à semeadura. Todos nós semeamos o nosso futuro a todo momento.
Está no evangelho “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Na existência atual estamos colhendo o que ontem semeamos e estamos semeando os frutos que colheremos amanhã.
Devemos estar, por isso, atentos em todos os setores da nossa vida.
Já paramos pra pensar o que estamos semeando no nosso lar? Amor, carinho e afeição ou estamos plantando a mágoa, o ressentimento e a indiferença no coração dos nossos afetos. Muitos de nós reclamamos da indiferença, da ingratidão dos filhos, dos cônjuges, dos amigos. Mas já paramos pra pensar o que semeamos que gerou esta colheita. Se estamos colhendo dor e sofrimento é porque um dia em algum momento de nossa trajetória foi a dor e o sofrimento o que semeamos nos corações que hoje nos chegam ao lar. Procuremos usar de paciência e amor para revertermos essa colheita, em lugar da queixa e da lamentação usemos de paciência e amor para que colhamos amor e paciência um dia.
Como nos disse Francisco de Assis: “Não adianta esbravejarmos contra as trevas, basta acender a luz!”. Nada de lamentações , mas trabalho nas dificuldades.
Com os nossos amigos e colegas, aqueles que não nos são tão chegados, mas que por algum motivo fazem parte da nossa jornada, como estamos agindo? O que estamos semeando nesses espíritos? Na maioria das vezes estamos tão atarefados que não temos tempo nem para um “Bom dia! Como vai?”. Ou dizemos isso apenas por obrigação e por hábito sem a menor vontade de ouvir uma resposta. Estas pessoas não estão em nossas vidas por obra do acaso, estamos todos ligados por laços de afeto do passado que viemos reforçar ou por laços de desafeto que viemos transformar.
E para a nossa sociedade, a humanidade, o que estamos semeando? A paz, a alegria, o bem ao próximo ou a discórdia, a indiferença, o egoísmo.
Como estamos passando por esta existência? O que estamos deixando para aqueles que virão após nós? O que estamos construindo? Estamos fazendo a nossa parte auxiliando aos mais necessitados?
Podemos fazer a nossa parte da forma mais simples possível, semeando a alegria, o amor a caridade não apenas material, mas moral. A caridade de agradecer a um atendente, ceder o lugar a um idoso, um pedido de desculpas quando apressados esbarramos em alguém, perguntar “Bom dia! Como vai?” e parar para escutar como o outro está Muitas vezes tudo o que o outro precisa é ser ouvido, é uma palavra amiga, um incentivo. Vemos tantas pessoas hoje em dia depressivas, solitárias, cada vez é maior o índice de suicídios ocasionados pela depressão, pela solidão. As pessoas estão tão voltadas para si, para o seu trabalho, e não tem tempo para pequenos gestos que podem ser praticados no nosso dia a dia e que podem auxiliar o nosso próximo. Podemos com pequenos gestos e palavras semear a esperança, a paz e o afeto no espírito do próximo. Sejamos aqueles que semeiam tranqüilidade em meio a confusão, serenidade em meio a discórdia.
Gentileza gera gentileza, paz gera paz.
Mas se pudermos e quisermos fazer um pouquinho mais, podemos procurar entidades que necessitam de mãos e braços que auxiliem, se podemos dedicar algumas horas do nosso atribulado dia arregacemos as mangas seja num hospital, num orfanato, num asilo, no centro espírita, nos ofereçamos ao trabalho. Porque trabalho a ser feito existe e muito, basta boa vontade, amor e comprometimento.
Jesus nos disse: “Meu jugo é suave e meu fardo é leve”. Aceitemos o jugo do Mestre, sigamos seus passos mesmo que de forma ainda bem limitada, com pequenos passos.
Troquemos o sofrimento pelo aprimoramento pessoal. Aproveitemos a oportunidade desta encarnação para sermos melhores a cada momento. Aproveitemos as ferramentas que Deus nos coloca nas mãos para sermos felizes e evoluir. O trabalho no bem nos liga com a espiritualidade superior que gratos pela nossa ajuda nos estenderão mãos amigas nas horas em que formos os necessitados.
Emmanuel ensinou: “O bem que fazes é teu advogado em todo lugar”.
Para encerrarmos o nosso trabalho de hoje trouxemos um historinha que diz o seguinte:
Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6h15 e viajava cinqüenta minutos até o trabalho... No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso.
No dia seguinte, a mesma coisa. Então o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
- Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela?
- Bom dia - respondeu a velhinha com um sorriso - Jogo sementes...
- Sementes?... Sementes de quê?
- De flores. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom.
- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?
- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água...
- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho". O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio "caduca". O tempo passou.
Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto: olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias. A paisagem estava colorida, perfumada, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e, nada! Acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
- A velhinha das sementes? Pois é, ela morreu no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela, e sentiu uma lágrima correr pelo rosto, e um sorriso desabrochar em sua face...
"Quem diria, as flores brotaram mesmo. Mas, pensando bem, de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu, e não pode ver esta beleza toda que ela fora responsável".
Nesse instante, o homem escutou atrás de si, uma gostosa risada de criança. Uma garotinha apontava pela janela entusiasmada.
- Olha mamãe, que lindo, quantas flores pela estrada! Como se chamam aquelas azuis? e as branquinhas?
Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, ela devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e, com um sorriso nos lábios, tirou um pacotinho do bolso, e começou a lançar semente pela janela.

Fica para todos nós a reflexão: o que estamos semeando? Quais as sementes que estamos deixando pelo caminho: flores ou espinhos? Como estamos preparando a estrada pela qual voltaremos a viajar no futuro? Estamos semeando ou apenas esperando dias melhores?

Convite à Saúde


O que é saúde?
Saúde é o estado do que é são, normal, equilibrado. Ausência de doenças.

E o que é doença?
A doença é um reflexo do comportamento desregrado da pessoa que desequilibra o corpo físico.

Nossas doenças são criadas por nós mesmos com os nossos vícios morais e materiais.
Quais as origens das doenças?
As doenças podem ter origem em nossos erros passados e nesse caso é o espírito que está doente e que encontra no corpo físico a oportunidade de drenagem dos males que o contaminam. Esses males podem ser diversos: egoísmo, orgulho, raiva, ódio, mágoa. Representam então o cumprimento de nossas promessas de que estaríamos prontos para o ressarcimento dos nossos débitos passados. São necessidades que o espírito traz em sua bagagem.
Mas nem todas as doenças têm origem no nosso passado culposo, muitas são conseqüência de nosso descaso com o corpo físico de nossos males: o egoísmo, o orgulho, a raiva, o ódio, a mágoa e dos nossos vícios atuais: o cigarro, o álcool, o alimento em excesso, a falta de exercício físico.
Mas toda doença é, com certeza, um motivador para a reflexão. É uma crise que deve gerar mudanças de energias, de pensamentos, de comportamentos.

Falamos no nosso corpo físico, mas é preciso esclarecermos o que é o nosso corpo físico?
Richard Simonnetti nos diz que o corpo físico é uma máquina que pilotamos para o trânsito pela Terra. É patrimônio divino emprestado ao espírito para que, através dele, possa se manifestar na Terra. E por ser emprestado precisamos tomar muito cuidado com ele.

Na questão 718 do LE Kardec pergunta: “A lei de conservação obriga a prover as necessidades do corpo? Sim, porque sem a força e a saúde, o trabalho seria impossível. Vivendo, pois uma vida material é necessário cuidar dela, seja no âmbito do próprio corpo, seja na vida de relação que estabelece com os demais seres.”
Na questão 719 LE pergunta: “É repreensível ao homem procurar o bem-estar? O bem-estar é um desejo natural. Deus não proíbe senão o abuso, porque o abuso é contrário à conservação. Ele não incrimina a procura do bem-estar, se esse bem-estar não é adquirida às custas de ninguém, e se não deve enfraquecer nem as forças morais, nem as forças físicas.
Sobre isso Emmanuel no livro Ceifa de Luz psicografia de Chico Xavier nos aconselha: “Preserva o teu corpo à feição do trabalhador responsável e consciente que protege o instrumento de serviço que a vida lhe confiou .”

Cuidar do corpo significa nutri-lo, proporcionar-lhe bem-estar através da higiene, exercícios físicos e alimentação adequada, evitando os vícios.
Mas as necessidades do espírito também precisam ser atendidas, pois elas se complementam às do corpo. Buscar o equilíbrio é nossa tarefa e para isso precisamos atentar ás nossas atitudes mentais.

Para ilustrar as nossas prováveis atitudes mentais trouxemos dois personagens que muitos de nós conhecemos: o Bizonho e o Tigrão.
O Bizonho está sempre desanimado, cabisbaixo, triste, achando que nada vai dar certo. Quando o Bizonho fica doente é um terror, ele sempre exagera os sintomas para comover aqueles que estão perto dele, mas o que o Bizonho não sabe é que agindo assim causa sérios problemas às suas células, pois a nossa mente, os nossos pensamentos plasmam aquilo que desejamos, então se exageramos um sintoma o pensamento, o cérebro vai enviar uma mensagem para o corpo dizendo que ele está mal, que o sintoma está piorando e acaba diminuindo o efeito dos medicamentos e retardando a cura.
O Bizonho não sabe que somos envolvidos pelas energias que emitimos e que elas voltam para nós com a mesma intensidade com que as lançamos. O mal que sai de nós é nosso nada mais lógico que volte para nós. Além disso quando emitimos energias negativas tristes atraímos aqueles nossos irmãozinhos desencarnados e encarnados que também estão negativos e tristes aumentando ainda mais o nosso estado de angústia.
O Bizonho afasta as pessoas de perto dele porque ninguém gosta de conviver com pessoas tristes e carrancudas.
O nosso outro personagem é o Tigrão. O Tigrão está sempre alegre, sorrindo, sempre simpático, mostrando-se feliz e contagiando os que o cercam. Todos gostam de estar perto do Tigrão.
O Tigrão sabe que quem cultiva a alegria é mais saudável, desfruta de bem-estar, vive em paz e confiante.
O Tigrão sabe que tudo o que nos acontece é para o nosso bem e que Deus nos faz passar por um mal menor evitando que enfrentemos um mal maior e por isso quando fica doente não se queixa, ele vai ao médico e faz direitinho o tratamento. O Tigrão sabe que ser alegre não significa ser irresponsável, ele sabe de suas responsabilidades e cuida delas com seriedade, mas também com alegria pois confia que tudo vai dar certo.
O Tigrão cultiva a oração, porque sabe que precisa conversar com Deus e toda segunda-feira as 20 horas quando está todo mundo em casa reunido o Tigrão faz o evangelho no lar, porque assim ele vai estar sempre sob a proteção da espiritualidade maior.
E nós como estamos cuidando da nossa saúde? Que tal olharmos para dentro de nós mesmos e tentarmos corrigir nossos vícios morais e materiais que atrapalham a nossa saúde?
O convite à saúde também é um convite à reflexão: Que atitudes apresentamos e que atitudes queremos apresentar? Queremos ser como o Bizonho ou como o Tigrão?
Evoluir e aprender todos nós vamos, mas a forma como isso vai acontecer nós podemos escolher: Pelo amor ou pela dor?