Nova postagem no blog próximo sábado

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Tecnologia e a sua Utilização



Reportagem do Jornal O Clarim de março de 2010 de Francisco Rebouças:

É evidente que a tecnologia, dos dias da atualidade, nos confere inúmeras opportunidades de evidenciar nossas disposições de servir ao bem ou ao mal, segundo nossas tendências e segundo nosso livre-arbítrio. São variados os recursos colocados ao nosso dispor pela tecnologia, onde pela internet podemos receber e enviar as novidades a todas as partes do mundo, em tempo real.

Convém, porém, que tenhamos muito cuidado e que a utilizemos com muita cautela no envio de nossas notícias para os irmãos que em qualquer parte do nosso planeta irá ter contato com essa mensagem por nós veiculada.

É conveniente que nos pautemos nos princípios cristãos, e que nossa palavra seja sempre rechada de mensagens portadoras de simplicidade, humildade, otimismo, meiguice e fraternidade, na intenção positiva de levar bom ânimo a quem dela tomar conhecimento, por mais triste e incrédulo que esteja o nosso irmão em vista das incontáveis notícias de acontecimentos deploráveis e condenáveis que infestam a mídia, diariamente, através dos diversos meios de comunicação.

Se nada de positivo temos para dizer, é hora de calar, pois o silêncio nessas circinstâncias é o maior melhor benefício que podemos ofertar no momento de turbulência, em que sentimos que nossa palavra não terá efeito positivo em vista da dor e da revolta reinantes no ambiente em que nos encontramos.

Nessa hora, o silêncio que faremos não representará nosso pouco caso com os acontecimentos que infelicitam os vários envolvidos; mais que isso, significará nosso respeito pela dor do nosso próximo e a oportunidade de buscarmos o contato com os Imortais da Vida Maior, e, em prece, nascida no imo do nosso ser, realizar o maior bem que se pode realizar em momento tão delicado que é o pedido de socorro à Espiritualidade Amiga.

Como nos alerta Madre Tereza de Calcutá, "não basta apenas fazer o bem, é preciso ser bom", e ser bom é não acender fósforo em barril de pólvora, procurando o equilíbrio de nossas ações em cada acontecimento em que tomarmos parte, procurando fazer bom uso dos recursos que Deus permitiu nos chegasse ao conhecimento e através da tecnologia espalhar a paz e a concórdia em volta de nossos passos, ajudando na implantação do evangelho de Jesus nos corações em desespero, estendendo mão amiga no restabelecimento da paz, da alegria e da harmonia entre as criaturas.

Que Jesus nos sustente em sua paz, hoje e sempre!

domingo, 4 de abril de 2010

Vida e Obra de Chico Xavier - Chico Amor Xavier - Cisco Xavier

Exposição realizada no Recanto de Luz no dia 03/04/2010.

Francisco Cândido Xavier nasceu no dia 02 de abril de 1910 em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Se ainda estivesse encarnado completaria esse mês 100 anos dessa existência.

Chico teve uma infância dura, quase miserável, cheia de dificuldades e trabalho. Com apenas 5 anos de idade perdeu a mãe. O pai distribuiu os filhos entre amigos e parentes. Chico foi morar com dona Rita, sua madrinha, pessoa geniosa que surrava o menino todos os dias.

Sempre que a madrinha saía, ele corria para o fundo do quintal para chorar. Ali, teve a primeira experiência mediúnica: ao ouvir um barulho vindo das bananeiras, olhou naquela direção e viu a mãe que pediu-lhe apenas para ter paciência.

Eufórico, Chico foi contar à madrinha que, certa de que ele mentia, aplicou-lhe uma surra e pediu ao padre que ajudasse a corrigir o mentiroso. Chico foi obrigado a rezar mil ave-Marias e, nas procissões, carregar sobre a cabeça uma pedra enorme.

Ele ficou com a madrinha somente por dois anos. Seu pai casou-se novamente e a madrasta, uma boa mulher, recolheu os filhos do primeiro casamento e acabou de criá-los.

Sofreu todo tipo de agressão e preconceitos nas mãos da família, padres e vizinhos que viam nas suas manifestações mediúnicas apenas ‘coisa do diabo’. Para entender o que acontecia consigo mesmo, passou a estudar os livros do espiritismo.

Seu primeiro contato com um centro espírita foi através de um casal amigo da família que auxiliou quando sua irmã com 17 anos vítima de uma obsessão foi internada. O casal levou a família de Chico ao centro espírita e sua irmã recuperou-se. A partir daí, reduziu-se a pressão da família sobre a mediunidade de Chico.

Em 1931 teve o primeiro contato com seu guia espiritual Emmanuel.

Em 1932, com apenas o primário completo publicou seu primeiro livro: “Parnaso de Além-Túmulo” com 56 poemas de 14 autores diferentes, todos desencarnados.

Em 1937 publica “Crônicas de Além-Túmulo”, atribuído a Humberto de Campos, escritor morto três anos antes. A família do escritor levou Chico à justiça exigindo pagamento dos direitos autorais e pedindo a especialistas que estudassem os textos. Porém a própria mãe do autor declarou: “O estilo é o mesmo do meu filho. Não tenho dúvidas.” Em 1944 foi dado veredicto favorável a Chico que pôde prosseguir seus trabalho, mas preferiu não usar mais o nome do autor.

Chico nunca se defendeu de nenhuma acusação, ele dizia que seu defensor era Jesus. “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...”

Em 1943, surge outra entidade que, junto a Emmanuel acompanhou Chico, sendo responsável por 15 livros 11 deles pertencentes à série “Nosso Lar”, que relata a vida no mundo espiritual. Essa entidade jamais revelou seu nome, sendo conhecido apenas como André Luiz.

A partir daí, Chico passa a ter uma atuação mais pessoal na assistência social, criando centros de ajuda às vítimas do pênfigo e de amparo a idosos e crianças abandonadas e a ex-presidiários. Antes, já doava toda a renda de seus livros à entidades espíritas e de caridade.

Chico nunca pediu, nem esperou, nem reclamou nada das autoridades, através de todos os que tinham compaixão auxiliava os doentes, os carentes, os desequilibrados e sofredores.

Em janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba à procura de um clima mais saudável e condizente com seus vários problemas de saúde.

Na década de 70 houve a exibição de dois pinga-fogo, programas de entrevista com Chico, realizados pela TV Tupi, foi quando o povo pôde sentir a grandiosidade de sua alma.

Sua sinceridade deu credibilidade ao espiritismo, sendo um dos responsáveis pela solidificação da doutrina espírita no Brasil e no mundo com mais de 400 obras psicografadas e milhares de cartas que traziam consolo e conforto a inúmeras famílias.

Como médium, Chico tinha praticamente todos os tipos de mediunidade. Era médium 24 horas por dia, vivia entre os dois mundos.

Como ser humano, Chico era um homem simples, sempre em busca de conhecimento e paz. Afirmando sempre que ... o caminho passava pela humildade, o silêncio e a compreensão.

Sempre jovial, contava e gostava de ouvir causos. Era alegre. No dever era sério, silencioso, nunca faltou um dia ao trabalho. Era um espírito sábio que trazia muitos conhecimentos de vidas passadas.

Seus problemas de saúde não eram provações envolvendo resgate do passado, mas uma escolha pessoal. Os espíritos superiores, quando vêm à Terra, sempre pedem a companhia da dor, da dificuldade para não se desviarem de sua missão.

A grandeza de Chico não estava em seus dons mediúnicos, mas sim no que fazia deles. O seu mandato mediúnico, com disciplina e humildade, esclareceu, consolou, e orientou a vida das pessoas. Ele exerceu a verdadeira mediunidade com Jesus. Viveu tudo o que escreveu, caridade sem limites, o silêncio sobre o bem realizado, viveu o evangelho de Jesus. Foi fiel a Jesus e à doutrina

Exemplo da bondade personificada era chamado de Chico Amor Xavier. Porque sabia amar o amor que Jesus ensinou, o amor universal. Amor que emanava dele e envolvia a todos ao seu redor. “Amar sem esperar ser amado e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre.”

Certa vez foi procurado pelo jornalista Marcel Souto Maior que pretendia ‘desmascará-lo’, quando em sua presença, o jornalista não conseguiu emitir uma única palavra frente à grandeza do amor que emanava de Chico, apenas chorou. E mesmo não sendo espírita escreveu após isso a mais bela biografia de Chico Xavier que acaba de virar filme.

De outra vez, uma senhora retornou a Chico com uma mensagem escrita por ele reclamando que havia um erro em sua assinatura. Ele havia assinado Cisco Xavier. Chico esclareceu que não havia qualquer engano: “Eu represento aquilo que um pé de grama representa numa cancha de futebol. Um pé de grama desaparece, outro aparece. Eu me sinto como um cisco.” Um cisco diante da imensidão.

É impressionante a humildade desse espírito tão grandioso que se apequenou num corpo de carne para nos ensinar o amor, a caridade, a resignação, a fé. E nós que nos achamos tão grandes, na verdade, somos tão pequenos, infinitamente menores que um cisco. Infinitamente menores que um Chico amor Xavier, mas infinitamente gratos a Deus, a Jesus, a espiritualidade maior pela oportunidade de termos, um dia, recebido os ensinamentos de Chico, de seu exemplo de amor e vivência do evangelho, e peçamos a Deus, eternos pedintes que somos, que possamos um dia ser capazes de seguir seus passos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Viver em Paz



Hoje dia 02 de abril de 2010 é o centenário de Chico Xavier, para fazer uma singela homenagem transcrevo uma das inúmeras mensagens psicografada por ele e ditada por Emmanuel:


"... Vivei em Paz..." - Paulo (Gálatas, II Coríntios, 13:11)

Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem, gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranquilidade banhe-te o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade sigam-te todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa, no lugar, e, naposição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...

Todos os que surgem, alitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes is recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.

Ajuda-os, enquanto podes.

Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.

Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens mostram-se desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pais e Filhos



Reportagem da RIE "Pais e Filhos" de Octávio Caúmo Serrano:

"... Segundo aprendemos pela mensagem dos espíritos, o nascimento de alguém é objeto de amplo, sério e cuidadoso planejamento. Quando o interessado está em condições, parricipa da programação que terá de enfrentar na sua volta ao mundo material. Quando sua contribuição é ainda inútil, pela incapacidade de discernimento, os encarregados planificam, com base no passado espiritual, a nova jornada planetária que o espírito viverá. Isto está claro na questão 231 de O Livro dos Espíritos. E mais claro ainda na questão 331. A pergunta foi: "Todos os espíritos se preocupam com a sua reencarnação?" Os Superiores responderam: "Há os que nunca pensam nela, que nem mesmo a compreendem. Depende de sua natureza mais ou menos adiantada..." Isso se assemelha ao que ensinam as religiões de vida única para as quais a reencarnação não passa de ficção ou fantasia.

Neste momento, cabe analisar e perguntar: "Quem são os nossos filhos?"

Poderíamos responder com simplicidade e segurança: "Nossos filhos são os nossos filhos. São espíritos que adotamos por um pequeno tempo, quando lhe oferecemos um novo corpo para servir de abrigo, como quem cede um epsaço na pousada do seu coração.

Percebam que usamos o verbo adotamos, porque na verdade é o que são os filhos; Espíritos adotados pelos pais. Portanto, não são propriedade deles. Cabe-lhes apenas a tutela, orientação, educação e provimento para as suas necessidades. Trata-se de uma convivência fraterna para que todos se ajudem e retornem à espiritualidade, acrescentados de uma carga de bons sentimentos maior do que quando aqui chegaram. Se ficar claro que os filhos nada herdam dos pais a não ser a matéria, a adoção de órfãos será mais facilitada e menos preconceituosa quando tentamos imaginarque o filho pode ser semelhante ao pai que desconhecemos. O mesmo se daria no estupro, quando o estuprador nada passaria para o espírito que irá reencarnar porque, apesar do ato violento, ele tem sua própria história. Por isso, é comum haver mães felizes com o carinho de seus filhos adotados ou nascidos de estupro, mais do que com os "legítimos".

Para os que gostam de estudo, podem consultar o capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 9, que fala da Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família. O Mensageiro é o lúcido Santo Agostinho, em mensagem de 1862.

Nessa orientação, além de analisar a ingratidão, mostra aos pais como lidar com os filhos, por mais rebeldes e ingratos que sejam. Os pais não devem esperar retribuição dos filhos, porque o maior prêmio pelo bem que fizeram aos espíritos que Deus lhes confiou virá do próprio Criador. Não desista de ajudar, educar e orientar o seu filho, apenas porque ele não lhe dá prazeres e o contraria.

Quando bem compreendido que os Espíritos do pai e do filho são individualidades e trazem um passado espiritual próprio que lhes determina o atual caráter e as respectivas vocações, os pais e os filhos se respeitarão mais, aceitando um ao outro, procurando ensinar mais com exemplos que com palavras, mais com conselhos que com pancadas, porque, inclusive, desconhecem o relacionamento que tiveram, eventualmente, em vidas anteriores.

Em o Livro dos Espíritos, encontramos nas questões 258 e seguintes, As Escolhas das Provas, claras explicações quanto às necessidades que cada um tem de passar por diferentes provas e expiações para limpar seu caráter e livrá-lo de manchas que enfeiam a sua alma. Se o espírito já tem entendimento, quando está na espiritualidade prefere ter dificuldades no mundo material para vencê-las e progredir.

Na lúcida questão 385, que trata mais especificamente da criança, foi perguntado aos Orientadores Espirituais "de onde vem a mudança que se opera no caráter numa certa idade, e particularmente no final da adolescência?" É o espírito que se modifica?"

A resposta deixa claro o passado espiritual da criatura: "É o espírito que retoma sua natureza e se mostra tal qual era."

Logo a seguir vem uma extraordinária explicação dada pelos Espíritos que pais e filhos deveriam ler atentamente e meditar para compreender a razão do desentendimento entre eles.

Quando vimos a resposta anterior, "É o Espírito que retoma sua natureza e se mostra tal qual era", podemos imaginar que os pais deixaram de orientar para modificar o caráter da criança, no momento certo. Não podemos deixar o filho crescer para depois imaginar que podemos educá-lo.

Na explicação acima referida, há uma descrição sobre a utilidade da infância para o aprimoramento do espírito. Observem que nos animais a infância é bem curta e pouco tempo após nascer o filhote já sabe cuidar-se, defendendo-se, alimentando-se, abrigando-se, o que não acontece com os humanos, justamente para que os pais aproveitem a fragilidade da idade tenra quando ficamos mais flexíveis e suscetíveis de ser aperfeiçoados.

Pelas orientações espíritas, veremos que até o esquecimento do passado é básico para que, no presente, construamos o futuro. Para nós, nosso filho é sempre o melhor e arranjamos desculpas para qualquer deslize que ele cometa. Diz o vulgo, em tom de blague, que o filho dos outros é mal educado, mas o nosso é extrovertido. É preciso ter cuidado para não mimá-los demais e desculpá-los no que não devem ser desculpados. Não façam abatimento no campo da educação porque se do que damos já sobra tão pouco, que restará se ainda fizermos descontos.

O relacionamento e a tolerância que deve haver entre os Espíritos é um dos muitos ensinamentos importantes que a Doutrina Espírita nos oferece. Mas é dessa harmoniosa convivência que poderá nascer a reforma do mundo, já que a passagem da Terra de lugar de Provas e Expiações para Mundo de Regeneração deverá contar, e muito, com a nossa participação.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Filho Excepcional



Do livro "Filhos, como educá-los" de Roque Jacinto


Jesus, em conhecendo os corações maternais mais repletos de amor, convoca-os, vez por outra, para que contribuam na recuperação dos filhos de Deus, que se deixaram aprisionar nos campos da dor, adulterando a própria mente.


Eis a mãe e a criança excepcional.


Esse filho, que lhe vem aos braços, em momento de quase angústia, é um verdadeiro, tesouro espiritual que o Pai celestial lhe confia.


Lembre-se, portanto, que por ser esse espírito alguém repleto de dívidas morais, necessitará de internação no lar em que haja paciência, muito amor e um enorme potencial de renúncia e sacrifício.


Reeduque, o quanto possível, a esse que buscou o berço em seu lar, em condição tão precária, guardando a certeza íntima de que ele se alimentará mais do seu amor do que daquilo que lhe entre pela boca.


Sinta-se ditosa, também, por você estar a reordenar a vida com a assistência direta dos Planos Mais Altos da espiritualidade.


Você nesse quadro é uma obreira do Senhor!


Quando possível, leve esse seu precioso fardo ao encontro de instituições que lhe dêem instrução especial, depertando o seu potencial adormecido, para que ele se supere no que seja possível.


Lembre-se, contudo, que estas instituições não poderão substituir o esforço de seu coração amigo e amoroso, no reajuste dessa alma querida.


Não esconda esse filho!


Não há razão justa de envergonhar-se de tê-lo!


Pessoas equivocadas, em passado não distante, queriam atribuir-se o desajuste, afirmando que decorria do desajuste e dos pecados dos próprios pais, como se eles fossem criaturas atípicas que simbolizam pecados incomuns.


Esse falso juizo é doloroso erro!


Todos nós, que renascemos na Terra, somos almas em reajuste e libertação espiritual, trazendo erros e acertos pessoais, decorrentes de nossos próprios equívocos.


Passe, pois, a vê-lo como o devedor que lhe volta às portas do coração, buscando perdão e reconciliação.


Ame-o com ternura, sem exageros.


Desaloje de seu coração a sensação angustiante refletida na indagação: "Quem errou: ele ou eu?!"


Vivencie, acima dessa inquietação da alma, a certeza de que o Pai Celestial os reuniu, porque é no coração, escrínio de ternura, que estará a estação do refazimento necessário.

Seja dócil, mas disciplinadora e enérgica.

Nas suas orações maternais, espíritos Angelicais lhe darão o siuporte necessário, para você não desfalecer, diante dos grandes desafios e, assim, você ajudará a redenção de uma alma extremamente compromissada.

Você, diante desse filho, torna-se o braço de Deus.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Afeição e Amizade

Do livro "Filhos, como educá-los" de Roque Jacinto:

Afeição é amizade exprimindo amor.

Em geral a afeição se manifesta pelos laços de simpatia, enquanto que a não afeição se exprime pela antipatia explícita.

Considere, contudo, que simpatia ou antipatia se contém no espírito reencarnado, como a manifestação de fluídos próprios de cada alma.

São sensações que nascem com o espírito reecarnante, quase sempre originárias de um passado nebuloso da própria alma, em choque aberto com aqueles que não lhe são simpáticos.

Lutemos, contudo, para mudar esse quadro de desconforto entre os filhos recém-natos e seus pais e parentes próximos, já que devemos reverter a antipatia e dar-lhe o lugar da simpatia, para refinar nossos próprios sentimentos.

Amizade sincera, por outro lado, é a maior expressão de amor fraternal, entre os membros da família humana.

A amizade santifica os sentimentos, notadamente quando estamos entre as lutas mais dolorosas de nossa existência e, por isso, a amizade é o orvalho do amor em nosso amanhecer espiritual.

Assim, faça-se um amigo real daqueles que convivem e participam do mesmo barco de nossas vidas, para que haja ventura e paz em todos os seus.

Se assim você proceder, o seu lar se transformará da penumbra pra a luz, sob os auspícios de Jesus, o Mestre do amor imorredouro.

A simpatia tornando-se uma ventura comum, no âmbito familiar, levará você e toda a sua casa a beneficiar-se das radiações dos Espíritos Sublimados.

Amizade é o coração que ama, reeduca, esclarece, suporta, tolera, renucia a seu próprio programe e sua vida, para ajudar com ternura a todos os carentesde mais luzes e de mais compreensão.

Afeição e amizade são prenúncios de paz e consolação em tempo integral e, por isso, são luzes sobre os sentimentos obscuros dos rebentos do lar.

domingo, 28 de março de 2010

Oração diante do Berço



Do livro "Filhos, como educá-los" de Roque Jacinto:

Você que renasceu nessa lar, seja abençoado entre nós que o recebemos, no limiar de uma nova vida e que Jesus receba a nossa gratidão por ter-nos confiado a sua tutela.

Este filho é um depósito divino que nos é confiado por Jesus e pelo qual sabemos que responderemos ao longo de nossa vida.

Se este que nos buscou o lar faz parte da geração dos bons espíritos que povoarão a Terra, agradecemos-lhe, ó Jesus, pela manifestação de sua misericórdia!

Se ele, contudo, é uma alma imperfeita, aceitamos que seja o nosso dever maternas e paternal ajudá-lo a crescer espiritualmente, tomando desde já o caminho do Bem, através de nossos exemplos pessoais.

Se ele, contudo, enredar-se com o mal, por culpa nossa, por nossa indiferença ou ausência de educação, sabemos que seremos os responsáveis e que não teremnos cumprido com nossas obrigações.

Suplicamos, por isso, Senhor Jesus, que nos ampare através de seus Divinos Mensageiros, dando-nos força e vontade para realizar a missão que o Senhor nos destinou.

Ampare, pois, as nossas tarefas, Jesus, dando-nos força e vontade para realizar todas as nossas obrigações maternais e paternais e, se porventura, este filho deve ser motivo de provações para este nosso lar, que seja feita a sua vontade e não a nossa.

Suplicamos, também, a vocês, bons espíritos que vieram organizar e realizar este nascimento, que acompanhem este nosso filho durante a sua existência sem nos abandonar de suas inspirações sublimes.

Liberte nosso filho da influência de espíritos compromissados com o mal, dando-lhe forças, ao longo de sua existência, para resistir às tentações e para que tenha coragem de sofrer com paciência e resignação as provas que o esperam no limiar e ao longo de sua existência.

Esclareça-nos, Senhor Jesus, a fim de que possamos distinguir, na hora certa, as tendências deste nosso novo filho, que deveremos preparar para vivenciar o amor e o bem ao infinito.